Porto de Santos tem o melhor mês de janeiro da história em movimentação geral de cargas e de contêineres

Da Redação (*)

Brasília – Janeiro é, historicamente, o mês do ano menor movimentação no Porto de Santos, devido a fatores climáticos e mercadológicos. Mas 2026 começa já com marcas históricas: é o melhor início de ano da história.

Em janeiro de 2026, foram movimentadas 12,7 milhões de toneladas de cargas no Porto de Santos. O número é 9,5% maior que o de 2025 (11,6 milhões) e 6,8% maior que o recorde anterior (2024, quando foram 11,9 milhões).

Em contêineres, o resultado é também histórico: foram 467 mil TEU, marca 1,4% maior que em janeiro de 2024 e melhor resultado para o mês.

“É mais uma boa notícia, que confirma que os bons resultados alcançados até o momento não foram sorte, mas planejamento”, afirma o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. “Acabamos de receber do governo do presidente Lula a aprovação da ampliação da área do Porto de Santos, o que vai garantir que os recordes continuem sendo quebrados”, completa Pomini.

Agronegócio segue liderando movimentação

Os recordes de janeiro de 2026 foram puxados mais uma vez pelo agronegócio. Os destaques foram o açúcar, que reverte a tendência de queda observada em 2025 e registra no mês crescimento de 36,8% em relação ao ano anterior, com embarque de 1,57 milhão de toneladas. O complexo soja (grãos e farelo), com disponibilidade do produto e demanda externa aquecida, teve aumento de 79,6% em relação a 2025, com embarque de 1,56 milhão de toneladas.

A movimentação de contêineres cresceu de 460.786 TEU em janeiro de 2024 para 467.223 neste ano. O número de atracações foi de 446, aumento de 2,5% em relação a janeiro de 2025 (quando foram 435 atracações). A participação de Santos na corrente comercial brasileira teve leve recuo em relação ao fechamento do ano de 2025, de 29,6% para 29,5%.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

 

 

 

O post Porto de Santos tem o melhor mês de janeiro da história em movimentação geral de cargas e de contêineres apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Caso Banco Master mostra como a nova era da manipulação digital é impulsionada pela IA

Rico Araujo (*)

Por muito tempo, campanhas digitais negativas eram vistas como ações artesanais, dependentes de esforço humano intenso, coordenação manual e alcance limitado. Atualmente, a combinação de inteligência artificial e automação transformou esse cenário. Narrativas negativas podem ser escaladas com velocidade, precisão e personalização, tornando disputas de reputação operações de grande escala, quase industriais.

O caso recente envolvendo o Banco Master, atualmente objeto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal, trouxe à tona discussões relevantes sobre o uso de tecnologia e automação em campanhas coordenadas de influência no ambiente digital.

Mais do que uma questão jurídica específica, o episódio evidencia um problema estrutural: a combinação entre dados, automação e inteligência artificial permite moldar percepções e influenciar a opinião pública de forma altamente orquestrada, enquanto sociedade, empresas e instituições ainda enfrentam dificuldades para compreender, monitorar e responder a esse novo tipo de dinâmica digital.

Ferramentas de IA generativa permitem criar grandes volumes de conteúdo em minutos, como textos, roteiros, comentários e até vídeos, ajustados para diferentes públicos, plataformas e contextos emocionais. Uma mesma mensagem pode ser reescrita dezenas de vezes, com variações de tom e vocabulário, atingindo audiências distintas sem revelar coordenação centralizada. O resultado é que a percepção de consenso ou de opinião espontânea se torna artificial, minando a confiança pública em informações legítimas.

A automação funciona como o motor dessas operações: sistemas programados distribuem conteúdo estrategicamente, respondem interações, amplificam temas e mantêm presença constante. Para observadores externos, a narrativa parece natural, mas na prática é uma operação cuidadosamente orquestrada. Esse efeito é potencializado por deepfakes, textos sintéticos e perfis digitais simulados. Criar identidades online com histórico e padrões de interação realistas tornou-se trivial, tornando quase impossível detectar campanhas coordenadas.

Segundo o Identity Fraud Report 2025–2026, ataques envolvendo deepfakes cresceram 126% no Brasil em 2025, com 39% dos casos detectados na América Latina concentrados no país, afetando fintechs, bancos e plataformas de apostas online. O crescimento explosivo desses ataques evidencia que a manipulação digital não é um risco futuro, mas uma realidade que já impacta diretamente setores estratégicos e a confiança do público.

Mais do que volume, automação e IA oferecem eficiência estratégica. Algoritmos identificam discursos que geram engajamento, gatilhos emocionais mais efetivos e formatos mais compartilháveis. Assim, a narrativa é otimizada em tempo real, como qualquer campanha de marketing orientada a performance, mas com foco em influência e reputação, e com consequências que podem ser desastrosas para empresas, reguladores e sociedade.

Sete em cada 10 brasileiros já viram alguma notícia falsa, de acordo com pesquisa realizada pelo DataSenado. Quando perguntados sobre o motivo para a disseminação de notícias falsas, 31% acreditam que quem compartilha esse tipo de notícia quer mudar a opinião dos outros, enquanto 30% apontam desconhecimento sobre a veracidade da informação. Esses números mostram que a desinformação não é apenas tecnológica: ela se alimenta de comportamentos humanos, crenças e hábitos de consumo de conteúdo digital, tornando o impacto ainda mais difícil de conter.

Diante disso, organizações que ignoram essa dinâmica estão cometendo um erro estratégico grave. Não se trata apenas de subestimar ataques isolados ou “fake news”, mas de falhar em compreender um ecossistema tecnológico que manipula percepções em escala. A mesma tecnologia usada para engajar consumidores pode ser usada para desgastar marcas e instituições, criando um campo de batalha digital em que apenas quem domina as ferramentas, entende os algoritmos e age de forma estratégica terá vantagem.

No ambiente digital contemporâneo, narrativa deixou de ser apenas comunicação: tornou-se infraestrutura crítica. Casos como o do Banco Master mostram que empresas e instituições que não investirem em monitoramento avançado, inteligência digital e capacidade de resposta estruturada estarão permanentemente atrás de operações automatizadas. A pergunta não é se a IA já atua nesse campo, mas quem está preparado para enfrentar essa realidade e assumir responsabilidade ética e estratégica pelo impacto de suas ações digitais. Ignorar esse cenário não é neutralidade tecnológica, é abdicar de responsabilidade estratégica

(*) Rico Araújo – Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil, agência especializada em marketing estratégico, posicionamento competitivo e geração de negócios, e conselheiro de Inovação.

 

O post Caso Banco Master mostra como a nova era da manipulação digital é impulsionada pela IA apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Ministro do Turismo celebra sucesso do Carnaval 2026 e prevê maior fluxo de turistas da história

Expectativa de fluxo de turistas no período é a maior da história, favorecendo a geração de empregos e a inclusão social em todo o país. Representantes do setor confirmam resultados positivos

“Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil”. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que percorreu os principais destinos da folia no Brasil – e comprovou os benefícios do período à população.

Segundo estimativas do Ministério do Turismo, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP, as festas devem movimentar mais de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da intensa procura por acomodação, alimentação e lazer no período. O resultado, 10% superior ao do Carnaval do ano passado, representa o melhor volume para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2011, e reflete o grande fluxo de visitantes registrado de norte a sul do país.

Expressiva alta de 22% no número de foliões em todo o País

A estimativa é de que mais de 65 milhões de pessoas curtiram nas ruas de todo o Brasil, um aumento expressivo de 22% na comparação com o mesmo período de 2025. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça que, além da valorização da identidade cultural brasileira, o Carnaval representa oportunidades de emprego para os brasileiros.

“O Carnaval de 2026 se consolida não apenas como a maior festa popular do planeta, mas como um motor fundamental para o crescimento econômico do Brasil e, consequentemente, a inclusão social de milhares de brasileiros. A festa move toda uma cadeia produtiva, gerando emprego e renda em diversos setores, desde a hotelaria ao pequeno empreendedor de rua”, observa.

As cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA) – que mais atraem turistas nesse período – reuniram mais de 32 milhões de foliões, de acordo com as estimativas. São Paulo liderou em público, com 16,5 milhões de pessoas curtindo a folia e um impacto econômico de mais de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante impulsionado por eventos como a Sapucaí e os bloquinhos de rua, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de aproximadamente R$ 5,7 bilhões e a ocupação hoteleira atingindo quase a capacidade máxima, com 98%.

No Nordeste, o polo Recife/Olinda reuniu uma multidão de mais de 7,6 milhões de foliões, com uma movimentação financeira de R$ 3,2 bilhões, e o estado projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

Reflexos na ponta

O grande movimento do período de Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer o turismo acontecer na ponta, como meios de hospedagem, agências de viagens, bares e restaurantes. Alexandre Sampaio, diretor de Turismo da CNC e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FHBA), confirma o impacto positivo das festas populares sobre a atividade produtiva.

“O Carnaval de 2026 foi um sucesso em todo o Brasil, com hotéis em todos os destinos turísticos lotados, inclusive em destinos de serra, e não somente de praia; restaurantes com alta demanda. Nesses destinos, registramos ocupações plenas e demanda elevada. Um sucesso que demonstra a intensa movimentação de brasileiros e consolida o país como um destino maduro”, avalia Sampaio.

Os benefícios da celebração são igualmente visíveis em outro segmento vital ao turismo: o de alimentação fora do lar, bastante usado por visitantes. “O forte crescimento do movimento de turistas pelo país, tanto de estrangeiros quanto de brasileiros, está movimentando de maneira inédita e muito positiva o faturamento dos bares e restaurantes no país”, aponta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Além das ruas, a folia também leva prosperidade ao turismo náutico no Brasil. Um levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), mostra que, entre 13 e 23 de fevereiro, 10 navios de cruzeiro farão embarques e escalas pelos destinos brasileiros, consolidando o período como um dos mais movimentados para o turismo marítimo.

“O Carnaval brasileiro é uma celebração plural, vivida de diferentes formas em todo o país. Os cruzeiros se somam a esse movimento ao possibilitar que o passageiro conheça mais de um destino durante o feriado. Brasileiros e estrangeiros celebram o Carnaval a bordo dos navios e também em terra, ampliando o alcance do turismo e contribuindo para movimentar a economia e gerar oportunidades em diversas cidades”, afirma Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil.

(*) Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

O post Ministro do Turismo celebra sucesso do Carnaval 2026 e prevê maior fluxo de turistas da história apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Lula visita a Índia para tratar de comércio, multilateralismo e reforma da governança global

Da Redação (*)

Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou na manhã desta terça-feira (17) para visitar  a Índia entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília.

Nos dias 19 e 20, o presidente Lula participará, em Nova Delhi, da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) e de eventos relacionados à temática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a cúpula dará sequência ao chamado ‘processo de Bletchley’, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de IA.

Multilateralismo

No dia 21, o Itamaraty confirma que o mandatário brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro indiano.

Na reunião, Lula e Narendra Modi devem tratar dos atuais desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, como a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões.

Os dois líderes ainda terão a oportunidade de aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, economia e finanças, transição energética, minerais críticos, saúde, acesso a medicamentos e indústria farmacêutica e cooperação espacial, entre outras.

Comitiva

O presidente brasileiro viaja à Índia acompanhado de uma comitiva de ministros de Estado, representes de instituições públicos e por uma missão de empresários brasileiros.

Antes de embarcar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em sua rede social, que serão priorizados acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil para garantir o acesso à população brasileira a medicamentos e à tecnologia da Saúde.

“Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, adiantou ministro da Saúde.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Lula visita a Índia para tratar de comércio, multilateralismo e reforma da governança global apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportações para os principais parceiros do Brasil caíram em janeiro e China foi a grande exceção, destaca FGV/IBRE

Da Redação (*)

Brasília – O superávit da balança comercial de janeiro foi de US$ 4,3 bilhões, um aumento de US$ 2 bilhões em relação a janeiro de 2025. A principal contribuição para esse aumento foi o saldo da balança comercial da China, que passou de um déficit de US$ 536,6 milhões em janeiro de 2025 para um saldo positivo de US$ 717,7 milhões no mesmo mês de 2026. A segunda principal contribuição foi da União Europeia, com um superávit de US$ 308,4 milhões em 2026, enquanto em janeiro de 2025 o saldo positivo foi de US$ 98,5 milhões. Os dados são do Índice de Comércio Exterior (ICOMEX) da FGV/IBRE>

Os demais mercados registraram redução do superávit (América do Sul e Ásia, exclusive China) ou aumento do déficit (Estados Unidos). O déficit nas trocas com os Estados Unidos passou de US$ 221,6 milhões para US$ 668,4 milhões. Observa-se que na América do Sul a queda foi causada pela redução do superávit com a Argentina, pois para o resto da região o saldo positivo aumentou de US$ 448 milhões para US$ 521 milhões.

De acordo com o estudo, a melhora do superávit de janeiro é explicada pela queda das importações, que recuaram, em valor, -9,8%, entre os meses de janeiro de 2025 e 2026, pois as importações ficaram estagnadas. Em volume, a variação das exportações foi de -0,7% e das importações de -12,0%, enquanto os preços sobem +2,6% para as importações e caem -0,2% para as importações. Uma desaceleração das importações no início do ano é esperada, mesmo com um câmbio valorizado. Em adição, a expectativa é de um crescimento menor em 2026 em relação ao de 2025.

China e “Demais países da América do Sul” registraram aumento das exportações em volume, +14,1% e +15,2% e valor, +17,4% e +14,3%, respectivamente. Para os demais mercados analisados todos registraram queda no volume e no valor exportado. Para os Estados Unidos, o recuo foi de 22,4%, volume, e de 25,5%, valor. Exceto “Demais América do Sul”, as importações caem para todos os mercados. Em termos da variação no volume, as maiores quedas foram para União Europeia (-25,9%) e Estados Unidos (-23,7%). Observa-se que para a China o recuo foi de 2,6% em volume e -4,9%, em valor. O aumento do superávit para a China foi puxado, principalmente, pelo crescimento das exportações, destaca o ICOMEX.

No tocante às exportações de commodities, o ICOMEX sublinha que ficaram quase estagnadas em termos de volume e, junto com a queda nos preços, recuaram 4,2%, em valor. As não commodities recuaram em volume (-2,5%) mas, com o aumento nos preços em 8,3%, cresceram em valor (+5,6%). A cesta de commodities do ICOMEX abrange itens da indústria de transformação como carnes, alguns produtos siderúrgicos, suco de laranja, celulose, entre outros. Nos dados de janeiro, o ouro não monetário que faz parte da indústria de transformação foi o quarto principal produto exportado pela indústria, com variações em valor de +102,9%, volume de +15,4% e preços de +75,8%. O ouro não monerário não está classificado na cesta de commodities do ICOMEX, pois não tinha peso expressivo nos anos anteriores. Aeronaves foi a 10ª principal exportação da indústria de transformação, com variações em valor de +63,6%, volume de +22,0% e preços de +34,1%. O aumento nos preços das não commodities pode ter tido a influência, em especial, da variação do ouro não monetário.

Exportação por setor

A exportação por setor de atividade mostra a liderança da agropecuária em temos de valor (9,8%), puxada pelo aumento de preços (+7,1%) e pelo avanço no volume de 3,1%. O principal produto exportado, café, com participação de 26,2% no total das exportações da agropecuária, registrou um aumento de 32,6%, mas teve queda de 42,4% no volume exportado. Milho e soja, que representaram juntos 45,75% das exportações, aumentaram o volume em +18,2% e 75,5%, respectivamente.

A indústria extrativa teve aumento de volume (5,6%), queda de preços (-8,3%) e recuo no valor (-3,5%). O petróleo bruto, que explica 61% das exportações da extrativa, registrou queda de preços (-18,2%) e aumento no volume (13,3%), enquanto o minério de ferro, com participação de 26%, registrou quedas em preço e volume. Por último, na indústria de transformação, houve queda no valor (-1,9%) e no volume (-2,3%), e nos preços um aumento de +0,4%. É uma pauta diversificada e os 10 principais produtos exportados em janeiro explicaram 52,7% das vendas externas da indústria.

Exceto aeronaves e o ouro não monetário, todos os outros pertencem a cesta de commodities, sendo que a carne bovina foi o principal produto exportado, com aumento de preços (+10,8%) e volume (+28,6%) – representa 9,1% das exportações da transformação. Ressalta-se que a queda no volume só ocorreu na indústria de transformação.

As importações de bens de capital e de bens intermediários caem para a indústria de transformação e para a agropecuária, o que ainda não é suficiente para afirmar que essa será a tendência, reflexo de uma desaceleração da economia.

Os fluxos de comércio são influenciados por renda doméstica (importações), demanda externa (exportações) e câmbio real. O efeito Trump fica nítido com a queda do câmbio em 2025, após um período de desvalorização. O anúncio em abril do tarifaço provocou uma grande queda e, embora observada uma recuperação, o índice não ultrapassa a base de janeiro de 2023. Ressalta-se que o cálculo do câmbio efetivo mostra apenas tendências de valorização ou desvalorização em relação a um determinado período, mas não tem como referência um câmbio de equilíbrio.

No mundo atual, além das variáveis tradicionais para avaliar possíveis tendências dos fluxos de comércio, temas variados da geopolítica, e o unilateralismo de Trump, os acordos preferenciais tornam mais imprevisíveis e incertas essas tendências. Começamos 2026 com a “certeza” de que a imprevisibilidade e as incertezas continuarão a fazer parte do cenário mundial. No curto prazo, o possível encontro entre Trump e o presidente Lula, agendado para março, poderá ou não resultar na retirada dos produtos afetados, em especial manufaturas, que ainda estão com o tarifaço de 50%. Em adição, espera-se a aprovação da parte comercial do acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu, finaliza o estudo.

(*) Com informações da FGV/IBRE

O post Exportações para os principais parceiros do Brasil caíram em janeiro e China foi a grande exceção, destaca FGV/IBRE apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordo comercial EUA-Argentina pode implodir o Mercosul e inviabilizar acordo com União Europeia, alerta AEB

Da Redação

Brasília – “Quando o presidente Donald Trump anuncia um Acordo de Comércio e Investimento Recíproco (ACIR) com a Argentina, sabendo que esse acordo fere as normas do Mercosul, ele está estimulando a falta de normas legais no mercado internacional e, sobretudo, cometendo uma ilegalidade. Um acordo dessa natureza teoricamente acaba com o Mercosul. Pode acabar também com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia”. Essa avaliação foi feita pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, em entrevista ao Comexdobrasil.com.

Para o executivo da AEB, “se a Argentina faz um acordo especial com os Estados Unidos e o Uruguai decida levar adiante a intenção de fazer a mesma coisa com a China, o Brasil poderá seguir esse caminho. Com isso, estaremos acabando não apenas com o Mercosul, mas também com os mercados do Mercosul. A Argentina é o segundo mercado mais importante para o Brasil nos produtos manufaturados, atrás apenas dos Estados Unidos. Com esse acordo vamos transferir esse mercado para os americanos. Os Estados Unidos estarão nos roubando o mercado da Argentina, que é um mercado brasileiro”.

E os efeitos da parceria entre os Estados Unidos e a Argentina não se restringem à esfera americana. Sua evolução trará efeitos colaterais para o recém-aprovado Acordo Mercosul-União Europeia. Para o presidente da AEB, “o acordo Estados Unidos-Argentina pode inviabilizar o Mercosul e se ocorrer a inviabilização do bloco do Cone Sul também se inviabilizará o acordo entre os blocos europeu e sul-americano. Se o Mercosul deixar de ser viabilizado por alguma razão, a União Europeia vai firmar um acordo com quem? Não terá com quem firmar um acordo. A implosão do Acordo Mercosul-União Europeia é tudo que Trump quer. Com a implosão desse acordo, ele encontraria uma porta aberta para entrar no Mercosul”.

Em sua análise, José Augusto de Castro identifica duas infrações graves em um acordo entre a Argentina e os Estados Unidos: “estão infringindo as normas do Mercosul, que não permitem que um Estado-membro assine acordos de forma isolada, sem envolver os demais integrantes do bloco, e causam ao Brasil a perda de um mercado importante para seus produtos industrializados”.

Transgressão às regras internacionais

O presidente da AEB vê  um conjunto de fatores ilegais no acordo aprovado pelos presidentes Trump e Milei  “trata-se de um tratado que não obedece às regras locais nem internacionais e gera incerteza e desconfiança. Podemos esperar muitos acordos dessa natureza a partir dessa decisão de Trump com a Argentina porque o presidente americano emite ao mundo um sinal indicando “faça o que eu faço” porque não sofrerá nenhuma penalidade. Vai chegar um momento em que o mundo entrará em choque e esse choque provocará uma ruptura no mundo comercial e o mundo terá que se reinventar. Esse é um cenário muito difícil”.

A desregulamentação e o desmantelamento do comércio internacional passarão de ameaças para a realidade se a Argentina avançar em direção a um acordo abrangente de livre comércio com os Estados, conforme anunciado pelo chanceler argentino, Pablo Quirino, na semana passada, ao assinar o ACIR.

“O que o presidente Donald Trump está fazendo nada mais é que usar seu poder de mandatário d maior potência econômica e militar do planeta para criar leis e normas próprias. Isso faz com que ele passe a ser a OMC, a ONU. O mundo está desmoronando em função dessas tomadas de decisões de Trump. Decisões sabidamente ilegais mas que ele continua tomando como se legais fossem”, concluir José Augusto de Castro.

O post Acordo comercial EUA-Argentina pode implodir o Mercosul e inviabilizar acordo com União Europeia, alerta AEB apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Demanda em alta leva Turkish Airlines a ampliar frequências no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Mais voos para Santiago, aumento das operações para Istambul e manutenção da conexão com Buenos Aires

Da Redação (*)

Brasília – A rota São Paulo–Santiago–São Paulo (GRU–SCL–GRU) teve sua frequência elevada para seis voos semanais a partir de 6 de janeiro de 2026, em resposta à crescente demanda de brasileiros pela capital chilena e por outros destinos no país.

Dados recentes de turismo indicam que mais de 787 mil brasileiros visitaram o Chile em 2024, um recorde que representa crescimento de 62% em relação a 2023. A expectativa é que esse número ultrapasse 800 mil visitantes em 2025, consolidando o Brasil como um dos principais mercados emissores para o turismo chileno.

A companhia aérea também expandiu suas operações entre São Paulo e Istambul (GRU–IST–GRU), passando a oferecer 13 voos semanais na rota. As frequências adicionais nas rotas para Santiago e Istambul são operadas com aeronaves Airbus A350-900, reforçando a conectividade entre o Brasil, a Europa e outros destinos da malha global da companhia, com alto padrão de conforto.

Além disso, a Turkish Airlines mantém voos regulares entre São Paulo (GRU) e Buenos Aires (EZE), preservando uma conexão estratégica na América do Sul e complementando sua malha aérea regional.

Detalhes da operação

Dias da semana Origem (horário) Destino (horário) Nº do voo Aeronave
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom EZE 23:55 GRU 02:30* TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 04:10 IST 22:35 TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom IST 10:00 GRU 17:45 TK 15 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 19:20 EZE 22:25 TK 15 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom SCL 11:40 GRU 15:35 TK 216 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 17:10 IST 11:45* TK 216 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex IST 20:30 GRU 04:10* TK 215 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 05:45 SCL 09:55 TK 215 A350-900

* Horário no dia seguinte.

A ampliação da oferta fortalece a conectividade sul-americana e europeia, ao mesmo tempo em que oferece alternativas competitivas para passageiros corporativos e de lazer.

Viajar com a Turkish Airlines vai além da conveniência das rotas. Por meio do programa Stopover em Istambul, passageiros podem transformar conexões longas em uma experiência completa na cidade. O benefício inclui até duas noites gratuitas em hotel cinco estrelas para clientes da Classe Executiva, uma noite em hotel quatro estrelas para passageiros da Classe Econômica, além de tour pela cidade sem custo adicional para conexões superiores a seis horas — tornando as viagens à Europa e à Ásia ainda mais confortáveis e atrativas.

O Chile é um dos destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros, com crescimento consistente no número de visitantes, especialmente durante feriados prolongados e períodos de férias. Com paisagens naturais diversas, vida urbana vibrante e atrações sazonais, como esportes de montanha e neve, o país se mantém em alta — e a ampliação da conectividade da Turkish Airlines torna essa experiência ainda mais acessível.

(*) Com informações da Turkish Airlines

O post Demanda em alta leva Turkish Airlines a ampliar frequências no Aeroporto Internacional de Guarulhos apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Atividades turísticas no país crescem pelo quinto ano consecutivo em 2025 e atingem recorde

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil terminou 2025 no maior nível de atividade turística em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) fechou o ano com alta de 4,6% em relação a 2024. Com esse desempenho, o setor atingiu o patamar mais alto da série histórica, em dezembro de 2024.

O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros.

O desempenho de dezembro de 2025 coloca as atividades turísticas 13,8% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, em fevereiro de 2020, quando a economia começou a enfrentar restrições sanitárias e comerciais.

O índice é calculado desde 2011. O do ano passado foi o quinto seguido com expansão nas atividades turísticas.

Comportamento do Iatur nos últimos anos:

  • 2020: -36,7%
  • 2021: 22,2%
  • 2022: 29,9%
  • 2023:7,2%
  • 2024: 3,6%
  • 2025: 4,6%

A retração de mais de 30% em 2020 é explicada pela pandemia. Mas o forte crescimento dos dois anos seguintes está relacionado à recuperação pós-crise sanitária e econômica.

Motores de 2025

De acordo com o IBGE, o crescimento em 2025 foi impulsionado pelos aumentos de receita obtidos por empresas de transporte aéreo de passageiros; serviços de bufê; serviços de reservas de hospedagens e hotéis.

Os pesquisadores apuram informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Em 2025, 14 localidades apresentaram resultado de alta. O desempenho positivo no país foi puxado, na ordem, por São Paulo (3,9%), Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%).

Mesmo não tendo tido o maior crescimento nominal, São Paulo exerceu a maior influência por causa do peso do estado no cálculo do Iatur.

Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) foram os estados com perdas em 2025.

COP30

Pará, estado que sediou em novembro a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), fechou o ano com expansão de 7,8%, acima da média nacional.

Segundo o IBGE, “a COP foi um evento importante, mas de duração relativamente curta”, o que explica o Iatur do estado ter apresentado crescimento abaixo do de 2024 (9,7%).

Serviços

Ao considerar o setor de serviços como um todo, o que inclui 166 atividades pesquisadas, o IBGE identificou que o setor cresceu 2,8% em 2025, quinto ano seguido de expansão.

Entre os segmentos com maiores influências figuram portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; transporte aéreo de passageiros; rodoviário de carga; publicidade; e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.

Com o desempenho de dezembro, os serviços estão 0,4% abaixo do maior nível já registrado, em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia da covid-19.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Atividades turísticas no país crescem pelo quinto ano consecutivo em 2025 e atingem recorde apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% em 2025 com superávit britânico de US$ 3,5 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$ 10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.

Serviços respondem por mais da metade das exportações britânicas

Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.

Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.

Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.

“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% em 2025 com superávit britânico de US$ 3,5 bilhões apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Anfavea é apoiada por 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD

Entidades que representam trabalhadores da indústria automotiva enviaram cartas ao Presidente da República e aos Ministérios pedindo o fim das cotas para importação de veículos desmontados

Da Redação (*)

Brasília – Centrais sindicais e sindicatos de metalúrgicos de várias regiões do país se mobilizaram para defender a indústria automotiva nacional, pedindo ao governo federal a não renovação das cotas isentas de Imposto de Importação para veículos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD).

Após seis meses de vigência do regime que concedeu isenção total do Imposto de Importação para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados, a Anfavea defende que o encerramento do benefício, ocorrido em 31 de janeiro, seja definitivo. O tema poderá ser rediscutido nas próximas reuniões da Câmara de Comércio Exterior (Camex), mas a entidade que representa os fabricantes de veículos já manifestou às autoridades, aos órgãos federais de comércio exterior e ao público os riscos de se incentivar uma industrialização de baixa complexidade em altos volumes.

Riscos da montagem de kits em larga escala

Levantamento da Anfavea indica que o setor automotivo remunera, em média, o dobro do restante da indústria da transformação, tem mais que o dobro de tempo de permanência no emprego e demanda um grau de escolaridade muito maior do que outros setores industriais, sem falar de seu caráter indutor de pesquisa e desenvolvimento, e de conhecimento estratégico. “Todas essas características se perderiam num modelo de fabricação que envolvesse apenas a montagem de kits em larga escala”, alerta o presidente Igor Calvet.

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, que representa os fornecedores, já vinham fazendo coro com a Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos 9 estados com fábricas de veículos e/ou motores: FIESP, FIEMG, FIRJAN, FIERGS, FIEG, FIEPE, FIEP e FIESC.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Assinam a carta às autoridades federais a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fit Metal) e outros 14 sindicatos das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o célebre Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

“A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)”, destaca um dos trechos da Carta dos representantes de trabalhadores.

(*) Com informações da Anfavea

O post Anfavea é apoiada por 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD apareceu primeiro em Comex do Brasil.