Embratur e Ministério do Turismo alinham estratégia para ampliar conexão do Brasil com o mundo em 2026

Integração institucional, inteligência de dados, presença em feiras e conectividade aérea foram temas de encontro entre ministro Gustavo Feliciano e presidente da Agência, Marcelo Freixo

Da Redação (*)

Brasília – O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, realizou nesta terça-feira (13) uma visita ao ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. O encontro deu início ao alinhamento para ampliar a presença do Brasil internacionalmente ao longo de 2026 e para debater ações conjuntas com foco no planejamento, na inteligência de dados, na conectividade aérea e também na participação em feiras internacionais.

A reunião ocorre em momento histórico para o turismo internacional brasileiro. Em 2025, o país recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, resultado que, segundo Freixo, reflete um trabalho consistente de planejamento e posicionamento internacional. Durante o encontro, o presidente da Embratur apresentou os principais eixos do Plano Brasis, o Plano de Marketing Internacional da Agência, lançado em 2025.

“Temos atuado de forma direcionada na articulação com os mercados emissores, na valorização da diversidade dos destinos brasileiros e na construção de uma imagem internacional do Brasil associada à sustentabilidade, à cultura, à natureza e à economia criativa”, explicou.

Entre os pilares da estratégia, ele destacou a participação do Brasil em feiras internacionais, com ações adaptadas ao perfil de cada mercado emissor, e o uso da inteligência de dados como base para a formulação das políticas de promoção turística.

MTur e Embratur em perfeita sintonia

O ministro Gustavo Feliciano, que tem experiência prévia como secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, destacou a importância da atuação conjunta entre MTur e Embratur para potencializar resultados, atrair investimentos e ampliar o impacto do turismo no desenvolvimento regional. “A aproximação institucional fortalece a capacidade do país de competir internacionalmente e quem ganha é o brasileiro”.

Ao final da reunião, ficou reforçado o compromisso das duas instituições em atuar de forma integrada para consolidar o Brasil como um destino competitivo, diverso, capaz de ampliar a sua presença em mercados internacionais, gerar emprego e renda e promover o desenvolvimento dos destinos em todas as regiões do país.

(*) Com informações da Embratur

 

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Mercosul e UE: maior acordo do mundo pode dobrar movimentação de cargas no Porto de Santos, projeta APS

Da Redação (*)

Brasília -.  aprovação do acordo dos países da União Europeia (UE) com o Mercosul, previsto pelo vice-presidente Geraldo Alckmin para ser assinado dia 17 deste mês (no próximo sábado), provocará aumento da movimentação de cargas no Porto de Santos, pelos setores beneficiados pelo incremento das exportações e das importações. Trata-se de um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, envolvendo 27 países, um mercado com 718 milhões de pessoas e um PIB somado de 22,4 trilhões de dólares.

Consequentemente, o Porto de Santos, que é o maior do hemisfério Sul, será utilizado para viabilizar este novo crescimento da corrente comercial. Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o Porto já se prepara para este aumento de demanda, com obras de infraestrutura logística, como o aprofundamento do canal de navegação, a melhoria dos acessos às duas margens, o túnel Santos-Guarujá, entre outros:

“Importante também será desatar os nós que retardam a implantação do Tecon Santos 10; o aumento da Poligonal do Porto; a implantação de condomínios logísticos para caminhões e outras medidas, já em andamento, que preparam o Porto de Santos para os próximos 20 anos”, afirmou Pomini.

O agronegócio brasileiro, o setor de máquinas e veículos, a Embraer, entre outros, aumentarão os seus negócios com os países da UE. Alguns dos produtos que podem se beneficiar incluem:

– Carnes: carne bovina, suína e de aves terão cotas preferenciais e redução de tarifas;

– Frutas frescas: abacate, melão e uva de mesa entrarão na Europa sem tarifas em até 7 anos;

– Café: café verde e solúvel terão redução de tarifas;

– Etanol: terá cota preferencial e redução de tarifas;

– Açúcar: terá cota preferencial e redução de tarifas;

– Suco de laranja: terá eliminação de tarifas;

– Peixes e crustáceos: terão eliminação de tarifas;

– Óleos vegetais: terão eliminação de tarifas.

“O Porto de Santos tem crescido, em média, 5% ao ano em volume de cargas movimentadas. Este crescimento tem agora a possibilidade de dobrar e temos que agir rápido para dar conta desta nova realidade que se aproxima”, avaliou Pomini.

O gestor do Porto de Santos vê também que o Mercosul pode ir além da União Europeia: “A repercussão deste acordo negociado com intensidade, durante 26 anos, repleto de detalhes, pode despertar o interesse de grandes países da Ásia, como a Índia, ou do Oriente Médio, por novos acordos com o Mercosul, promovendo ganhos ainda imensuráveis”, conclui o presidente da APS.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos (APS)

 

 

 

 

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Comércio Brasil-China é mais que o dobro das trocas Brasil-EUA, mostra estudo do CEBC

Da Redação (*)

Brasília – Em franca expansão nos últimos anos, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e a China totalizou em 2025 US$ 171 bilhões, com uma alta de 8,2% comparativamente com o ano de 2024. O número representa mais que o dobro das transações entre Brasil e Estados Unidos, segundo principal parceiro comercial brasileiro, com um total de US$ 83 bilhões.

O aumento das exportações para a China foi puxado pelo setor agropecuário, enquanto o avanço das importações refletiu a compra bilionária de um navio-plataforma para exploração de petróleo e o aumento das compras de veículos eletrificados e produtos químicos.

O aumento expressivo da corrente de comércio não foi o único destaque nas relações comerciais entre o Brasil e o gigante asiático. Pelo décimo-sétimo ano consecutivo, o Brasil registrou em 2025 um expressivo superávit comercial com a China, no montante de US$ 29,1 bilhões, correspondentes a 43% do saldo positivo de US$ 68,3 bilhões alcançado pelo Brasil no ano passado.

Esses números constam da última edição do relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), elaborado por Túlio Cariello, Diretor de Conteúdo do CEBC.

No estudo, Cariello elencou uma série de destaques que marcaram as trocas comerciais entre o Brasil e a China em 2025, conforme abaixo.

DESTAQUES

•  A corrente de comércio entre o Brasil e a China chegou ao recorde de US$ 171 bilhões em 2025, registrando crescimento de 8,2% em relação a 2024. As trocas com os EUA, segundo principal parceiro comercial do país, atingiram US$ 83 bilhões — menos da metade das transações sino-brasileiras.

•  O Brasil vem registrando superávits comerciais com a China há 17 anos consecutivos, chegando a US$ 29,1 bilhões em 2025 — o equivalente a 43% do saldo positivo de US$ 68,3 bilhões do Brasil com o mundo.

•  A China foi o principal destino das exportações brasileiras, com participação de 28,7%. Também foi a origem mais relevante das importações do Brasil, com fatia de 25,3%.

•  As exportações para a China em 2025 cresceram 6%, chegando a US$ 100 bilhões — o segundo maior valor registrado até hoje. As importações do Brasil com origem na China chegaram ao recorde de US$ 70,9 bilhões em 2025, um aumento de 11,5% em relação a 2024.

•  A China foi o principal destino das exportações da indústria extrativa e da agropecuária do Brasil, com participações de, respectivamente, 51,5% e 47%. As exportações da indústria de transformação tiveram como principal destino os EUA (16%), enquanto a China apareceu em segundo lugar (11,7%).

•  Em 2025, as exportações de petróleo para a China atingiram recordes em volume (44 milhões de toneladas) e em valor (US$ 20 bilhões). A China absorveu 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil — 4,5 vezes mais do que os EUA, que ficaram em segundo lugar.

•  O valor das exportações de café não torrado do Brasil para a China em 2025 mais que dobrou, saltando de US$ 213 milhões para US$ 459 milhões, com aumento de 21% no volume embarcado. Entre 2024 e 2025, o país asiático subiu da 14.ª para a nona posição, tornando-se o segundo principal mercado do café brasileiro na Ásia, ultrapassando a Coreia do Sul e ficando atrás apenas do Japão.

•  As exportações de carne bovina para a China cresceram 47,9%, chegando à máxima histórica de US$ 8,8 bilhões. Em sentido oposto, as vendas de frango caíram 53%, e a China deixou de ser o principal mercado do produto brasileiro no exterior, caindo para o quinto lugar, enquanto a Arábia Saudita assumiu a liderança. O valor das exportações de carne suína recuou 36%.

•  O Rio de Janeiro foi o estado que mais exportou para a China em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, com participação de 18% e vendas que chegaram a US$ 18 bilhões. Desse valor, 94% vieram das exportações de petróleo.

•  A China foi o principal fornecedor do Brasil de bens da indústria de transformação, com participação de 27%, seguida por EUA (16%) e Alemanha (5,5%).

•  A compra bilionária de uma plataforma de petróleo em fevereiro manteve o equipamento no topo da pauta de importações do Brasil com origem na China. A aquisição chegou a US$ 2,66 bilhões.

•  As importações de produtos farmacêuticos chineses pelo Brasil cresceram 39% em 2025, somando pouco mais de US$ 1 bilhão. Medicamentos contendo insulina lideraram a pauta, com aumento de 64 vezes no valor das compras, que chegaram a US$ 135 milhões. Entre 2024 e 2025, a China subiu do sétimo para o quarto lugar entre os principais fornecedores de fármacos do Brasil, com participação de 6,3%. O país ficou atrás apenas dos EUA (18%), Alemanha (14%) e Suíça (7%).

•  As importações de carros híbridos chineses em 2025 chegaram a US$ 1,87 bilhão — 25% a mais do que no ano anterior, sendo o segundo produto mais importado da China. Em sentido oposto, as importações de carros totalmente elétricos caíram 37%, despencando do terceiro para o 11.º lugar na pauta de importações vindas do país asiático.

(*) Com informações do CEBC

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Estudo da LLYC destaca oportunidades criadas pelo Acordo União Europeia-Mercosul para empresas dos dois blocos

O acordo abre um mercado de 780 milhões de pessoas, que reúne 25% do PIB mundial

  • Até 90% das tarifas bilaterais serão eliminadas ou reduzidas: as empresas europeias poderão economizar cerca de 4 bilhões de euros por ano
  • As previsões indicam que as relações comerciais entre os dois blocos podem crescer quase 40%
  • As empresas terão grandes oportunidades, mas precisarão se adaptar aos desafios trazidos pelo acordo

Da Redação (*)

Brasília – O acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul inaugura uma etapa histórica para a integração entre os dois blocos. A aliança, que reúne 25% do PIB mundial, abre um mercado de 780 milhões de pessoas e promete transformar as relações birregionais. Ainda assim, sua implementação final enfrenta um cenário complexo de ratificação e adaptação técnica.

Essa avaliação consta do relatório “Entre a abertura e a competitividade: perspectivas comerciais do Acordo UE–Mercosul”, elaborado pela LLYC, analisa o contexto político e jurídico, as oportunidades e os riscos que esse marco representa para as empresas dos dois lados do Atlântico, além das adaptações necessárias para aproveitar todo o seu potencial.

As previsões indicam que o acordo implicará um aumento do comércio entre as duas regiões próximo de 40%. Atualmente, o intercâmbio entre a UE e o Mercosul já é relevante. Em 2024, as transações de bens entre os dois blocos superaram 111 bilhões de euros. As exportações da UE para o Mercosul alcançaram 55,2 bilhões de euros, enquanto as importações somaram 56 bilhões de euros. A Europa compra produtos agrícolas (42,7%), minerais (30,5%) e celulose/papel (6,8%). Já suas exportações concentram-se em máquinas e equipamentos (28,1%), produtos químicos e farmacêuticos (25%) e equipamentos de transporte (12,1%).

Oportunidades: liberalização massiva e segurança estratégica

O relatório destaca que o acordo eliminará ou reduzirá mais de 90% das tarifas bilaterais, gerando benefícios tangíveis para diversos setores em ambos os lados do Atlântico:

  • Para o Mercosul: acesso preferencial para sua agroindústria (carne, soja, cereais) e para minerais críticos, reduzindo a defasagem competitiva frente a mercados que já possuem acordos com a UE.
  • Para a UE: as empresas europeias poderão economizar até 4 bilhões de euros por ano em tarifas aduaneiras. Os setores mais beneficiados são automotivo, máquinas, produtos químicos e farmacêuticos.
  • Investimento e Estabilidade: o acordo oferece um marco regulatório mais previsível em propriedade intelectual e compras públicas. Estima-se que os fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) europeu na região possam dobrar após sua entrada em vigor.

Riscos e desafios: sustentabilidade e pressão competitiva

Apesar do potencial econômico, o documento identifica gargalos e riscos relevantes que podem impactar o sucesso do tratado:

  • Exigências ambientais e de conformidade: as empresas do Mercosul terão de se adaptar a padrões europeus extremamente rigorosos em temas como desmatamento, rastreabilidade e direitos trabalhistas, exigindo investimentos adicionais e mudanças profundas nos modelos produtivos.
  • Pressão sobre setores sensíveis: a abertura tarifária ampliará a concorrência para as indústrias manufatureiras do Mercosul (têxtil, calçados, metalmecânica) frente a produtos europeus de menor custo. Na Europa, o acordo aumenta a pressão sobre o setor agroalimentar com a entrada de produtos como carne, cereais e leguminosas, como a soja.
  • Incertezas na ratificação: na Europa, a oposição de países como França, Polônia e Áustria — impulsionada pelo receio de impactos em seus setores agrícolas — mantém dúvidas sobre a ratificação plena do acordo de associação.

Para evitar atrasos, foi proposta a adoção de um Acordo Interino (iTA), que permitiria aplicar imediatamente a parte comercial a partir de 2026, após aprovação do Parlamento Europeu e ratificação pelos países do Mercosul. No entanto, o relatório alerta que, no Mercosul, a ausência de uma institucionalidade supranacional exige que cada Estado ratifique individualmente o acordo, e a rejeição por apenas um membro pode impedir sua entrada em vigor para todo o bloco.

Recomendações para as empresas: o que fazer?

Para aproveitar as oportunidades do acordo UE–Mercosul, as empresas devem se adaptar ao novo cenário e considerar os seguintes passos:

  • Monitoramento do ambiente: é fundamental acompanhar de forma contínua as dinâmicas legislativas, os prazos de ratificação e as mudanças regulatórias em ambos os blocos para antecipar possíveis oscilações na entrada em vigor do acordo.
  • Análise competitiva: identificar setores com potencial de crescimento, novos nichos de mercado e possíveis alianças estratégicas que surjam do novo panorama comercial.
  • Adequação normativa e operacional: ajustar processos produtivos e logísticos para cumprir rigorosamente os padrões ambientais, sanitários e de rastreabilidade, incluindo certificações exigidas em ambos os mercados.
  • Modernização e sustentabilidade: planejar investimentos em tecnologia e integrar a sustentabilidade como eixo central, explorando opções de financiamento verde.
  • Estratégia de mercado: adaptar a proposta de valor às particularidades culturais de cada região e construir uma reputação sólida baseada em qualidade e conformidade para gerar demanda sustentável.

“O sucesso do acordo não será definido apenas nos Parlamentos, mas na resposta estratégica dos atores econômicos para transformar essa abertura em investimento e inovação”, afirma Marcelo Chubaci, Diretor Associado de Assuntos Públicos na LLYC.
Em síntese, para as empresas dos dois lados do Atlântico, o acordo representa uma oportunidade histórica de acesso preferencial a grandes mercados comerciais e de investimento, em um ambiente de regras mais claras e estáveis, porém exigente e sofisticado. Ao mesmo tempo, impõe uma agenda de adaptação profunda: competitividade industrial, sustentabilidade, rastreabilidade, logística e certificações serão variáveis críticas do novo contexto comercial. Isso exigirá uma estratégia proativa de adaptação e inovação para que todo o potencial do novo marco comercial seja plenamente aproveitado.

(*) Com informações da LLYC

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Abicalçados comemora Acordo Mercosul-União Europeia e prevê abertura de  oportunidades para o calçado brasileiro

 

Da Redação (*)

Brasília -Na semana passada, os países da União Europeia (UE) aprovaram provisoriamente, o acordo comercial com o Mercosul, quando a maioria dos 27 países do bloco europeu votou favorável ao texto em reunião realizada em Bruxelas. O próximo passo deve acontecer no próximo dia 17 de janeiro, no Paraguai, quando acontece a assinatura entre os dois blocos. Após a assinatura, o acordo segue para internalização e ratificação das partes.

Para a indústria calçadista brasileira, o acordo é motivo de celebração, pois estabelece uma estrutura estratégica em tempos de instabilidade na política internacional. “O acordo entre os blocos é um sinal em direção à cooperação internacional, sendo benéfico ao setor calçadista brasileiro”, avalia o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira. Ele destaca, ainda, que é esperado que o acordo fortaleça as cadeias de suprimentos, eleve o valor agregado e produza efeitos positivos sobre a indústria calçadista brasileira.

“Os calçados de couro, que respondem por 45% dos valores exportados pelo Brasil à União Europeia, devem alcançar a eliminação tarifária total em até sete anos. Além disso, o acordo comercial deve contribuir para uma maior diversificação da pauta exportadora brasileira, abrindo maior espaço nos demais segmentos, como calçados têxteis e sintéticos, cuja tarifa é de 17% nos países da União Europeia”, comenta.

Aumento das exportações

O estudo de impacto do acordo Mercosul – União Europeia publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estima um efeito positivo no segmento de calçados e artefatos de couro. Segundo a estimativa, em 15 anos, o acordo deve elevar em mais de 62% as exportações de calçados para a União Europeia. Já na produção, o impacto positivo pode ser de 3,2% nesse mesmo período – o maior ganho entre os setores da indústria de transformação.

“Resumindo, o acordo comercial tende a elevar a inserção e competitividade dos calçados brasileiros no mercado europeu, hoje marcado, além do comércio intra-UE, por forte presença asiática – que representa mais de 50% dos valores importados – e por acordos já vigentes, como o firmado com o Vietnã em 2020”, prevê Ferreira.

Regras de origem

A Abicalçados ressalta que, durante os debates, foi levantado o risco de a União Europeia vir a ser utilizada como plataforma para exportações de produtores extra-bloco (triangulação), especialmente países asiáticos, que poderiam buscar aproveitar o benefício tarifário do acordo.

Para mitigar esse risco e, ao mesmo tempo, criar oportunidades às exportações brasileiras, foram pactuadas regras de origem que visam coibir a triangulação e estimular o uso do conteúdo regional. De forma simplificada, para calçados de menor valor, exige-se conteúdo regional mínimo de 60% (somando insumos nacionais e custos produtivos na área do acordo), sendo vedada a utilização de cabedais importados de países não participantes.

Mercado

O bloco europeu importou, em 2024, 3,2 bilhões de pares que geraram US$ 63,7 bilhões, sendo responsável por pouco mais de 40% das importações mundiais de calçados (ITC). As exportações brasileiras para o bloco registraram, em 2025, mais de 17,4 milhões de pares e US$ 105,2 milhões, incrementos tanto em pares (+5,2%) quanto em receita (+0,1%) em relação a 2024.

Desgravação em dez anos

A eliminação gradativa das tarifas sobre calçados importados pela União Europeia, após a entrada em vigor do acordo, ocorrerá em até dez anos, dependendo da linha tarifária de cada produto. Atualmente, a tarifa de importação de calçados na União Europeia situa-se entre 3,5% e 17%, a depender do produto. A desgravação tarifária e as decorrentes vantagens competitivas para o Brasil, contudo, começam já no momento em que o acordo entra em vigor e se ampliam de forma progressiva.

 

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BLTA anuncia participação em eventos de promoção da hospitalidade de excelência do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Desde a sua criação, em 2008, a Brazilian Luxury Travel Association tem atuado, institucionalmente, na promoção da hospitalidade brasileira de excelência tanto no país quanto no exterior, participando dos principais eventos do setor ao redor do mundo. E já está com a agenda definida de encontros com os principais players dos mercados nacional e internacional neste primeiro semestre.

De acordo com a CEO da associação, Camilla Barretto, é fundamental dar continuidade à divulgação dos atributos da indústria nacional de hospitalidade. “Para dar seguimento ao trabalho de promoção internacional e brasileira, a BLTA segue colaborando, apresentando o que há de melhor e de mais autêntico para que o número de turistas internacionais, que bateu recordes em 2025, prossiga crescendo”, afirma.

Entre os principais eventos dos quais os associados da BLTA irão participar, destacam-se: Remotes Goes to Brazil, em São Paulo, e Roadshow Nacional para agentes convidados em Brasília e Goiânia, em março; o 4º Encontro BLTA de ESG no Unique Garden e o Emotions Buenos Aires, em abril; ILTM Latin America, em São Paulo, e o Remote Immersion Panamá, em maio. Camilla também antecipa que ainda há uma série de outros eventos que estão em negociação e serão anunciados assim que confirmados.

Novos associados

Ainda neste mês de janeiro a CEO da BLTA viajará ao Nordeste para conhecer, in loco, hotéis que almejam ser incluídos no portfólio da BLTA. Nesse sentido, ela afirma que a associação, hoje com 66 hotéis, resorts e pousadas em seu portfólio, segue investigando novas propriedades e está atenta à evolução do mercado, analisando a candidatura de novos associados por meio de uma avaliação criteriosa que sofreu uma grande evolução em 2025, com a obrigatoriedade de atender aos critérios da metodologia do Cliente Oculto.

A BLTA, além de fazer uma análise criteriosa de documentação formal que inclui, mas não se limita a referências, comprovações de participação em eventos internacionais, práticas e certificações em sustentabilidade, exige que os candidatos passem por uma avaliação que analisa mais de 250 itens da jornada do cliente, realizada por um cliente oculto especialista da On You Cliente Oculto.

Esta empresa, especializada nesta modalidade de análise, além de fazer a avaliação de novos candidatos que desejam contar com a chancela BLTA, a partir deste ano avaliará todos os hotéis associados, para garantir que a qualidade do serviço e da experiência se mantenha nos mais altos índices. Quanto aos DMC’s, o processo não exige a avaliação de um cliente oculto, mas preserva todos os critérios de documentação mencionados. “Nosso objetivo é garantir que a BLTA não apenas reúna, mas que continue incrementando a qualidade das melhores opções de hospedagem e experiências no Brasil”, finaliza Camilla.

(*) Com informações da BLTA

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Brasil, potência em ascensão no Sul Global, dará salto transformador com Acordo Mercosul-União Europeia, diz Multimedia

Brasília – O Brasil encontra-se em um momento de notável transformação para 2026. À medida que os mercados globais se reorganizam, as alianças se transformam e os fluxos de investimento buscam destinos estáveis e de alto potencial, o Brasil emerge não apenas como uma oportunidade, mas como uma âncora estratégica para crescimento. Com sólidas instituições democráticas, uma economia diversificada e recursos naturais e humanos excepcionais, o país é cada vez mais visto como um líder do próximo ciclo de crescimento no Sul Global.

A afirmação é parte do recorte econômico de 2026 elaborado pela Multimedia Inc, sobre as perspectivas da economia brasileira, com vista à publicidade internacional. O documento foi encaminhado hoje (12) para 8.200 contatos da Multimedia Inc em todo o mundo, entre agências e clientes dos mais diversos padrões e segmentos. Sediada em Orlando (Flórida), a empresa é presidida pelo brasileiro Fernando Mariano.

O documento destaca a importância da assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, em fase final de aprovação, representa um salto transformador para o Brasil. Ao conectar mais de 700 milhões de consumidores, com um PIB total de US$ 22 trilhões, o tratado cria a maior zona de livre comércio do planeta e integra firmemente o Brasil às cadeias de valor globais.

As oportunidades de publicidade se expandem em escala, oferecendo às agências e às grandes marcas um alcance incomparável, públicos de alto nível e um forte retorno sobre o investimento em um mercado em rápido crescimento.

Como o segundo maior país das Américas, o Brasil tende a se beneficiar da nova política anunciada em dezembro passado pelos Estados Unidos, que prioriza o Hemisfério Ocidental em sua estratégia de negócios internacionais e liderança global. O Brasil mantém há mais de 200 anos sólidas relações sociais e comerciais com os Estados Unidos e, recentemente, teve uma parcela significativa de suas tarifas de importação removidas.

Segundo o documento, em uma era em que governança e previsibilidade importam tanto quanto a expansão, o Brasil oferece uma proposta convincente. Suas instituições democráticas demonstraram resiliência e continuidade, proporcionando segurança jurídica e estabilidade a longo prazo para os investidores. Em meio à volatilidade global, o Brasil se destaca como um ambiente confiável para projetos que exigem segurança, escala e duração.

A transformação econômica reforça essa base. O agronegócio — um dos pontos fortes tradicionais do Brasil —evoluiu para um setor de alta tecnologia, alavancando agricultura de precisão, monitoramento por satélite e inteligência artificial para aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, promover a sustentabilidade. Em paralelo, o Brasil construiu um dos ecossistemas de energia renovável mais competitivos do mundo. Seus vastos recursos solares, eólicos, hídricos e de biomassa posicionam o país como líder global em energia limpa, em um momento em que soluções de baixo carbono se tornam essenciais.

Como resultado, o Brasil não é mais visto apenas como um fornecedor de commodities. Ele é cada vez mais reconhecido como um parceiro para inovação, sustentabilidade e diversificação de mercado.

Líder Estratégico no Sul Global

A crescente influência do Brasil no Sul Global é um dos sinais mais claros de sua relevância global cada vez maior. À medida que as economias tradicionais buscam crescimento e colaboração nos mercados emergentes, o Brasil se destaca como líder político e econômico nesse espaço dinâmico. A China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil, mas a relação amadureceu muito além das commodities. A cooperação agora abrange educação, finanças, infraestrutura, energia verde e soluções digitais, ressaltando o papel crescente do Brasil como parceiro industrial e tecnológico.

Os laços com a Índia também estão se intensificando. Os dois países compartilham fortes complementaridades em tecnologia da informação, produtos farmacêuticos, agrotecnologia e energias renováveis. Parcerias, intercâmbios acadêmicos e iniciativas de inovação estão posicionando o Brasil e a Índia como atores centrais na cooperação Sul-Sul.

O recorte da Multimedia sublinha que o engajamento do Brasil com a África está se expandindo rapidamente, transformando laços históricos e culturais em parcerias concretas na agricultura, saúde, energia e infraestrutura. Muitas nações africanas veem o Brasil como um exemplo bem-sucedido de uma democracia emergente que combina crescimento com desenvolvimento social, criando um terreno fértil para a colaboração a longo prazo.

No Sudeste Asiático, a Malásia emergiu como uma porta de entrada estratégica para os mercados da ASEAN. A cooperação em commodities, biotecnologia, produção halal e eletrônica permite que empresas brasileiras acessem uma das regiões de crescimento mais rápido do mundo por meio de um polo regional consolidado. Juntas, essas parcerias confirmam o papel do Brasil não apenas como participante, mas como líder na construção do futuro do Sul Global.

O Acordo Mercosul-União Europeia: Um Ponto de Virada

O acordo comercial Mercosul-União Europeia, em fase final de aprovação, representa um salto transformador para o Brasil. Ao conectar mais de 700 milhões de consumidores, com um PIB total de 22 trilhões de dólares, ele cria a maior zona de livre comércio já negociada pela UE e integra firmemente o Brasil às cadeias de valor globais.

O acordo ampliará o acesso ao mercado para produtos agrícolas e industriais, aprimorará a cooperação regulatória, estimulará o investimento estrangeiro direto e aprofundará as parcerias tecnológicas e científicas. Setores como indústria verde, farmacêutico, aeroespacial, robótica e tecnologias digitais estão prestes a se beneficiar significativamente.

Empresas europeias já estão aumentando seu foco no Brasil, enquanto exportadores brasileiros obtêm acesso sem precedentes a mercados de alto valor agregado. Este acordo vai elevar o Brasil de uma potência regional a um parceiro estratégico global.

Outros importantes acordos comerciais com o Mercosul estão em andamento, como os acordos com os Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia, Japão e Reino Unido.

Uma economia moderna pronta para liderar

Fatores internos fortalecem ainda mais as perspectivas do Brasil para 2026. Investimentos em infraestrutura de transporte, logística e conectividade digital estão reduzindo custos e aumentando a eficiência, tornando o país atraente para estratégias de nearshoring e friend-shoring.

A matriz energética limpa do Brasil — uma das mais verdes entre as principais economias — tornou-se uma grande vantagem competitiva. Oportunidades em hidrogênio verde, biocombustíveis e mercados de carbono estão atraindo crescente interesse internacional.

Igualmente importante é o capital humano do Brasil. Uma força de trabalho jovem e cada vez mais qualificada, aliada a vibrantes polos de inovação em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Florianópolis, está impulsionando o crescimento em fintech, healthtech, agrotech e inteligência artificial.

Um Futuro Definido pela Confiança

Estabilidade política, parcerias globais, infraestrutura, energia limpa e inovação estão convergindo para moldara trajetória do Brasil. Para investidores, empresas e governos que buscam parceiros confiáveis com vasto potencial, o Brasil oferece uma combinação única de escala, estabilidade e ambição. O Brasil não está apenas pronto para 2026 — o Brasil está pronto para ajudar a liderar a próxima era da economia global.

(*) Com informações da Multimedia Inc.

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Inovação será a categoria de destaque no Prêmio Embratur Visit Brasil

Prêmio Embratur Visit Brasil terá Inovação como destaque entre as categorias

Premiação celebra e reconhece as melhores práticas do trade turístico que impulsionam a imagem do país no exterior

Da Redação (*)

Brasília –  O Prêmio Embratur Visit Brasil segue com as inscrições abertas, até 25 de janeiro, e uma das categorias de destaque é a de Solução Tecnológica para turismo internacional. Com foco permanente na agenda da Agência, a Inovação, pauta desta premiação, incentiva iniciativas inovadoras que utilizam a tecnologia para aprimorar a experiência dos turistas estrangeiros no Brasil.

O Prêmio Embratur Visit Brasil, realizado em parceria com a Revista Exame, é uma iniciativa inédita da Agência criada para valorizar e homenagear empresas, destinos, organizações e lideranças que se destacam na promoção internacional do turismo brasileiro.

O presidente da Agência, Marcelo Freixo, ressalta a importância da categoria Solução Tecnológica no prêmio. Para ele, é um importante passo no reconhecimento das iniciativas tecnológicas para o turismo no país.

“A inclusão dessa categoria demonstra o olhar da Embratur para a transformação digital e a inovação como pilares estratégicos de promoção turística. Em um mundo cada vez mais conectado, soluções tecnológicas se tornaram essenciais não apenas para facilitar a jornada do viajante, mas também para posicionar o Brasil de maneira competitiva nos mercados prioritários, com ofertas que refletem modernidade, acessibilidade e excelência em experiência internacional”, ressalta Freixo.

Inovação 

Na categoria Solução Tecnológica para turismo internacional serão valorizadas plataformas, ferramentas digitais e soluções tecnológicas que contribuam significativamente para aprimorar a experiência do turista estrangeiro, seja em processos de informação, planejamento, serviços multilíngues, conectividade com o destino ou integração com o ecossistema turístico internacional.

Inovação na Embratur 

A Embratur tem fortalecido sua atuação com ferramentas inovadoras e ações que combinam inteligência de mercado, dados e tecnologia. A Agência oferece um ecossistema robusto de projetos, parcerias e ferramentas tecnológicas para impulsionar um turismo mais competitivo, sustentável, diverso e centrado na experiência autêntica do turista.

O EmbraturLAB, centro de inovação da Agência, traz um espaço de experimentação, desenvolvimento e testes de soluções que conectam turismo, tecnologia, economia criativa, e sustentabilidade. A área já desenvolveu 11 programas de inovação aberta, investiu em mais de 40 soluções tecnológicas e impulsionou a digitalização de micro e pequenos empreendedores por meio de parcerias com bigtechs, entre outras ações.

Inscrições abertas

Empresas, startups, instituições públicas ou privadas, organizações do setor de turismo, associações, universidades e entidades de pesquisa que tenham desenvolvido e implementado soluções tecnológicas aplicadas à promoção internacional do turismo brasileiro poderão inscrever suas soluções diretamente no portal do prêmio até 25 de janeiro de 2026.

(*) Com informações da Embratur

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Tarifaço e petróleo fazem exportações para os EUA desabarem no pior resultado em 5 anos, destaca Monitor da Amcham

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram, em 2025, a maior queda dos últimos cinco anos, interrompendo o dinamismo do comércio bilateral observado desde a recuperação pós-pandemia. De acordo com a edição anual do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em estatísticas oficiais do governo brasileiro, as vendas ao mercado americano totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma retração de 6,6% em relação a 2024.

“A queda das exportações brasileiras aos Estados Unidos em 2025 interrompe uma trajetória saudável no comércio bilateral observada nos últimos anos. Para restabelecer esse dinamismo e retomar o crescimento das exportações brasileiras — especialmente de bens industriais — será fundamental avançar nas negociações para a redução ou eliminação das sobretaxas atualmente em vigor”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

O resultado contrasta com o desempenho positivo das exportações brasileiras para outros parceiros relevantes, como China, União Europeia e Mercosul, e levou à redução da participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira, que passou de 12,0% para 10,8%. Trata-se da participação mais baixa desde 2020.

Tarifas e petróleo explicam a retração

A Amcham aponta dois fatores principais para a queda das exportações em 2025.
O primeiro é o impacto das sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros. As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% (–US$ 1,5 bilhão) no ano. Já os produtos afetados pelas medidas da Seção 232, como o setor siderúrgico, registraram queda de 4,1% (–US$ 353 milhões).

Os efeitos das sobretaxas tornam-se ainda mais evidentes quando se observa o período a partir de agosto de 2025, quando as medidas mais elevadas entraram em vigor. Entre agosto e dezembro, as exportações de produtos atualmente sujeitos a sobretaxas caíram de US$ 11,2 bilhões em 2024 para US$ 8,8 bilhões em 2025, uma redução de 21,6%.

O segundo fator foi a queda nas vendas de petróleo bruto e combustíveis, que somaram retração de US$ 1,2 bilhão, influenciada pela maior produção interna nos Estados Unidos e, portanto, sem relação com tarifas.

Além de petróleo e combustíveis, destacaram-se quedas relevantes nas exportações de celulose (–US$ 352,8 milhões), semimanufaturados de ferro e aço (–US$ 179,8 milhões), madeira (–US$ 127,8 milhões), motores de pistão (–US$ 93,8 milhões), minério de ferro (–US$ 89,1 milhões) e equipamentos de engenharia civil (–US$ 85,6 milhões)

Indústria registra primeira queda desde 2020

A indústria de transformação, responsável por mais de 80% das exportações brasileiras aos Estados Unidos e que vinha registrando sucessivos recordes de vendas, apresentou em 2025 sua primeira retração desde 2020. O recuo foi de 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.
Apesar da queda, os EUA permaneceram como o principal destino das exportações industriais brasileiras, respondendo por 16% do total, à frente da União Europeia (US$ 23,6 bilhões) e do Mercosul (US$ 23,5 bilhões).

Importações em alta e déficit comercial se aprofunda

Em sentido oposto às exportações, as importações brasileiras de produtos americanos cresceram pelo terceiro ano consecutivo, com alta de 11,3% em relação a 2024, alcançando US$ 45,2 bilhões — o segundo maior valor da série histórica. O avanço foi puxado por produtos como motores e máquinas não elétricas, óleos combustíveis, aeronaves e medicamentos.

A combinação entre o aumento das importações e a queda das exportações resultou em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil em 2025. Trata-se de um salto expressivo frente a 2024, quando o saldo negativo foi de apenas US$ 300 milhões, uma variação superior a 2.500%. O déficit com os Estados Unidos foi o terceiro maior do Brasil em 2025, atrás apenas de Rússia e Alemanha.

2026: janela estratégica para destravar o comércio bilateral

Na avaliação da Amcham Brasil, o início de 2026 representa uma janela estratégica para o avanço das negociações bilaterais, com foco na redução de barreiras que hoje limitam o comércio entre os dois países.

Atualmente, produtos sujeitos a sobretaxas de 40% ou 50% representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos, evidenciando seu peso na pauta exportadora. Um eventual avanço nas negociações para a redução ou eliminação dessas tarifas será decisivo para impulsionar a retomada do crescimento das exportações brasileiras, especialmente de bens industriais.

(*) Com informações da Amcham Brasil

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Mercosul-União Europeia: o maior acordo de livre comércio do planeta em seus 13 pontos principais

Tratado cria maior área de livre comércio do mundo; veja o que muda

Da Redação (*)

Brasília – Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado na últma sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.

Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

Confira os principais pontos do acordo:

  1. Eliminação de tarifas alfandegárias
  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
  1. Ganhos imediatos para a indústria
  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>>Setores beneficiados:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos;
  • Aeronaves e equipamentos de transporte.
  1. Acesso ampliado ao mercado europeu
  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
  1. Cotas para produtos agrícolas sensíveis
  • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
  1. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • Importações crescerem acima de limites definidos;
  • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
  1. Compromissos ambientais obrigatórios
  • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Cláusulas ambientais são vinculantes;
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
  1. Regras sanitárias continuam rigorosas
  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
  • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
  1. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

  • Serviços financeiros;
  • Telecomunicações;
  • Transporte;
  • Serviços empresariais.
  1. Compras públicas
  • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • Regras mais transparentes e previsíveis.
  1. Proteção à propriedade intelectual
  • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
  1. Pequenas e médias empresas (PMEs)
  • Capítulo específico para PMEs;
  • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
  1. Impacto para o Brasil
  • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
  • Maior integração a cadeias globais de valor;
  • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
  1. Próximos passos
  • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
  • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
  • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
  • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

(*) Com informações da Agência Brasil

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