Balança comercial tem superávit de US$ 4,208 bilhões no quarto melhor resultado para fevereiro da série histórica

Da Redação (*)

Brasília – Beneficiada pela queda das importações e pelo crescimento das vendas de petróleo, a balança comercial registrou o quarto maior superávit para meses de fevereiro desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,208 bilhões, contra déficit de US$ 467 milhões no mesmo mês de 2025.

Em fevereiro do ano passado, o déficit registrado deve-se à importação de uma plataforma de petróleo. A operação não se repetiu em fevereiro deste ano, fazendo a balança voltar a ficar no positivo.

O resultado da balança comercial para meses de fevereiro só perde para 2024 (superávit recorde de US$ 5,13 bilhões), 2022 e 2017.

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação a fevereiro do ano passado;
  • Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma comparação.

No caso das exportações, o montante é o maior para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. As importações registraram o segundo melhor fevereiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

Acumulado

Nos dois primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 8,023 bilhões. O valor é 329% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, influenciado pela importação de plataforma de petróleo, e o segundo mais alto para o período, só perdendo para janeiro e fevereiro de 2024.

A composição ficou a seguinte:

  • Exportações: US$ 50,922 bilhões, alta de 5,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
  • Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3% na mesma comparação.

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +6,1%, com alta de 1,7% no volume e de 4,4% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +55,5%, puxado pelo petróleo, com alta de 63,6% no volume e queda de 3,5% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +6,3%, com alta de 4% no volume e de 0,8% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em janeiro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+15,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+33,9%); e milho não moído (+8%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+76,5%); minério de ferro e concentrados (+20,9%); e minérios de cobre e concentrados (+131,2%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+41,8%); produtos semiacabados de ferro ou aço (+89,7%); e ouro não monetário, excluindo minérios de ouro (+71,9%).

Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,622 bilhão em relação a fevereiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

No que se refere às importações, a queda está vinculada ao gás natural e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos.

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: trigo e centeio não moídos (-65,5%); e látex e borracha natural (-38,9%);
  • Indústria extrativa: gás natural (-50,8%); e outros minérios de minerais em base (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-70,5%); plataformas e embarcações (-8,3%); e inseticidas (-44,5%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações deverão encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões; e as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 68,63 bilhões.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Plataforma Brasil Exportação apresenta mais de 100 eventos internacionais da ApexBrasil e parceiros para 2026

Empresários podem se organizar com antecedência usando o Calendário e o Mapa de Eventos, ferramentas exclusivas da ApexBrasil na Plataforma Brasil Exportação

Da Redação (*)

Brasília – A ApexBrasil e entidades parceiras, por meio da Plataforma Brasil Exportação, já disponibilizaram os principais eventos internacionais para o primeiro semestre de 2026. Para facilitar o acesso dos empresários brasileiros às melhores oportunidades de negócios, a plataforma oferece duas ferramentas exclusivas: o Calendário de Eventos e o Mapa de Eventos.

O Calendário permite buscar eventos por país, data, tipo, valor e outros filtros, otimizando o planejamento com base nas necessidades específicas de cada empresa. Já o Mapa oferece uma visualização interativa dos eventos por localização, ideal para quem busca uma leitura geográfica das oportunidades.

Fortalecimento das empresas brasileiras no mercado global

A disponibilização antecipada de mais de 100 eventos internacionais para o primeiro semestre de 2026 na Plataforma Brasil Exportação representa um passo estratégico para fortalecer a presença das empresas brasileiras no mercado global. Ao obter informação qualificada, organizada e acessível, o empresário tem a possibilidade de planejar com antecedência, estruturar sua agenda internacional e participar de feiras, missões e rodadas de negócios de forma mais eficiente e competitiva.

Com mais de 190 mil usuários únicos, a Plataforma Brasil Exportação reforça seu papel como hub estratégico para quem deseja exportar, prospectar clientes internacionais ou expandir sua atuação no mercado global. Vale destacar que o acesso e cadastro na Plataforma são gratuitos.

Acesse agora:

A iniciativa liderada pela ApexBrasil conta também com a parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Brasileira da Agricultura e Pecuária (CNA).

As feiras, missões e rodadas de negócios disponibilizados no site contam com a participação/organização da ApexBrasil ou de entidades parceiras, sendo dinâmicas, ou seja, praticamente todos os dias são cadastradas novas oportunidades de negócios na Plataforma.

(*) Com informações da ApexBrasil

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eComex vê comércio exterior em momento de inflexão e projeta consolidação da IA no setor a partir deste ano


Empresa aponta que modelos especializados, automação documental e arquitetura agêntica devem redefinir eficiência e competitividade no setor

Da Redação

Brasília – A Inteligência Artificial deve marcar um novo ciclo de maturidade no comércio exterior a partir de 2026. Essa foi a análise apresentada pela eComex durante encontro realizado em um centro de inovação localizado em São Paulo, ocasião na qual a empresa discutiu como a combinação entre dados proprietários, modelos especializados e automação ponta a ponta podem transformar estruturalmente as operações de importação e exportação.

Segundo a avaliação, o setor vive um momento de inflexão: a IA deixa de ser ferramenta experimental para se tornar infraestrutura operacional crítica, com impacto direto em custo, produtividade e gestão de risco.

“O comércio exterior sempre foi intensivo em documentos, validações manuais e retrabalho. A Inteligência Artificial nos permite eliminar atritos históricos e transformar tempo operacional em inteligência estratégica”, afirma André Barros, CEO da eComex. “Não estamos falando de substituir pessoas, mas de ampliar a capacidade humana e elevar o nível das decisões.”

Eficiência acima de potência

Um dos principais pontos abordados foi a mudança na lógica de adoção de IA nos últimos anos. Em vez de depender exclusivamente de grandes modelos generalistas, empresas passam a adotar modelos menores e especializados — os chamados SLMs (Small Language Models) —, treinados com dados próprios e ajustados para tarefas específicas.

Para a eComex, no contexto do comércio exterior, essa abordagem é mais eficiente e economicamente sustentável. O diferencial competitivo deixa de estar no “modelo mais poderoso” e passa a estar na qualidade e na organização dos dados internos.

“Quando você especializa a IA no seu domínio e utiliza sua própria base histórica, o ganho é muito mais concreto. O foco precisa ser eficiência de custo e aplicação prática, não apenas capacidade máxima de processamento”, explica Barros.

Além disso, a execução local desses modelos fortalece a soberania de dados e reduz riscos regulatórios, um fator relevante em um setor altamente regulado e sensível a informações estratégicas.

Automação documental e redução de erros

A digitalização inteligente de documentos foi apontada como uma das frentes com maior impacto imediato. Sistemas baseados em IA já conseguem capturar, classificar, validar e normalizar automaticamente documentos como invoices, packing lists e conhecimentos de embarque, independentemente de layout ou idioma.

O resultado é a redução de falhas humanas, menor risco de multas e mais agilidade nos processos de desembaraço.

“O maior ganho não está apenas em fazer o processo mais rápido, mas em eliminar etapas que geram retrabalho e exposição ao risco. Quando você reduz o erro, reduz o custo invisível”, afirma o CEO.

Arquitetura agêntica e orquestração de fluxos

Outro avanço destacado foi a consolidação das arquiteturas agênticas — estruturas que combinam múltiplos agentes de IA especializados, cada um responsável por uma etapa do fluxo operacional.

Em vez de um único modelo centralizado, agentes distintos atuam como copilotos de atendimento, analistas de dados, validadores documentais e simuladores logísticos, operando de forma coordenada.

Essa orquestração permite equilibrar custo, latência e precisão, além de abrir caminho para fluxos de trabalho cada vez mais autônomos.

Interfaces conversacionais também ganham espaço, permitindo que profissionais consultem dados operacionais, prazos e custos por meio de perguntas em linguagem natural. A simplificação do acesso à informação reduz o tempo de busca e aumenta a produtividade.

Impacto financeiro e consolidação logística

A aplicação estratégica da IA também já apresenta reflexos financeiros. A empresa destacou projetos de consolidação logística em que algoritmos de simulação permitiram reduzir o número de embarques e documentos associados, impactando despesas operacionais como taxas portuárias e emissão de conhecimentos de embarque.

Em cenários analisados, a reorganização inteligente da cadeia resultou em economias anuais relevantes, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição operacional.

“A IA precisa fechar a conta. Quando ela gera economia real, melhora previsibilidade e libera capital humano para decisões estratégicas, ela deixa de ser tendência e se torna parte da infraestrutura do negócio”, diz Barros.

2026: consolidação e vantagem competitiva

Para a eComex, 2026 será o ano da consolidação. O entusiasmo inicial dá lugar à cobrança por retorno financeiro mensurável, governança de dados estruturada e integração sistêmica.

A empresa avalia que organizações que estruturarem seus dados e adotarem IA de forma estratégica terão vantagem competitiva clara, especialmente diante de um ambiente regulatório cada vez mais automatizado.

“O setor já está sendo impactado por sistemas inteligentes do lado do governo, que cruzam dados com mais precisão e velocidade. As empresas que não evoluírem sua capacidade tecnológica vão operar em desvantagem”, conclui o CEO.

 

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Guerra no Oriente Médio pressiona o agronegócio e o milho deverá ser uma das commodities mais afetadas

Da Redação

Brasília – A intensificação do conflito entre os Estados Unidos, Irã e Israel já provoca ondas de choque nos mercados globais e impõe um novo patamar de risco para o agronegócio brasileiro. Petróleo em alta, moedas emergentes pressionadas, risco logístico no Estreito de Ormuz e possível impacto sobre fertilizantes e exportações de milho, colocam a safra 2026/27 sob um cenário de incerteza estratégica.

Do ponto de vista macroeconômico, os reflexos são imediatos. “Espera-se um cenário de volatilidade e incerteza sobre produtos produzidos ou relacionados à região. Já temos visto essas incertezas repercutirem sobre as bolsas globais, inclusive de commodities agrícolas, e sobre o mercado de câmbio”, afirma Enilson Nogueira, Coordenador de Estudos Econômicos da Céleres Consultoria.

O primeiro impacto direto recai sobre o petróleo, que já registra alta na semana. O efeito secundário é a pressão sobre combustíveis e inflação global. “O reflexo mais provável seria sobre os preços do petróleo. Como consequência, temos aumento nos preços de combustíveis e pressão inflacionária. Para o produtor rural brasileiro, se esse efeito for repassado, podemos ter um custo maior de combustíveis para a safra 2026/27”, destaca Nogueira.

Embora o Irã não seja fornecedor relevante de diesel ao Brasil, países do Oriente Médio representam cerca de 10% do valor importado em 2025, um fator que amplia a sensibilidade do mercado. No câmbio, a reação já é visível: na última semana o Real operava próximo de R$ 5,10 e, com a escalada do conflito, depreciou para a faixa de R$ 5,30. “As incertezas globais têm desvalorizado moedas emergentes, inclusive o Real. Se mantido ou intensificado, esse movimento pode sustentar, no curto prazo, a formação de preços de grãos no Brasil, especialmente o milho”, acrescenta o economista.

Logística e fertilizantes no centro da tensão

O ponto mais sensível da crise está na logística internacional. O Estreito de Ormuz é rota vital para petróleo e insumos agrícolas, e qualquer entrave pode gerar um efeito dominó nos custos globais. Segundo Maria Luisa Franzotti, Analista econômica e de geopolítica da Céleres, o impacto pode ser imediato e severo, especialmente no mercado de fertilizantes.

“O conflito terá um impacto imediato e severo no mercado de fertilizantes, com ênfase nos nitrogenados. O Irã responde por 10% das exportações globais de ureia, enquanto o Oriente Médio como um todo concentra 25% do fornecimento mundial”, explica a especialista.

No caso dos fosfatados, a dependência logística é igualmente crítica. “Grande parte da oferta vem da Arábia Saudita e países vizinhos, que dependem do Canal de Suez e do Estreito de Ormuz para escoamento. Uma interrupção cria gargalos que afetam a disponibilidade e custo final dos formulados, cita Maria.

Para o Brasil, o impacto pode ser expressivo: em 2025, Irã e países do Oriente Médio concentraram cerca de 35% das importações brasileiras de ureia, 17% dos fosfatados e 10% do Cloreto de Potássio (KCl). Os reflexos devem aparecer nas negociações da safra 2026/27, tanto para soja quanto para milho segunda safra, pressionando margens em um momento de maior disciplina financeira no campo.

Milho na linha de frente

Se pelo lado dos custos o alerta já está aceso, pelo lado da demanda o sinal também é de atenção máxima. O Irã consolidou-se como um dos principais destinos do milho brasileiro nos últimos cinco anos, liderando as importações em três deles. Em 2025, o país importou mais de 9 milhões de toneladas do cereal brasileiro. “A incerteza sobre demanda e condições logísticas de comércio com o Irã deve impactar a formação de preços ainda em 2026. Uma eventual interrupção nos embarques pode gerar represamento da oferta interna, elevar estoques e pressionar negativamente as cotações domésticas, sobretudo do milho”, alerta Nogueira.

Além disso, a substituição dessa demanda não é simples. “Não vemos outro consumidor com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. Se a exportação para o Irã for menor, é um fator de atenção relevante para toda a cadeia do milho”, reforça o coordenador da Céleres.

Os impactos indiretos também se estendem à proteína animal, já que o Oriente Médio representou 26% das exportações brasileiras de carne de frango e 6% da carne bovina. Uma desaceleração pode afetar a demanda por ração, retroalimentando a pressão sobre o milho. Ainda, açúcar, soja, farelo de soja e celulose também possuem exposição relevante ao bloco regional.

Um componente adicional de incerteza envolve possíveis restrições comerciais dos Estados Unidos a parceiros do Irã, uma hipótese já mencionada pelo presidente Donald Trump no início do ano. Caso se concretize, o cenário pode abrir um novo capítulo de tensão geopolítica envolvendo o Brasil, ampliando a instabilidade no comércio internacional.

Volatilidade estrutural no radar 

Para a Céleres, o conflito eleva o grau de imprevisibilidade em um momento crucial de planejamento da safra 2026/27. Petróleo, fertilizantes, câmbio, logística e demanda externa passam a operar sob um regime de maior risco geopolítico. O agro brasileiro, altamente integrado ao comércio global, entra em um período de vigilância redobrada, em que estratégia, hedge e gestão de risco serão tão determinantes quanto produtividade no campo.

 

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Efeito dominó de Ormuz: Por que o crédito chinês pode ser a principal saída para importadores brasileiros

Icaro Moro (*)

O bloqueio do Estreito de Ormuz representa um risco sistêmico que transcende a barreira geográfica. Mais do que a interrupção física de uma rota, o evento desencadeia um aumento nos preços do petróleo e grande impacto nos fretes globais, com atrasos e aumento dos custos. Esse ‘efeito dominó’ desestabiliza cadeias de suprimentos mesmo em rotas que não cruzam a região — como o fluxo comercial entre China e Brasil —, e impacta severamente o planejamento e os ciclos de receita dos importadores. Todo esse cenário evidencia a vulnerabilidade logística e financeira dos importadores diante da instabilidade no Oriente Médio.

Somados aos desafios logísticos, os preços dos produtos chineses exportados também tendem a sofrer reajustes significativos, ocasionados pela crise energética que este bloqueio pode desencadear no país. Como a China é a maior importadora global de petróleo e depende amplamente do fluxo proveniente do Golfo Pérsico, qualquer bloqueio em Ormuz eleva os custos de manufatura e de eletricidade no país. Esse contexto força os exportadores a repassarem a inflação de custos aos preços finais das mercadorias, encarecendo, desta forma, a maioria das importações brasileiras – visto que a China é nosso maior parceiro comercial.

Considerando este contexto, pequenas e médias empresas (PMEs), que carecem de contratos de longo prazo com preços prefixados, devem ser as mais afetadas e expostas à essa volatilidade. O impacto logístico vai além do simples atraso; navios podem ser retidos em portos aguardando autorização, elevando custos operacionais que levam fornecedores chineses a priorizar grandes compradores. Para o pequeno e médio importador, isso cria uma barreira de entrada e perda de competitividade, forçando-o a recorrer ao mercado nacional, muitas vezes mais caro. 

Para mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações, o seguro de crédito da Sinosure (China Export & Credit Insurance Corporation) surge como uma ferramenta de resiliência financeira indispensável. Além de permitir prazos de pagamento estendidos (90 a 120 dias), preservando o capital de giro para absorver fretes inflacionados, a Sinosure oferece ao importador brasileiro uma alavancagem estratégica nas negociações: diferente de ordens de compra não asseguradas, que ficam vulneráveis a revisões constantes e alterações de preços por parte dos fornecedores diante da volatilidade, as operações com Sinosure garantem o pagamento ao exportador chinês, fazendo com que o importador ganhe maior poder de barganha para discutir preços, volumes e termos comerciais, mesmo em tempos de crise. Assim, a Sinosure deixa de ser apenas uma garantia financeira para se tornar um pilar de sustentação para parcerias de longo prazo, protegendo a liquidez e a viabilidade competitiva das empresas brasileiras frente à volatilidade global.

(*) Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação na Axton Global

 

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Guerra no Irã pressiona fretes e exige revisão urgente na estratégia de compras das empresas, alerta especialista 

Da Redação

Escalada militar reacende risco no Estreito de Ormuz e impacta energia, seguros e cadeias globais.  A ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, culminou no fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, dessa forma bloqueando a rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e gerando um engarrafamento de petroleiros na região.

A reação do mercado foi imediata: principalmente na alta no preço do barril de petróleo e aumento dos prêmios de seguro marítimo. Para empresas com operações internacionais, o impacto vai além da energia e atinge, por exemplo, diretamente fretes, rotas logísticas e custos totais de importação.

Segundo Mateus Botelhos, especialista e sócio-diretor na Level Trade, empresa da Level Group dedicada a operações de Global Sourcing, o momento exige ação preventiva. “Conflitos como esse alteram rotas, encarecem seguros e expõem fragilidades contratuais que passam despercebidas em períodos de estabilidade”, afirma. “O risco maior não está apenas na interrupção imediata das cadeias, mas na falta de preparação estratégica”.

Impacto atinge frete, fornecedores, navios 

Além da volatilidade no preço do barril, o conflito pressiona prêmios de seguro de cargas marítimas; custos de frete internacional; disponibilidade de navios em rotas sensíveis; e provoca oscilações cambiais.

Dessa forma, empresas com operações internacionais precisam revisar rapidamente seus contratos e estruturas de custo para evitar surpresas no chamado landed cost — o custo total da operação com a mercadoria nacionalizada.

“O gestor não pode olhar apenas para o câmbio. Às vezes, antecipar um embarque pagando um frete um pouco mais caro hoje pode ser mais barato do que absorver um aumento explosivo do combustível na semana seguinte”, explica o especialista, que aponta três frentes críticas para empresas em cenários de guerra:

Gestão de fornecedores em zona de risco: 

Então, o primeiro passo é realizar um mapeamento logístico detalhado. , não basta saber onde está o fornecedor, é preciso entender por onde a carga transita. Botelhos recomenda:

  • Mapear rotas críticas imediatamente;
  • Entender a logística da cadeia completa, ao menos para itens críticos;
  • Avaliar alternativas fora da zona de influência do conflito;
  • Estruturar estratégias de dual-sourcing fora da zona de influência;
  • Revisar cláusulas de “força maior” em contratos internacionais de fornecimento.

“Muitas empresas descobrem tarde demais que a carga passa por uma rota vulnerável. O mapeamento precisa ser preventivo, não reativo”, alerta.

Internacionalização e negociação em ambiente de crise: 

Em momentos de instabilidade, ter atenção aos custos relacionados a seguros de carta marítima – em conflitos no Oriente Médio, eles costumam sofrer sobretaxas imediatas. Segundo o especialista, é fundamental:

  • Monitorar sobretaxas de risco aplicadas por seguradoras
  • Reavaliar Incoterms utilizados nas operações. Nessas condições, quanto mais próxima do fornecedor for a transferência de título da mercadoria, melhor;
  • Priorizar condições em que o importador tenha controle sobre frete e seguro

“Em momentos de instabilidade, ter o controle do frete e do seguro – comprar em termos onde o importador domina a logística – pode ser mais seguro do que deixar na mão do fornecedor estrangeiro”, afirma.

Moedas, petróleo e efeito cascata nos fretes: 

Desde que o conflito no Irã começou a pressionar o preço do petróleo, as empresas de navegação já buscam alternativas ao Estreito de Ormuz por conta de ataques, o que impacta diretamente o custo do transporte global. Assim, para mitigar riscos financeiros, Botelhos recomenda:

  • Uso estruturado de hedge cambial
  • Monitoramento do preço do barril
  • Simulações de cenários de aumento de frete
  • Revisão do landed cost em tempo real

“A gestão de supply chain precisa atuar de forma integrada com a área financeira. Guerra é risco geopolítico, mas o impacto final é econômico e operacional”, destaca Botelhos.

Preparação é vantagem competitiva 

Para o sócio-diretor na Level Trade, empresas que tratam compras e supply chain como áreas estratégicas conseguem reagir com mais velocidade e menor impacto.

“Crises geopolíticas são inevitáveis. O que diferencia as empresas resilientes é a capacidade de antecipar cenários, renegociar contratos e ajustar rotas antes que o mercado inteiro entre em pânico”, conclui Botelhos.

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Conheça as medidas adotadas pelas empresas aéreas para as viagens ao Oriente Médio com o conflito entre EUA, Israel e Irã

Escalada das tensões no Oriente Médio leva companhias aéreas a suspender voos e alterar rotas; clientes têm direito a reembolso integral e remarcação sem custo

Da Redação

Brasília – A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já provoca reflexos diretos no tráfego aéreo internacional. Países do Oriente Médio operam com espaço aéreo fechado ou sob restrições, enquanto companhias aéreas anunciam suspensões, remarcações e políticas especiais para passageiros impactados.

Diante do cenário, a Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos na América Latina, consolidou as principais atuações das companhias que operam na região e reforça a importância de acompanhamento contínuo, seja para pessoas físicas ou empresas com colaboradores em deslocamento internacional.

Entenda as principais medidas anunciadas pelas companhias (informações atualizadas para o dia 03/03):

Emirates: retomada parcial das operações. Voos seguem cancelados para Iraque, Jordânia, Líbano e Irã. Previsão de normalização total ainda indefinida.

Qatar Airways: hub de Doha permanece fechado; companhia com operações totalmente suspensas. Retomada condicionada à reabertura do espaço aéreo.

Turkish Airlines: suspensão estendida para Irã, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia até 06/03/2026.

Etihad Airways: todos os voos comerciais de/para Abu Dhabi suspensos até 05/03/2026.

flydubai: retomada parcial desde 03/03; seguem cancelados voos para Irã, Iraque, Jordânia e Líbano.

Lufthansa Group: suspensões para Tel Aviv, Beirute, Amã, Dubai, Erbil, Dammam e Teerã até 08/03/2026.

Air France/KLM: voos suspensos para Tel Aviv, Beirute, Dubai, Riyadh e Dammam entre 05/03 e 09/03/2026.

British Airways: voos suspensos para Abu Dhabi, Amã, Doha, Dubai, Tel Aviv e Larnaca até 15/03/2026.

El Al: operações impactadas com fechamento do Aeroporto Ben Gurion; novas reservas suspensas até 21/03/2026.

Air Arabia: voos suspensos para EAU até 03/03; Jordânia, Líbano, Síria e Iraque suspensos até 04/03.

Segundo Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, o momento exige atenção redobrada por parte de empresas e passageiros. “Estamos diante de um cenário geopolítico que impacta diretamente a mobilidade global. Não se trata apenas de cancelamentos pontuais, mas de um ambiente dinâmico, que pode mudar ao longo do dia. Por isso, monitoramento constante e comunicação ativa são fundamentais.”

No caso de viagens pessoais ou corporativas organizadas por agências, Edmar orienta que os passageiros mantenham comunicação constante com a empresa gestora. “São em momentos críticos como esse, que todo custo ou expectativa relacionado a uma viagem pode rapidamente se converter em prejuízo ou frustração, que ter o acompanhamento de uma equipe profissional faz a diferença“, reforça o especialista.

Além das atualizações operacionais, a Copastur destaca os direitos garantidos aos passageiros em situações de cancelamento ou suspensão:

  • Reembolso integral (tarifas + taxas);
  • Remarcação sem custo adicional;
  • Assistência material, como alimentação, hospedagem e comunicação;
  • Reacomodação em outra companhia aérea, quando aplicável.

“Muitos passageiros não sabem que, em situações como essa, têm direito à remarcação sem custo ou ao reembolso total. Nosso papel é assegurar que esses direitos sejam respeitados e que o cliente tenha clareza sobre as alternativas disponíveis”, afirma Mendoza.

A companhia também reforça que mantém suas equipes em regime de plantão permanente. “Nossos consultores estão atuando 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contato direto com clientes impactados. Enviamos comunicados frequentes com atualizações do cenário e orientamos que nenhum passageiro se dirija ao aeroporto sem confirmação prévia sobre o status do voo. Em momentos de instabilidade internacional, o suporte especializado faz toda a diferença”, afirma Edmar.

Para a Biosfera Copastur, o atual contexto também reforça a importância de que empresas estejam preparadas para reagir rapidamente a movimentos geopolíticos que afetam rotas, conexões e segurança de colaboradores em viagem. “Esse tipo de evento mostra como a gestão estratégica de viagens corporativas precisa estar integrada à análise de risco global. A mobilidade executiva hoje depende de inteligência, agilidade e acompanhamento contínuo”, conclui o CEO.

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Conflito no Irã traz riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades para o comércio exterior brasileiro

Especialistas apontam alta do petróleo, impacto cambial e encarecimento logístico como riscos imediatos, ao mesmo tempo em que veem oportunidades em energia, agro e minerais

Da Redação

Brasília – A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve produzir efeitos relevantes sobre a economia brasileira, combinando riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades comerciais. A avaliação é de dois especialistas que analisam o cenário sob as perspectivas tributária e de comércio internacional.

Para o tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group, o Brasil é estruturalmente vulnerável às consequências do conflito. A principal preocupação está no mercado de energia, especialmente diante de eventuais tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.

“O aumento do valor do barril gera pressão inflacionária imediata no Brasil, encarece combustíveis, eleva o frete e impacta os alimentos. Isso pode interromper a trajetória de queda dos juros e até pressionar por novas altas”, afirma.

Segundo ele, embora possa haver ganho pontual para a Petrobras com a valorização do petróleo no mercado externo, o efeito líquido para a economia tende a ser negativo. A alta do diesel e de outros derivados pressiona cadeias produtivas, reduz o ritmo da atividade econômica e pode afetar a arrecadação em um momento de necessidade de ajuste fiscal.

No comércio exterior, Garcia destaca três vetores de encarecimento: aumento do frete marítimo, elevação dos prêmios de seguro em razão do risco geopolítico e maior rigor no compliance bancário internacional com o avanço de sanções. “O Brasil depende do transporte marítimo e é sensível à valorização do dólar, o que encarece importações e amplia a volatilidade”, explica.

Cenário revela riscos e necessidade de reposicionamento estratégico

Sob a ótica do comércio internacional, Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados, vê um cenário de riscos, mas também de reposicionamento estratégico. Ele aponta que, em momentos de instabilidade, países tendem a diversificar fornecedores e priorizar parceiros considerados estáveis.

“O Brasil pode ocupar espaços deixados por fornecedores afetados direta ou indiretamente pelo conflito, especialmente em petróleo, minerais e alimentos”, afirma. Como exportador relevante de ferro, níquel, cobre, carne e soja, o país pode ampliar sua presença em mercados que busquem alternativas mais seguras.

Inglez ressalta, contudo, que o ganho potencial não elimina os desafios. A alta do petróleo encarece combustíveis no mercado interno e impacta transporte rodoviário, setor aéreo e cadeias logísticas. No agronegócio, fertilizantes e insumos importados de regiões afetadas também podem registrar aumento de preço.

No plano financeiro, ele chama atenção para a política monetária dos Estados Unidos. Caso os juros permaneçam elevados ou sofram nova pressão, o fluxo de capitais para economias emergentes pode diminuir, pressionando o câmbio brasileiro.

Para ambos os especialistas, o conflito expõe fragilidades estruturais da economia nacional, como dependência energética, exposição cambial e custos logísticos, mas também coloca o Brasil diante de uma encruzilhada estratégica.

“Não estamos no centro do conflito, mas estamos no centro das consequências econômicas dele”, resume Garcia. Já Inglez conclui: “A forma como o Brasil se posicionar institucionalmente e estruturar suas cadeias produtivas será determinante para transformar instabilidade global em ganho estratégico”.

 

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NTT DATA lança IA que automatiza leitura de documentos de comércio exterior e reduz multas por erros

Guepardo AI BL Scan, novo módulo do Guepardo Global Trade, atua como assistente inteligente para extrair e validar dados de transportes marítimos, mitigando riscos aduaneiros

Da Redação (*)

Brasília – Para mitigar o risco de multas alfandegárias e acelerar o processo de importação e exportação no Brasil, a NTT DATA, uma das principais companhias de tecnologia do mundo, anuncia o lançamento do Guepardo AI BL Scan. O novo módulo de inteligência artificial atua de forma nativa dentro do Guepardo Global Trade (GGT), sistema de gestão líder de mercado para o comércio exterior. A solução tem como objetivo principal eliminar as falhas humanas na digitação de grandes volumes de documentos, cujas inconsistências frequentemente resultam em severas penalidades financeiras no cruzamento de dados com o governo federal.

O foco inicial da nova tecnologia é o processamento do Bill of Lading (BL), o principal documento do transporte marítimo global. Por ser um formulário complexo, muitas vezes contendo letras pequenas, carimbos sobrepostos e layouts que variam entre os armadores, a inserção manual desses dados nos sistemas das empresas e do governo é um dos maiores gargalos burocráticos do setor.

A inteligência artificial da NTT DATA atua como uma assistente do analista de Comex. A ferramenta extrai, padroniza e transcreve as informações do BL de forma automática e em segundos. O sistema valida os dados extraídos, mas não substitui o fator humano: a decisão final de aprovar a entrada das informações no sistema permanece com o operador, que ganha tempo para focar em tarefas analíticas e estratégicas em vez de digitação mecânica.

“No processo de importação e exportação, se um documento for digitado incorretamente e houver dados inconsistentes na prestação de contas para o governo, a empresa paga multa. O objetivo do Guepardo AI BL Scan é justamente blindar nossos clientes contra essas falhas de digitação, reduzindo riscos e acelerando a operação”, explica Fabio Gomes, coordenador de pesquisa e inovação da NTT DATA.

Modelo por créditos e ciclo de inovações

Diferente de sistemas que exigem licenciamentos complexos e custosos, o novo módulo do GGT foi desenhado para se adequar ao volume de cada operação. O cliente adquire pacotes de créditos proporcionais à sua demanda mensal (como pacotes de 500 documentos, por exemplo). A utilização não é obrigatória para a base atual de usuários do GGT, funcionando como um add-on para quem deseja escalar a operação com segurança.

“O Guepardo AI BL Scan é a primeira entrega de um cronograma robusto de inovações da NTT DATA para o setor. A companhia já confirmou que, ao longo do ano, um novo ciclo de lançamentos de ferramentas baseadas em inteligência artificial e automação será incorporado ao Guepardo Global Trade, estendendo a capacidade de leitura inteligente para outros módulos e documentos essenciais do comércio exterior”, finaliza Gomes.

(*) Com informações da NTT Data

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Exportações de tabaco totalizaram US$ 3,3 bilhões em 2025, com recorde da série histórica

Vendas externas cresceram 13,85% em comparação com o ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado.

Da Redação (*)

Brasília -Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões.

O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas).

A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco.

Destinos do tabaco brasileiro

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia.

Principais países importadores 2025

1º Bélgica (US$ 733,4 milhões)

2° China (US$ 576,5 milhões)

3° Indonésia (US$ 280,4 milhões)

4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões)

5° Vietnã (US$ 148,7 milhões)

6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões)

7° Turquia (US$ 123 milhões)

Sul do Brasil responde por 98% das exportações

Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior.

(*) Com informações do SindiTabaco

 

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