Nova tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras deve tornar comércio bilateral “mais seletivo e caro”, projetam especialistas

Da Redação

Brasília – A decisão preliminar do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), anunciada nesta terça-feira (2), com recomendação para uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras repercute intensamente junto a especialistas em comércio exterior e a instituições do setor como “um movimento de pressão comercial e diplomática, mais do que como uma simples decisão tarifária”.

O entendimento é de que a iniciativa do governo americano tem grande potencial para criar desvantagens competitivas para diversos produtos exportados por empresas brasileiras para a maior potência econômica do planeta. Segundo uma especialista, a medida representa mais um ponto de desgaste nas relações entre os dois países.

Jackson Campos, especialista em comércio exterior, afirma que “a proposta vem dentro de uma investigação da Seção 301, que permite aos EUA reagirem a práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano, e mira temas como comércio digital, propriedade intelectual, acesso a mercado, etanol e desmatamento”. Além do componente eminentemente comercial, Jackson Campos sublinha que “o desenho da medida também é político, porque deixa fora produtos sensíveis para o consumidor americano, como carne, café, energia, terras raras e peças aeronáuticas”.

Em nota oficial divulgada nesta manhã, a Amcham Brasil aponta que “caso confirmadas, essas medidas aumentarão custos, reduzirão a competitividade e criarão obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais”.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, “o relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas” e acredita que “o setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem os esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”.

Ao mesmo tempo em que expressa apreensão com as tarifas anunciadas hoje, a Câmara de Comércio Americana no Brasil chama a atenção para outras medidas tarifárias que o governo americano poderá impor ao Brasil ainda sob a Seção 301. E ressalta que acompanha também a expectativa de divulgação, nos próximos dias, do relatório de outra investigação conduzida pelos Estados Unidos, vinculada a importações de produtos elaborados com trabalho forçado, que poderá resultar em tarifas adicionais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil.

Especialista vê desgaste na relação bilateral

De acordo com Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, “a medida já era esperada, uma vez que as investigações que deram origem a essa tarifação se iniciaram em julho de 2025. Em relação a prazos, as tarifas só iniciarão de fato no próximo dia 15 de julho, dependendo do resultado da consulta pública e de negociações realizadas pelo governo brasileiro”.

Sara Paixão menciona que “a medida conta com uma extensa lista de exceções, que inclui carnes, frutas, cereais, café, o que reduz os impactos sobre os setores exportadores brasileiros. Por isso, em termos econômicos, seu impacto deve ser limitado, tanto pelas exceções, quanto por medidas que já foram tomadas anteriormente para favorecer os setores com maior exposição aos Estados Unidos. Porém, esse representa mais um ponto de desgaste na relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos e os embates anteriores, como a mudança na classificação das facções brasileiras, pode dificultar as negociações”.

Segundo a Analista da InvestSmart XP, é importante estar atento ao fato de que “novamente, para justificar a tarifação, o governo americano citou como ameaça o comércio digital e serviços de pagamento, sendo principalmente o Pix, que já foi citado pelo presidente Donald Trump como um fator que pode prejudicar a concorrência de empresas financeiras americanas. Além disso, o documento menciona as ações judiciais sobre empresas americanas de mídia social”.

Comércio mais seletivo e caro

Por sua vez, Jackson Campos acredita que “se a tarifa entrar em vigor, o comércio bilateral fica mais seletivo e mais caro. Os produtos brasileiros que não foram excluídos perdem competitividade no mercado americano, porque passam a chegar aos EUA com custo maior frente a concorrentes de outros países. O impacto tende a ser mais forte em bens duráveis, químicos, manufaturados e produtos com menor margem. Ainda há a chance de reversão ou redução, porque haverá consulta pública e audiência antes da aplicação prevista para julho, mas o Brasil precisará atuar com diplomacia tecnica e política ao mesmo tempo”.

O especialista em comércio exterior vê na decisão do governo Trump de classificar como “terroristas” as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como um elemento a mais para dificultar a margem de manobra do governo brasileiro nas negociações que devem ser iniciadas em breve.  Para ele, “o canal de diálogo ficou mais sensível porque o tema das facções foi recebido no Brasil como interferência política e gerou ruído diplomático. Isso dificulta a negociação, mas não elimina espaço par acordo. Em comércio exterior, muitas vezes a reversão vem por exceções, ajustes de lista, postergação ou negociação setorial. Portanto, a medida pode ser reduzida, calibrada ou adiada, mas dificilmente será revertida sem uma negociação direta e objetiva entre os dois governos”.

Impacto no setor calçadista

Os Estados Unidos são, destacadamente, o principal mercado para a indústria calçadista brasileira e a decisão anunciada pelo governo em Washington chega quando a Associação das Indústrias Calçadistas Brasileiras (Abicalçados) comemora a recuperação das exportações para os EUA no mês de abril, depois de sucessivos meses de queda. Em abril, as vendas para os EUA cresceram em pares embarcados (16,5%) e em receita (40,5%) e no primeiro quadrimestre do ano o segmento amarga uma queda de 18,9% em faturamento, apesar da alta de 7,8% em número de pares exportados para os americanos.

Nesse contexto, a decisão americana repercutiu negativamente no setor calçadista e segundo o presidente-executivo da Abicalçados,  Haroldo Ferreira, embora a decisão, seja passível de reversão, a medida gera apreeensão para a entidade e para o setor calçadista: “historicamente, os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de calçados. A medida é anunciada em um momento de recuperação, após queda do tarifaço de 50%, ocorrida no final de fevereiro. A possibilidade de nova tarifa adicional traz mais insegurança tanto para o exportador brasileiro quanto para o importador norte-americano. A iniciativa tem potencial de criar uma desvantagem competitiva para as exportações nacionais em benefício de outros exportadores para os Estados Unidos, em especial os asiáticos”.

 

 

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Firjan: tarifa adicional de 25% aplicada pelos EUA representa risco às exportações fluminenses e defende avanço nas negociações bilaterais

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro manifesta preocupação com a decisão preliminar do USTR e afirma que esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países

Da Redação (*)

Brasília – A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifesta preocupação com a decisão preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em recomendar imposição de tarifa adicional de 25% às exportações brasileiras aos EUA. A decisão ocorre no âmbito das investigações da Seção 301 e poderá resultar em uma tarifa adicional de 25% sobre todos os bens do Brasil, com isenções para categorias e produtos em 1.690 linhas tarifárias e para produtos incluídos na Seção 232.

A Firjan se habilitou junto ao USTR como parte na investigação em curso em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e demais representantes setoriais. As negociações precisam ser objetivas em defesa da indústria, dos investimentos e do importante relacionamento econômico e parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

Ao longo das Consultas e Audiências Públicas, os representantes da indústria compartilharam insumos para reiterar os compromissos brasileiros com a justa concorrência, sustentabilidade e as melhores práticas de comércio internacional.

“Apesar de não ter efeito imediato, esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. Dessa forma, a Firjan reitera a importância do diálogo técnico entre governos, com participação do setor empresarial, para a retomada das negociações e estabilidade no relacionamento bilateral.

Consulta pública e contribuições da indústria fluminense

No dia 6 de julho, será realizada uma audiência pública para debater o assunto, além de receber comentários, as empresas associadas impactadas pelas medidas podem solicitar informações para a Firjan Internacional através do e-mail: comex@firjan.com.br

(*) Com informações da Firjan

 

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Brasil é o país mais procurado pelo turista chinês na América do Sul, indica plataforma internacional

Liderança reforça medidas do Ministério do Turismo para atrair mais viajantes do país asiático

Da Redação (*)

Brasília – Brasília – O Brasil aparece como principal destino sul-americano na preferência de turistas chineses, desempenho que coloca o país como um dos mercados mais relevantes para a expansão internacional do setor.

Entre os destinos brasileiros mais procurados pelos chineses estão São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Salvador.

O levantamento é da plataforma internacional Trip.com Group, controladora do Skyscanner, responsável por mais de 70% do mercado chinês entre operadores de turismo, e aponta o Brasil em primeiro lugar no ranking entre os dez destinos mais buscados da América do Sul pelos chineses, à frente de Argentina, Peru, Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, Venezuela, Uruguai e Suriname.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, essa liderança reflete o comprometimento em consolidar o Brasil como destino prioritário para o público chinês. “Isso demonstra o potencial competitivo do Brasil, impulsionado pela diversidade e pela capacidade de oferecer experiências culturais, naturais e urbanas cada vez mais valorizadas pelo viajante internacional”.

Fluxo para o Brasil em alta

Durante a agenda do ministro em Xangai, foi formalizada a entrada do Brasil na plataforma Trip.com Group, o que representa um passo importante para aumentar a visibilidade do país junto aos turistas e operadores chineses, hoje um dos maiores mercados emissores de turismo no mundo.

O interesse de viajantes chineses pelo Brasil reforça as ações do Ministério do Turismo de intensificar sua atuação no mercado asiático. O Brasil recebeu 103.122 turistas chineses em 2025, alta de 35% em relação a 2024. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, foram 39.880 visitantes, crescimento de 33,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Participação no ITB China 2026

De 24 a 28 de maio, o ministro cumpriu agenda em Xangai para uma série de compromissos voltados à promoção dos destinos turísticos brasileiros. Entre eles, participou da ITB China 2026, uma das principais feiras do setor que reuniu companhias aéreas, operadoras, redes hoteleiras, empresas de tecnologia e especialistas para discutir tendências, inovação e oportunidades de negócios.

A presença brasileira na ITB China contou com representação institucional e empresarial, incluindo estandes de estados brasileiros. “O Brasil apresentou um portfólio robusto e diversificado, capaz de dialogar com diferentes perfis de demanda do mercado chinês, do turismo cultural ao ecoturismo, passando por experiências de bem-estar e segmentos premium”, disse o ministro.

(*) Com informações do MTur

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Asfixia do crime: cresce a pressão global contra facções

Márcio Coimbra (*)

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as maiores facções brasileiras — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como organizações terroristas internacionais representa um divisor de águas geopolítico. Longe de ser um formalismo burocrático, essa medida constitui uma oportunidade histórica e soberana para o Brasil golpear o coração do crime organizado, algo que as forças de segurança pública domésticas não conseguem consolidar sozinhas no plano global.

O grande mérito prático dessa dupla classificação é deslocar o combate à criminalidade da tradicional e inócua guerra de atrito nas favelas, periferias e fronteiras para uma guerra financeira de alta intensidade contra o topo da pirâmide criminosa. O crime organizado brasileiro há muito tempo deixou de ser questão paroquial de segurança pública para se transformar em um problema corporativo transnacional.

O diagnóstico do Ministério Público brasileiro ilustra a gravidade do cenário atual: uma única ação da Operação Carbono Oculto revelou que apenas seis fintechs, operando como bancos paralelos e ocultos para o PCC, movimentaram a impressionante cifra de R$ 26 bilhões.

Esse volume astronômico de recursos não permanece estático e passa a inundar o sistema financeiro e o comércio nacional ao custear esquemas de corrupção, fraudar licitações, controlar prefeituras, financiar campanhas eleitorais e destruir a livre iniciativa através de uma concorrência desleal imbatível baseada no fluxo infinito do narcotráfico.

A legitimidade dessa classificação norte-americana encontra eco na própria realidade factual do Brasil. Embora PCC e CV tenham nascido como quadrilhas de narcotráfico, a evolução de suas estratégias operacionais incorporou o terrorismo instrumental como método de coerção e demonstração de poder.

O crime organizado brasileiro não hesita em utilizar o terror psicológico coletivo, destruição de infraestruturas públicas e pânico em massa para subjugar o Estado e a sociedade civil, encaixando-se perfeitamente no conceito sociológico e jurídico de atos terroristas.

Ao contrário das narrativas que enxergam nessa medida uma violação da soberania ou pretexto para intervenções estrangeiras, a ação americana ajuda, fundamentalmente, a devolver à sociedade o direito de ocupar seu próprio território e suas instituições. Quem verdadeiramente viola a soberania nacional hoje são as facções, que impõem um poder paralelo armado.

O Brasil não perde sua autonomia territorial ou jurídica, uma vez que o monopólio da força operacional e as decisões judiciais dentro de nossas fronteiras permanecem estritamente sob o controle das autoridades brasileiras.

Argumentos que insistem na tese de “intromissão” distorcem os fatos para fins puramente políticos, ignorando que a soberania real se protege asfixiando os criminosos que subjugam o país, e não isolando o Brasil dos mecanismos globais de justiça financeira.
A cooperação internacional e o uso desses novos instrumentos de asfixia econômica são o único caminho viável para estancar o banho de sangue nas metrópoles brasileiras. Retirar o oxigênio financeiro do PCC e do CV significa esvaziar a capacidade de compra de fuzis, blindados, drones e tecnologia de criptografia que hoje desafiam abertamente as estruturas do Estado. O grande trunfo das facções não é a droga em si, é a capacidade de lavar o dinheiro. Bloqueado o circuito global, o império criminoso começa a ser desmontado por dentro.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo terá painel sobre relações comerciais entre Brasil e Rússia

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participará, entre os dias 3 e 6 de junho, do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia. A Agência será representada pelo diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, em uma agenda voltada ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia e à ampliação de oportunidades para empresas brasileiras no mercado eurasiático.

Considerado um dos principais encontros econômicos internacionais, o Fórum reúne autoridades, representantes de governos, empresários e instituições de diversos países para debater comércio, investimentos e cooperação econômica.

No dia 3 de junho, Pesaro representará a ApexBrasil no painel “Diálogos Rússia-Brasil”, principal debate do Fórum dedicado às relações bilaterais entre os dois países. A programação também prevê, no dia 4 de junho, participação em evento promovido pela Associação Russa dos Produtores de Fertilizantes e pelo Conselho Empresarial Rússia-Brasil.

Relação crescente em setores estratégicos

A missão ocorre em um momento de atenção crescente às relações comerciais com a região, especialmente em setores estratégicos para o Brasil, como alimentos, fertilizantes, bens industriais e produtos de maior valor agregado. Também estão previstas entrevistas com veículos da imprensa local, ainda em fase de agendamento.

Neste ano, o Fórum contará com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Também é esperada, em São Petersburgo, uma reunião de representantes do Mapa com autoridades sanitárias da Rússia.

Ao longo dos últimos anos, o Escritório Moscou tem atuado na promoção de bens industriais e produtos de alto valor agregado, além de manter iniciativas de aproximação entre empresas brasileiras e compradores da região. Mesmo diante do contexto geopolítico mais desafiador, a unidade tem realizado eventos B2B online para preservar o engajamento entre os setores produtivos brasileiro e eurasiático.

Em 2025, foram registrados 298 atendimentos diretos a empresas brasileiras em projetos apoiados pelo Escritório Moscou, além de número equivalente de compradores eurasiáticos, incluindo grandes distribuidores e varejistas da região.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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Brasil e Suriname vão negociar acordo para ampliar comércio bilateral e estimular negócios

Lula recebeu a presidente surinamesa Jennifer Geerlings-Simons

Da Redação (*)

Brasília – Brasil e Suriname vão iniciar negociações, a partir do segundo semestre, para ampliar o acordo de comércio entre os dois países e estimular novas oportunidades de negócios. A aproximação foi um dos focos do encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, ocorrido nesta quinta-feira (28), em Brasília. Eleita no ano passado e com mandato até 2030, Simon a primeira mulher a presidir o país vizinho.

“Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos. Em 2025, foi de apenas US$ 55 milhões, ou seja, quase nada. O único acordo comercial que temos é extremamente restrito. Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname”, afirmou Lula em declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Itamaraty.

O comércio bilateral inclui maquinários, material elétrico, produtos da indústria química e commodities, e quase a totalidade é composta por exportações brasileiras. Segundo Lula, as negociações devem ampliar as medidas de facilitação do comércio e incluir novos setores.

A programação da delegação do Suriname em Brasília prevê uma reunião empresarial de representantes de entidades brasileiras com empresas e representantes do setor produtivo surinamês, das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

Petróleo e minerais críticos

Nos últimos anos, o Suriname descobriu gigantescas reservas de petróleo offshore, na região conhecida como Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico, o que deve impulsionar a economia do país nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie firmaram acordos para intercâmbios sobre petróleo, energias renováveis e segurança nas atividades de exploração de hidrocarbonetos. Lula lembrou também que, assim como o Brasil, o Suriname se sobressai pelo potencial em minerais críticos, fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia.

“Temos a oportunidade de cooperar em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor, contribuindo para superar modelos históricos baseados apenas na exportação de matérias-primas”, disse o presidente.

 

(*) Com informações da Agência Brasil

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Como otimizar custos e operações na logística?

André Pimenta (*)

Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), os custos logísticos no Brasil ficam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os custos percorrem toda a cadeia, moldando decisões operacionais, estratégias de negócios e até a experiência de consumo.

No transporte de cargas, a digitalização e integração de sistemas, processos e pessoas pode ser uma grande dor. Afinal, cada falha eleva os custos operacionais, reduz a satisfação do cliente e diminui a produtividade. Pensando nisso, é essencial buscar soluções integradas que otimizem os investimentos e operações para atender às demandas do setor e garantir maior qualidade. Na prática, essas soluções envolvem o uso combinado de tecnologia, processos bem definidos e parcerias de negócio mais estratégicas.

O que faz uma solução logística funcionar de verdade?

Na fragmentação do transporte rodoviário, com o aumento de exigências e mudanças constantes, apenas recursos tecnológicos isolados ou processos desconectados não são suficientes. O que realmente faz uma solução logística funcionar é implementar um ecossistema integrado e otimizado.

Ao adotar tecnologias de automação, otimizar rotas, fortalecer parcerias estratégicas e centralizar a gestão financeira, a operação ganha mais eficiência, controle e agilidade. Algumas estratégias incluem:

Tecnologia e automação da operação:

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning) e TMS (Transportation Management System), quando integrados, otimizam rotas, controlam estoques e automatizam processos, trazendo mais eficiência e reduzindo erros operacionais.

Roteirização inteligente e monitoramento de carga:

Com o uso estruturado de dados, algoritmos e sistemas de geolocalização (GPS) tornaram-se ferramentas essenciais para a eficiência operacional. Hoje, soluções baseadas em inteligência analítica consideram variáveis como trânsito em tempo real, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade de carga e perfil do cliente para definir rotas mais estratégicas. Com o sistema, é possível planejar melhor as entregas, aproveitar melhor as rotas, reduzir custos operacionais e acompanhar cada etapa do transporte com mais precisão.

Parcerias de negócio mais consolidadas e operação centralizada

Colaborar com operadores regionais permite adaptar a logística às realidades locais, garantindo mais agilidade, flexibilidade e assertividade nas entregas. No setor, esse modelo tem ganhado visibilidade, permitindo expansão acelerada, além de sistemas mais estruturados, completos e estratégicos.

Gestão financeira centralizada e suporte aos parceiros

Centralizar o controle financeiro e oferecer suporte estruturado aos parceiros melhora a organização da operação, reduz burocracias e fortalece toda a cadeia logística. A segurança financeira e fiscal é essencial para o bom funcionamento das operações, garantindo capilaridade no mercado e um melhor nível do serviço.

Mas como as soluções logísticas impulsionam resultados?

A digitalização não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que precisa ser vista como consolidada já que é essencial para organização, eficiência e otimização das operações.

Soluções que eliminam retrabalhos, centralizam informações e aumentam a eficiência do controle logístico ajudam as empresas a operar com mais inteligência e previsibilidade. Consequentemente, a satisfação dos públicos estratégicos – nesse caso, motoristas parceiros e o cliente final – aumenta, já que as jornadas são melhoradas através do uso de tecnologias e a agilidade, centralização e previsibilidade dominam as operações.

Os próximos passos são digitais, inteligentes e conectados. Quando tecnologia e logística caminham juntas, o setor avança com mais eficiência, sustentabilidade e impacto positivo para todos. A modernização tecnológica pavimenta o futuro da logística, representando uma mudança estrutural na forma de planejar, operar e medir desempenho. Desta forma, conectamos pontos fundamentais: pessoas, processos e sistemas, de forma integrada em uma cadeia verdadeiramente inteligente.

(*) André Pimenta é CEO da Motz – O executivo tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes.

 

 

 

 

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Transferências internacionais entram no centro da estratégia das empresas

Fernanda Anjoletto (*)

O perfil das transações internacionais mudou

O comércio exterior ficou mais dinâmico nos últimos anos. Empresas de diferentes portes passaram a operar globalmente com mais frequência, aumentando a necessidade de processos financeiros mais rápidos, simples e eficientes.

Com isso, muitas empresas começaram a repensar a forma como fazem pagamentos internacionais, fecham operações de câmbio e gerenciam suas rotinas financeiras no comércio exterior.

 

O que está motivando essa mudança

Durante muito tempo, bancos tradicionais concentraram grande parte das transações internacionais das empresas brasileiras. Mas a busca por mais agilidade e transparência abriu espaço para o crescimento das fintechs especializadas em câmbio e pagamentos internacionais.

Na prática, as empresas querem menos burocracia e mais controle sobre as transferências internacionais.

 

Agilidade passou a fazer diferença no comex

No comércio exterior, tempo impacta custo, negociação e competitividade. Processos demorados, aprovações manuais e falta de visibilidade podem afetar toda a cadeia operacional.

Por isso, empresas passaram a valorizar plataformas que permitam acompanhar transferências em tempo real, ter previsibilidade sobre taxas e centralizar a gestão financeira internacional em um ambiente mais simples.

 

Tecnologia se tornou aliada das transferências internacionais

Outro ponto importante é que a digitalização deixou de ser tendência e passou a fazer parte da rotina das empresas que atuam globalmente.

Hoje, muitas empresas buscam parceiros financeiros que entendam a dinâmica do comércio exterior e ofereçam soluções mais conectadas à velocidade das negociações internacionais.

Saiba mais sobre acessando aqui.

O foco não está apenas em custo

A mudança para fintechs não acontece somente por economia. Ela também está relacionada à experiência, autonomia e eficiência no dia a dia.

Nesse cenário, empresas especializadas em pagamentos internacionais passaram a ganhar relevância dentro do comércio exterior ao oferecer processos mais digitais, atendimento consultivo e maior transparência nas transferências internacionais.

A Remessa Online faz parte desse movimento ao apoiar empresas que atuam com importação, exportação e negócios globais, oferecendo soluções que ajudam a simplificar pagamentos internacionais e trazer mais eficiência para a gestão financeira no comércio exterior.

Saiba mais sobre acessando aqui.

(*) Fernanda Anjoletto – Copywriter da Remessa Online

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 Brasil lança nova etapa de promoção no mercado chinês com campanha publicitária inédita e presença digital

Trabalho acompanha ações do governo brasileiro para aproximar os dois países e acontece na esteira da isenção de visto para viajantes chineses, que amplia oportunidades de negócios e fortalece a promoção turística

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil inicia uma nova etapa da promoção internacional na China, ampliando sua presença e fortalecendo a agenda estratégica no país com ações inéditas voltadas ao público chinês. Para consolidar o país no imaginário, nas telas e nos planos de viagem desse público, a Embratur estreou oficialmente nas plataformas digitais chinesas, com lançamento de site e redes sociais próprias, além de uma campanha publicitária inédita, especialmente direcionada ao país, com o convite: “Venha viver um país extraordinário”.

As iniciativas foram lançadas no estande brasileiro, na última terça-feira (26) durante a ITB China, em Xangai, onde o país participa com uma agenda robusta voltada à promoção de destinos, relacionamento com o trade e geração de negócios. A campanha convida turistas chineses a conhecerem os destinos nacionais, o site visitbrasil.com.cn reúne conteúdos adaptados aos hábitos de consumo locais e os canais nas redes sociais conectam viajantes, operadores, influenciadores e parceiros a destinos, roteiros e produtos turísticos brasileiros.

Esse avanço acontece em um momento favorável para a relação entre Brasil e China. Desde 11 de maio, turistas chineses com passaportes comuns podem entrar no Brasil sem visto para estadias de curta duração. Os resultados recentes confirmam o potencial desse novo ciclo. Em 2025, a chegada de visitantes chineses ao Brasil cresceu 34,8% em relação ao ano anterior, alcançando o melhor desempenho da série histórica. E no primeiro quadrimestre de 2026, a China registrou alta de 33,6% e 39.880 visitantes. A conectividade aérea também favorece esse cenário: além da operação da Air China para São Paulo, com escala em Madri, os viajantes contam com alternativas via Doha, Dubai, Addis Ababa, Frankfurt e Istambul.

“O interesse dos viajantes chineses pelo Brasil continua crescendo. No primeiro quadrimestre deste ano, registramos alta de 33,65% no desembarque desse público, resultado que reforça a importância de estarmos mais presentes em um dos mercados mais estratégicos para o turismo global. Na ITB, damos mais um passo com foco em geração de novos negócios nessa agenda, aproximando o país do trade e apresentando destinos que combinam natureza exuberante, cultura vibrante e serviços de excelência”, afirmou Bruno Reis, presidente da Embratur.

“Queremos transformar a curiosidade do público em viagem. A recente isenção de visto torna o Brasil mais acessível, enquanto a campanha publicitária, a parceira com operadoras de turismo e OTAs, e as redes sociais do Visit Brasil levam nossas experiências para a tela, o imaginário e os planos de viagem dos chineses”, acrescentou Reis.

Campanha inédita

A Embratur retoma a promoção publicitária do Brasil no mercado chinês com uma campanha pensada para inspirar viajantes e reposicionar os destinos brasileiros em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. As peças serão veiculadas até 26 de junho.

Com o conceito “Venha viver um país extraordinário. Brasil”, a campanha tem a arara-azul como protagonista visual. Referência da biodiversidade nacional, a ave conduz o público por paisagens grandiosas, manifestações culturais, sabores e encontros que revelam um país acolhedor, vibrante e preparado para receber o turista estrangeiro.

Nessa narrativa, a força e a diversidade dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal ganham forma em destinos como Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses e territórios pantaneiros, apresentados como portas de entrada para a pluralidade de experiências oferecidas ao viajante chinês. O convite é para atravessar fronteiras e descobrir um território onde natureza, cultura e hospitalidade se encontram em vivências únicas.

A comunicação também dialoga com o comportamento bleisure, que combina viagens de negócios com roteiros de lazer e ganha força entre os chineses. A abordagem acompanha a ampliação das relações comerciais bilaterais, o interesse crescente por cenários naturais e a busca por itinerários mais exclusivos, originais e transformadores.

Redes: Visit Brasil na China

A estreia institucional do Visit Brasil no ambiente digital chinês abre novos canais de diálogo com viajantes, operadores, influenciadores, empresas e parceiros locais, reunindo o site visitbrasil.com.cn e perfis oficiais nas plataformas WeChat, Xiaohongshu e Weibo.

Nas redes sociais, a comunicação apresentará destinos, roteiros, produtos turísticos e oportunidades de viagem, aproximando a oferta brasileira da forma como o público chinês se inspira, pesquisa e planeja suas viagens. Para atuar nesse ecossistema, a Embratur conta com o apoio de uma parceira especializada em marketing turístico, com estrutura operacional própria no país. Além da gestão dos canais, a atuação inclui inteligência de mercado baseada em dados sobre comportamento do consumidor, jornada de viagem, percepção da América Latina e tendências de conteúdo.

(*) Com informações da Embratur

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Mercado de serviços globais é tema de webinar promovido pela Ales em parceria com AEB

Da Redação (*)

Brasília – “Brasil como mercado em serviços globais” é o tema do Market Talks, evento promovido pela Asociação Latino-americana de Exportadores de Serviços (Ales) em parceria com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), nesta sexta-feira (29), às 12 horas, em formato online e gratuito. O webinar destaca o Brasil como um mercado estratégico, considerando sua dimensão geográfica, potencial de crescimento, liderança regional e diversificação das atividades ligadas à tecnologia, inovação e serviços especializados.

O Market Talks contará com as palestras de Lisandro Vieira, CEO da WTM Brasil, empresa associada AEB, e de Rodrigo Martins, CEO da ITH Brasil.  A moderação será do secretário-geral da Ales, Javier Pena Capobianco; e a abertura do presidente do Conselho de Administração da AEB, Arthur Pimentel.

A proposta é promover uma troca de experiências e análises sobre tendências globais, oportunidades de negócios e os desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional de serviços, com o objetivo de colaborar para a ampliação da competitividade do Brasil no segmento.

“Esse evento integra uma importante iniciativa da Ales de promover encontros nos países da América Latina, o Brasil é o primeiro pela sua relevância na região. A AEB entende como fundamental esse debate. O nosso setor de serviços é muito forte, mas as exportações vêm caindo ao longo de décadas. Precisamos fomentar a internacionalização das nossas empresas e ampliar a inserção do serviço brasileiro no mercado global”, salienta Pimentel.

(*) Com informações da AEB

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