MTur já habilitou 227 agências para receber turistas chineses; prazo final termina nesta sexta (17)

Iniciativa do Ministério do Turismo busca qualificar a oferta turística nacional para atender mercado estratégico

Da Redação (*)

Brasília – Termina nesta sexta-feira (17) o prazo para agências de turismo interessadas em atuar no planejamento e na recepção de turistas chineses no Brasil. Até esta quinta (16), 227 empresas haviam feito o cadastramento no chamamento público extraordinário aberto pelo Ministério do Turismo no final do mês passado.

A iniciativa acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros.

A medida busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico. As inscrições podem ser feitas apenas de forma online, neste link.

O resultado da seleção está previsto para ser divulgado no dia 27 de abril, tanto no Diário Oficial da União (DOU) quanto no portal do Ministério do Turismo na internet.

As empresas habilitadas terão validade de um ano para atuação, enquanto aquelas já aprovadas em chamamento anterior recente estarão dispensadas de nova inscrição.

“O fortalecimento das relações turísticas entre Brasil e China ganha mais um impulso com a abertura dessa nova frente de atuação para o setor privado”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que ressaltou a celebração do Ano Cultural Brasil-China em 2026.

“A iniciativa representa mais um passo na estratégia de internacionalização do turismo brasileiro, ao criar condições para ampliar a presença de visitantes chineses no país e fortalecer a cooperação bilateral. Ao incentivar a qualificação e a organização do setor, o Ministério do Turismo contribui para tornar o Brasil ainda mais preparado para receber turistas de diferentes partes do mundo”, complementou.

(*) Com informações do MTur

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Macfrut 2026: fruticultura brasileira busca expandir as exportações nos mercados da Itália e Canadá

Da Redação (*)

Brasília – Produtores brasileiros participarão da Macfrut 2026, uma das principais feiras internacionais do setor frutícola, que acontecerá de 21 a 23 de abril, no Rimini ExpoCentre, na Itália. Na 43ª edição, o evento será ainda maior, mais internacional e inovador.

A participação brasileira integra as ações de promoção do projeto Frutas do Brasil, iniciativa de internacionalização da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na Macfrut, os exportadores brasileiros terão a oportunidade de melhorar o entendimento do mercado de frutas e aumentar a rede de contato com os países do leste europeu e dos Balcãns, alinhados assim com a estratégia de diversificação dos destinos de exportação das frutas brasileiras.

Abacate e manga serão os grandes destaques do evento, razão pela qual será fundamental a presença da fruticultura brasileira que tem grande competitividade com essas espécies de frutas. A programação inclui iniciativas como o Avocado Day e o Mango Day, com rodadas de negócios, degustações e encontros estratégicos, oferecendo uma oportunidade qualificada de conexão com compradores internacionais e alinhamento às tendências globais do setor. Está planejada também uma série de visitas a cooperativas de produtores de frutas na região de Rimini-Itália onde os produtores-exportadores terão contato com novas tecnologias de produção e gestão da atividade frutícola.

Um olhar especial sobre o mercado do Canadá

Dando continuidade à estratégia de internacionalização, será realizada, na sequência, a missão Frutas do Brasil – Canadá 2026, que levará produtores e representantes do setor para uma agenda de promoção comercial, prospecção de mercado e fortalecimento de parcerias naquele país. A ação, que ocorrerá de 26 de abril a 01 de maio, tem como objetivo estreitar relações diretamente com importadores, distribuidores e redes varejistas canadenses.

A agenda inclui visitas técnicas a centros de distribuição e supermercados em Toronto, participação na CPMA Convention and Trade Show e presença na SIAL Canada, uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos. O Canadá já se destaca como um mercado relevante para a fruticultura brasileira. Em 2025, o país importou 31,8 mil toneladas de frutas do Brasil, movimentando cerca de US$ 39,1 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, melancia e uva, que se destacam pela qualidade, regularidade de oferta e aceitação no mercado internacional. Os números evidenciam uma relação comercial já consolidada, mas com potencial de expansão considerando a demanda crescente por frutas tropicais brasileiras em um país que somente produz frutas de clima temperado.

A missão tem também o objetivo de validar as tendências de consumo, demandas específicas e oportunidades de ampliação das exportações brasileiras identificadas nos estudos de inteligência comercial. Para o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Souza, o aumento das exportações diretas para o Canadá contribui significativamente para a estratégia do setor de aumentar as exportações brasileiras de frutas frescas na América do Norte.

“Essa missão nos permite entender com mais profundidade as demandas e particularidades do mercado canadense. Será uma oportunidade importante para aumentar e consolidar os relacionamentos comerciais com os importadores daquele país”.

Para o gerente comercial da empresa Dom Vicente, Welligton Pathric, a iniciativa representa uma oportunidade concreta de expansão de mercado. “A proposta é estabelecer novas conexões com o mercado canadense, com foco na expansão e descentralização da operação de limão, aproveitando de forma estratégica essa janela de mercado, ainda que curta, na América do Norte”, afirma.

(*) Com informações da Abrafrutas

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Comércio Brasil-Canadá inicia 2026 em forte expansão e exportações brasileiras atingem o maior valor da série histórica

Resultado do primeiro trimestre reflete demanda global por ouro e reconfiguração das cadeias de suprimento de fertilizantes

Da Redação (*)

Brasília – O comércio Brasil e Canadá começou 2026 em expansão, com destaque para o desempenho das exportações brasileiras, que atingiram US$ 1,83 bilhão no primeiro trimestre. É o maior valor já registrado na história para o período. Os dados são do Quick Trade Facts (QTF), levantamento da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

O resultado confirma a continuidade da trajetória de crescimento do intercâmbio bilateral, mesmo em um ambiente internacional marcado por instabilidade geopolítica e ajustes nas cadeias globais de suprimento por conta de conflitos mundiais. No período, a corrente de comércio avançou 10%, impulsionada principalmente pela forte alta das importações brasileiras, que cresceram 37% e somaram US$ 755 milhões. O saldo comercial permaneceu favorável ao Brasil, em US$ 1,08 bilhão.

A participação do Canadá em relação a todas as exportações brasileiras ficou em 2,2%, percentual estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Nas importações houve ganho de relevância, subindo para 1,11%, indicando maior presença de produtos do país norte-americano no mercado brasileiro.

Demanda por ouro sustenta desempenho das exportações

O principal vetor das exportações brasileiras no trimestre foi novamente o ouro, cuja demanda internacional se intensificou diante de um cenário de maior aversão ao risco. A busca por ativos considerados seguros tem favorecido produtores globais, entre eles o Brasil, que mantém posição relevante no fornecimento do metal ao mercado canadense.

Além do setor mineral, a pauta exportadora contou com contribuições importantes de segmentos tradicionais, como agronegócio e indústria. Produtos como café, açúcar, carne bovina e aeronaves continuaram presentes no fluxo comercial, ainda que parte deles tenha apresentado desempenho mais moderado em comparação ao observado ao longo de 2025.

Item Jan-Mar 2026 – Valor FOB US$ Variação Jan-Mar 2026/2025 – Valor FOB (US$) Valor FOB (US$) Jan-Mar 2025
Bulhão dourado (bullion doré), em formas brutas, para uso não monetário 1.060.339.268 70% 623.520.207
Alumina calcinada 294.883.716 -45% 535.166.345
Café não torrado, não descafeinado, em grão 56.691.314 -24% 74.642.987
Outros açúcares de cana 37.772.962 -59% 92.732.039
Outros aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 15.000kg, vazios 32.125.107 -49% 62.971.362
Minérios de níquel e seus concentrados 26.589.165 18% 22.558.650
Carnes desossadas de bovino congeladas 17.419.296 171% 6.417.916
Bauxita não calcinada (minério de alumínio) 17.067.321 22% 13.985.531
Café solúvel, mesmo descafeinado 13.505.712 49% 9.074.557
Querosenes de aviação 12.319.766 35% 9.156.608
Transformadores de dielétrico liquido, de potencia superior a 10.000 Kva 12.031.200 25% 9.639.902
Outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular, que contenham, em peso, menos de 0,25% de carbono 8.893.179 -58% 21.414.477
Outros carregadoras e pá carregadoras, de carregamento frontal 8.434.634 51% 5.587.919
Outros niveladores 8.356.363 -15% 9.832.933
Outras carnes de suíno, congeladas 7.489.101 36% 5.501.887

“O desempenho do trimestre foi fortemente concentrado no ouro, refletindo um contexto internacional de maior aversão ao risco”, afirma Beatriz Calegare, gerente executiva de Desenvolvimento de Negócios e de Inteligência de Mercado da CCBC. “Ao mesmo tempo, observa-se uma acomodação em outros produtos com vendas mais tradicionais que haviam se beneficiado de condições específicas no ano passado”, emendou.

Importações crescem com fertilizantes

Do lado das importações, o avanço expressivo no trimestre foi puxado sobretudo pelos fertilizantes, que representaram cerca de 44% do total adquirido pelo Brasil e registraram crescimento significativo no período.

A expansão está associada, em grande medida, às disrupções recentes no mercado global desses insumos. Tensões envolvendo Estados Unidos e Irã impactaram rotas logísticas relevantes para o escoamento de fertilizantes produzidos no Oriente Médio e na Ásia, redirecionando parte da demanda para fornecedores alternativos. Nesse contexto, o Canadá ganhou protagonismo por contar com uma estrutura produtiva menos dependente dessas regiões.

“O crescimento das importações no trimestre desta vez foi puxado principalmente pelos fertilizantes, em um contexto de restrições na oferta global e redirecionamento de fluxos comerciais”, ressalta Calegare.

Item Jan-Mar 2026 – Valor FOB US$ Variação Jan-Mar 2026/2025 – Valor FOB (US$) Valor FOB (US$) Jan-Mar 2025
Outros cloretos de potássio 356.754.837 78% 200.477.876
Turborreatores de empuxo superior a 25kN 43.818.309 5% 41.720.000
Helicópteros, de peso não superior a 2.000kg, vazios 24.809.516 37,% 18.013.563
Cloreto de potássio, com teor de óxido de potássio (K20) não superior a 60%, em peso 21.196.001 504,1% 3.508.915
Enxofre de qualquer espécie, exceto enxofre sublimado, o precipitado e o coloidal, a granel 20.606.463 204,7% 6.762.416
Outros medicamentos contendo compostos de heterocíclicos heteroátomos nitrogenados 20.066.077 52,1% 13.192.263
Cortadores de carvão ou de rocha, autopropulsados 19.283.931 246,4% 5.566.677
Helicópteros, de peso inferior ou igual a 3.500 kg 18.825.740 – –
Aviões e outros veículo aéreos, a turbojato, 7000 kg < peso <+ 1500 kg, vazios 16.804.782 – –
Hulha betuminosa, não aglomerada 11.824.903 – –
Outros medicamentos com compostos heterocíclicos, etc, em doses 11.485.322 182,2% 4.069.443
Partes de turborreatores ou de turbopropulsores 11.454.705 -49,3% 22.604.637
Trens de aterrissagem e suas partes, para veículos aéreos, etc 6.777.773 85,9% 3.644.979
Outras máquinas e aparelhos para agricultura, horticultura, etc 5.777.153 67,9% 3.440.678
Outros aparelhos para filtrar ou depurar gases 5.064.724 5286,7% 94.022

Além dos fertilizantes, destacaram-se as compras de itens da indústria química e farmacêutica, máquinas e equipamentos industriais, bem como produtos do setor aeronáutico, segmentos diretamente ligados à atividade produtiva no Brasil.

Serviço:

Acesse dados completos e análises no estudo da CCBC: Quick Trade Facts.

(*) Com informações do CECB

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Conflito no Oriente Médio redesenha turismo global, altera rotas, seguros, decisões de consumo e impulsiona Europa

Crise já impacta o setor em US$ 600 milhões por dia e altera rotas, seguros e decisões de consumo de turistas em 2026

Da Redação (*)

Brasília – O agravamento do conflito no Oriente Médio, que já acontece há mais de um mês, começa a redesenhar o mapa global do turismo em 2026. Desde o início da crise, a região recebeu 56% menos voos, comparado com março de 2025, segundo a Cirium. O fechamento de espaços aéreos e aumento da percepção de risco pelos viajantes tem feito com que alternativas mais seguras voltem ao centro das viagens, como países da Europa Ocidental.

Um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) estima que a crise já esteja impactando o setor de viagens e turismo no Oriente Médio em pelo menos US$ 600 milhões por dia. Isso tem provocado uma mudança rápida no comportamento do turista global.

Dados internos da Coris, referência em assistência e seguro viagem com atendimento 24 horas em português, demonstram que países da Europa aparecem como principal alternativa, especialmente Espanha, França, Portugal, Itália e Grécia. A tendência é reforçada pelo histórico de atratividade do continente: a Europa segue como a região mais visitada do mundo, concentrando centenas de milhões de chegadas internacionais anuais e mantendo forte estrutura turística e conectividade aérea.

Busca de destinos mais próximos

“Existe um outro movimento de busca por viagens mais próximas, como América do Sul e Caribe, que passam uma sensação maior de segurança neste momento”, afirma Cláudia Brito, Sócia Diretora Comercial da Coris. Essa região combina menor tempo de deslocamento, menos conexões aéreas e menor exposição a áreas potencialmente afetadas por conflitos.

Em momentos de instabilidade, o viajante tende a buscar destinos mais previsíveis, com boa estrutura e facilidade de acesso. “Do ponto de vista operacional, tivemos aumento em casos de cancelamento de viagem e alterações de voos relacionados ao cenário atual, mostrando que o impacto não está só na intenção de viagem, mas também em quem já tinha planos definidos”, reforça Cláudia.

Para Mário Marques, professor de economia da SKEMA Business School,  escola global de negócios presente em 7 países, o fenômeno é uma resposta técnica à elasticidade-preço da demanda no setor.

“O QAV é fortemente atrelado à paridade internacional e ao dólar, o que tende a gerar um repasse relativamente rápido às tarifas aéreas. Já no transporte rodoviário, embora o Diesel S-10 também seja influenciado pelos preços internacionais, o repasse no Brasil nem sempre é integral ou imediato, o que pode suavizar os impactos no curto prazo. Estamos diante de um efeito substituição clássico: o consumidor não deixa de viajar, mas migra para modais de menor custo”, explica o professor.

Em um contexto de instabilidade, contar com informação atualizada, flexibilidade no planejamento e suporte humano em qualquer lugar faz toda a diferença para garantir uma experiência mais tranquila — independentemente do destino escolhido.

 

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Superávit elevado no comércio exterior esconde pressão sobre margens e exige nova estratégia das empresas

Resultado positivo nas exportações convive com alta de custos, volatilidade cambial e mudanças nas regras globais, forçando revisão das operações

Da Redação

Brasília – O Brasil mantém uma trajetória recente de superávits elevados na balança comercial, sustentada principalmente pelo desempenho do agronegócio e de commodities. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o país tem registrado resultados positivos consecutivos nos últimos anos.

Ainda assim, esse desempenho convive com uma pressão crescente sobre a rentabilidade das empresas, diante da alta de custos logísticos, da volatilidade cambial e de mudanças nas regras do comércio global.

Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo, afirma que o resultado agregado esconde desafios operacionais relevantes. “O superávit não significa que as empresas estão ganhando mais. Muitas estão vendendo mais, mas com margens comprimidas por custos que não aparecem na leitura macro dos dados”, diz.

A combinação de fatores externos ajuda a explicar esse movimento. A manutenção de juros elevados em economias centrais, oscilações cambiais frequentes e o avanço de políticas protecionistas têm aumentado o custo das operações internacionais e reduzido a previsibilidade financeira.

Medidas como a imposição de tarifas adicionais sobre produtos importados, adotadas por grandes economias, afetam diretamente a competitividade de exportadores brasileiros.

CNI destaca peso dos custos logísticos e fiscais

Além disso, gargalos logísticos e tributários seguem pressionando as operações. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que custos logísticos e fiscais podem representar cerca de 30% das operações de comércio exterior no Brasil, impactando diretamente a margem das empresas.

Para o especialista, a diferença entre empresas que preservam resultado e aquelas que perdem competitividade está na forma como estruturam suas operações. “Hoje, margem não se protege só com preço ou volume. Ela depende de gestão financeira, estratégia cambial e eficiência operacional integrada”, afirma.

Esse movimento tem levado companhias a rever processos, buscar novos mercados e investir em inteligência financeira. A diversificação geográfica tem sido uma resposta ao aumento de barreiras comerciais e à concentração em poucos destinos, enquanto cresce a demanda por soluções que integrem câmbio, logística e tributação em uma única visão de controle.

“A empresa que opera no exterior sem visibilidade de ponta a ponta está exposta. Pequenas variações de custo ou câmbio já são suficientes para transformar lucro em prejuízo”, afirma.

O especialista aponta cinco decisões para proteger margens no comércio exterior mesmo com pressão de custos

Na prática, companhias que conseguem sustentar rentabilidade adotam uma combinação de decisões estruturais que integram estratégia financeira, operação e inteligência de mercado.

  • Estruturar a gestão cambial
    A volatilidade do dólar segue como um dos principais riscos das operações internacionais. Instrumentos como hedge, contratos a termo e contas em moeda estrangeira permitem reduzir a exposição e trazer previsibilidade ao caixa. “O câmbio não pode ser tratado como uma variável passiva. Ele precisa fazer parte da estratégia”, afirma.
  • Diversificar mercados e moedas
    A dependência de poucos destinos amplia o risco comercial. A entrada em regiões como Europa e Ásia tem sido uma alternativa para diluir impactos de tarifas e instabilidade geopolítica, ainda que isso exija maior preparo operacional.
  • Revisar a estrutura de custos logísticos e tributários
    Frete internacional, armazenagem e impostos continuam entre os principais pontos de pressão. O uso de regimes especiais, como drawback, e estratégias fiscais regionais pode reduzir significativamente o custo final das operações.
  • Integrar dados financeiros e operacionais
    A fragmentação de informações dificulta a tomada de decisão. Plataformas que centralizam dados de câmbio, logística e compliance permitem antecipar riscos e ajustar rotas com mais agilidade.
  • Contar com assessoria especializada
    Empresas que operam com suporte técnico conseguem negociar melhores condições, acessar benefícios fiscais e estruturar operações mais eficientes. “Não é só sobre executar a operação, mas sobre desenhar a estratégia correta antes dela acontecer”, afirma.

Apesar dos desafios, a reorganização das cadeias globais tem criado novas oportunidades para países exportadores. O Brasil pode se beneficiar desse movimento, desde que consiga equilibrar volume e rentabilidade nas operações internacionais.

“A oportunidade existe, mas não é automática. Quem tiver controle, inteligência financeira e capacidade de adaptação vai capturar valor. Quem operar no automático tende a perder margem, mesmo com crescimento de vendas”, conclui.

 

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Exportações para a China batem recorde no 1º. trimestre impulsionadas por forte alta nos embarques e petróleo

Vendas da commodity alcançaram US$ 7,19 bilhões no primeiro trimestre, com forte presença de embarques do Rio de Janeiro. Do lado das importações, compras de carros híbridos plug-in e elétricos dispararam, somando US$ 1,23 bilhão

Da Redação (*)

Brasília – No primeiro trimestre do ano, as exportações de petróleo para a China tiveram uma alta de 94%, atingiram a cifra recorde de US$ 7,19 bilhões e contribuíram de forma relevante para o impulsionamento das vendas externas brasileiras ao gigante asiático, que somaram US$ 23,9 bilhões nos três primeiros meses deste ano, alta de 21,7% comparativamente com o mesmo período de 2025.

A marca corresponde à cifra recorde para um primeiro trimestre do ano na história do comércio sino-brasileiro.  Por outro lado, as importações originárias da China tiveram uma queda de 6% para US$ 17,9 bilhões. Os dados são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)

De acordo com o Conselho, a China foi o principal destino das exportações do Brasil no trimestre, com participação de 29%. Também foi o principal fornecedor de importados do país, com fatia de 26,3%.

Petróleo e veículos eletrificados lideram pautas exportadoras

Nesse contexto de números tão relevantes, as exportações brasileiras de petróleo para a China foram o grande destaque em um primeiro trimestre marcado por recordes expressivos. No período, os embarques de petróleo geraram a cifra US$ 7,19 bilhões, refletindo o volume recorde embarcado para o país asiático. O crescimento expressivo das exportações está associado a fatores geopolíticos que têm levado a China a diversificar seus fornecedores em meio à instabilidade no Oriente Médio.

A carne bovina foi outro produto de destaque na pauta exportadora para o gigante asiático. De janeiro a março, as vendas totalizaram US$ 1,8 bilhão, atingindo máxima histórica. Com a salvaguarda à importação de carne bovina imposta pela China no início do ano, os exportadores brasileiros aceleraram os embarques ao país para aproveitar a cota com a tarifa ainda reduzida.

Ao mesmo tempo em que as exportações estabeleceram recordes sucessivos, as importações com origem na China caíram 6% e totalizaram US$ 17,9 bilhões. E os veículos eletrificados, incluindo híbridos plug-in e modelos elétricos foram o grande destaque nas vendas chinesas ao Brasil. As exportações cresceram aproximadamente 7,5 vezes na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025, totalizando US$ 1,23 bilhão.

De acordo com o CEBC, esse avanço fora da curva se explica, em parte, pela estratégia dos importadores de antecipar embarques antes do aumento gradual das tarifas sobre veículos eletrificados. As alíquotas devem atingir 35% em julho deste ano, ante os atuais 28% para híbridos plug-in e 25% para veículos elétricos.

(*) Com informações do CEBC

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Natura lidera ranking de responsabilidade ESG no Brasil pelo 12º ano consecutivo

Companhia reafirma o protagonismo ao liderar ranking geral e também os três pilares do Ranking Merco de Responsabilidade ESG 2025: Meio Ambiente, Âmbito Social e Governança

Da Redação (*)

Brasília – A Natura lidera, pelo 12º ano consecutivo, o Ranking Merco de Responsabilidade ESG, reafirmando seu protagonismo em práticas ambientais, sociais e de governança no Brasil. Além do resultado consolidado, a companhia ocupa a primeira colocação nas três categorias que compõem a avaliação: Meio Ambiente (E); Âmbito Interno, Clientes e Sociedade (S); e Ética e Governança Corporativa (G).

Para Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura, essa conquista reforça a responsabilidade e o compromisso socioambiental da companhia. “Na Natura, a sustentabilidade se manifesta na nossa forma de fazer negócios, não sendo o ESG uma agenda paralela. Este reconhecimento prova que a nossa atuação, desde o desenvolvimento de bioativos amazônicos até o fomento da nossa rede de Consultoras de Beleza, é sustentada por uma governança inegociável, onde a ética e a transparência guiam cada decisão”, afirma.

O Ranking Merco Responsabilidade ESG utiliza uma metodologia reconhecida internacionalmente, construída a partir de múltiplas fontes e diferentes perspectivas. O processo tem início com a avaliação de membros da alta direção de empresas que faturam mais de R$ 200 milhões por ano no Brasil, responsáveis por eleger as cinco companhias mais responsáveis em cada dimensão do ESG.

Na etapa seguinte, são incorporadas as percepções de diversos públicos especializados, como profissionais de responsabilidade social corporativa, analistas financeiros, ONGs, sindicatos, associações de consumidores, jornalistas, representantes do governo e gestores de mídias sociais.

A análise também considera indicadores consolidados de outros monitores da Merco – como Merco Sociedade, Merco Digital e Merco Talento – além de dados objetivos fornecidos pelas próprias empresas. O resultado é uma visão integrada, consistente e robusta da responsabilidade corporativa no país.

Regeneração como visão de futuro

A Natura possui uma trajetória pioneira na construção de um modelo de negócio que gera impacto socioeconômico positivo de forma sistêmica, integrando pessoas, comunidades e natureza. Há mais de 25 anos, a companhia tomou a decisão histórica de desenvolver cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia, contribuindo atualmente para a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta em parceria com mais de 10,5 mil famílias agroextrativistas.

No ano passado, a Natura lançou sua Visão 2025-2050, elevando sua ambição para um modelo de negócio 100% regenerativo, com metas de zerar as emissões líquidas de escopos 1 e 2 até 2030 e do escopo 3 até 2050, ampliar a sociobioeconomia amazônica e garantir impacto socioambiental positivo. A estratégia também reforça compromissos como renda digna para consultoras e comunidades, mais diversidade em cargos de liderança e fortalecimento da resiliência climática das suas operações. Esse conjunto de avanços levou a Natura a ser reconhecida como a marca mais sustentável do mundo pela Kantar.

Nesse mesmo ano, a Natura consolidou sua liderança em ação climática ao conquistar nota A em Clima pelo CDP, principal plataforma internacional que avalia a transparência e as ações das empresas diante das mudanças climáticas. Essa conquista reflete avanços concretos na agenda ESG. Para mensurar essa evolução, a Natura adota a metodologia proprietária Integrated Profit and Loss (IP&L), que atribui valor monetário aos impactos gerados pelo negócio nos capitais social, humano e ambiental. Os resultados indicam um saldo positivo: para cada R$1 de receita, a empresa gera, atualmente, R$2,50 em impacto socioambiental positivo em suas operações na América Latina.

(*) Com informações da Natura

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Pagamentos internacionais ainda travam a América Latina e o problema não é tecnologia

Carlos Henrique (*)

A América Latina vive um ponto de inflexão no tema dos pagamentos internacionais. A região avança rapidamente na adoção de meios digitais, mas ainda enfrenta uma série de barreiras estruturais quando o objetivo é pagar ou receber além das fronteiras. Atualmente, temos uma população altamente conectada, um ecossistema financeiro em transformação e, simultaneamente, uma das maiores barreiras para transações entre países vizinhos do mundo.

Não à toa, a região tem como principal gargalo a falta de integração entre os sistemas de pagamento entre os países. Cada nação opera com sua própria regulação, infraestrutura tecnológica e padrões operacionais, resultando em altos custos, baixa previsibilidade e prazos pouco competitivos. Para empresas e consumidores, isso significa menos fluidez, mais burocracia e perda de competitividade econômica.

Outro ponto crítico é a experiência do usuário. Hoje, enviar ou receber um pagamento internacional ainda exige lidar com intermediários, tarifas caras e processos que não conversam com a realidade digital da região. Para que a América Latina avance, eu penso que será necessário construir soluções mais simples, acessíveis e intuitivas, rompendo com a lógica de que fronteiras necessariamente significam complexidade.

Mas tecnologia não é o único vetor. Essa evolução dependerá de cooperação regulatória entre países, alinhamento operacional e vontade política para promover um ambiente mais integrado de inovação financeira. A criação de pontes digitais entre as nações latino-americanas será tão importante quanto a modernização dos sistemas tecnológicos.

Brasil é protagonista da economia digital da região

Nos últimos anos, o Brasil se destacou ao desenvolver um dos sistemas financeiros mais modernos do planeta. A arquitetura de pagamentos instantâneos, o PIX, já consolidado no país, mostrou que é possível combinar eficiência, segurança e escala em um modelo público de alto desempenho. Esse avanço nos coloca em posição única para influenciar uma nova geração de soluções financeiras regionais que sejam mais integradas, interoperáveis e centradas no usuário final.

A evolução natural desse movimento está nos pagamentos internacionais em tempo real, capazes de reduzir drasticamente custos e eliminar etapas que historicamente tornaram transações cross-border lentas. A região precisa avançar para modelos que permitam receber e enviar pagamentos na hora, câmbio transparente e integração entre sistemas nacionais, reduzindo barreiras que afetam desde turistas até pequenas e médias empresas que dependem de operações entre fronteiras para crescer.

Temos a oportunidade de nos tornar protagonistas na próxima onda de inovação em pagamentos globais. O conhecimento acumulado, a maturidade digital dos consumidores e a capacidade tecnológica já presente em alguns mercados apontam para esse caminho.

O desafio é grande, mas a possibilidade de construir um ecossistema verdadeiramente integrado, eficiente e competitivo nunca esteve tão próxima.

(*) Carlos Henrique é CEO da Sttart Pay, fintech especializada em payment service provider (PSP) com atuação consolidada em países da América Latina. Além disso, possui 25 anos de experiência no mercado financeiro, Formado em Direito e Administração, é Mestre em Planejamento e Controle Societário, pela FAAP, Mestre em  Direito Penal, pela Damásio Educacional, e certificado ABT2 pela Associação Brasileira de Câmbio.

 

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Geopolítica redefine o jogo: conflito no Oriente Médio muda eixo das commodities no 2º trimestre de 2026, diz a Stonex

Relatório trimestral da StoneX mostra inflexão nas expectativas, com energia no epicentro e efeitos em fertilizantes, câmbio e alimentos

Da Redação (*)

Brasília – A escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã não apenas adicionou mais uma camada de complexidade a mercados financeiros e de commodities que já operavam sob elevada imprevisibilidade, ela redefiniu o mapa de riscos para este trimestre. Este é o ‘pano de fundo’ da 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado nesta terça-feira (14): a volta do risco como variável central, com transbordamentos que conectam geopolítica, energia, logística, custos de produção e, por fim, preços de matérias-primas e alimentos. O relatório pode ser baixado gratuitamente aqui.

De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a combinação entre tensões comerciais, escalada militar no Oriente Médio e ruídos macroeconômicos redesenhou os fundamentos de oferta e demanda e elevou a volatilidade em diferentes mercados. Desde abril de 2025, a economia global passou a conviver com uma política comercial mais incisiva e imprevisível dos Estados Unidos, que contribuiu para rearranjos nas relações internacionais e nas cadeias de suprimento, ampliando custos de produção e gerando impactos heterogêneos entre setores.

Paralelamente, o conflito no Oriente Médio extrapolava as fronteiras de Gaza e se converteu, mais recentemente, em uma guerra aberta envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, com ataques devastadores ao Líbano e a outros alvos na região, incluindo instalações petrolíferas e siderúrgicas.

Nesse contexto, o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transitam cerca de 20% da oferta global de petróleo e de GNL e parte expressiva das exportações de fertilizantes do Golfo Pérsico, desencadeou choques severos sobre a oferta de energia, logística marítima e custos da produção agrícola ao redor do mundo. O cessar-fogo de duas semanas, anunciado em 8 de abril, trouxe algum alívio imediato, mas o relatório observa que o acordo permanece frágil, o que limita as expectativas por uma resolução rápida do conflito e das projeções sobre a reabertura efetiva do Estreito e a normalização da navegação.

“O segundo trimestre de 2026 começa com uma mudança estrutural de premissas: o choque geopolítico não afeta apenas o petróleo; ele se espalha por fretes, fertilizantes, custos industriais e, no limite, por preços de alimentos. Isso recoloca a gestão de risco no centro das decisões e exige leitura integrada dos complexos de commodities”, afirma Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.

Andrioli ressalta que esses choques se somam a um ambiente macroeconômico já marcado por incertezas relevantes. As preocupações com a independência do Federal Reserve, que ganham tração com a aproximação do encerramento do mandato de Jerome Powell em maio e a expectativa de um sucessor mais alinhado à Casa Branca, adicionam uma dimensão extra de risco aos mercados globais de câmbio e renda fixa. Para o Brasil, em ano eleitoral e com vulnerabilidades fiscais próprias, a leitura do relatório é de que esse conjunto de fatores pode a amplificar a volatilidade cambial e tornar ainda mais desafiadora a administração de riscos nas cadeias de commodities.

“Quando a incerteza se espalha por juros, câmbio e energia ao mesmo tempo, o efeito sobre margens e decisões de compra e venda é imediato. Para o Brasil, o cenário exige ainda mais disciplina em estratégia comercial, hedge e planejamento”, complementa Andrioli.

Um breve olhar sobre as commodities

No complexo de grãos, o início do plantio no Hemisfério Norte coloca o clima dos Estados Unidos no centro da formação de preços, mas agora sob a conjuntura de custos mais elevados. A alta de energia e fertilizantes oferece suporte às cotações, ao mesmo tempo em que pressiona as margens dos produtores. Já no mercado de fertilizantes, o que tradicionalmente seria uma janela de compras mais favorável no segundo trimestre passa a conviver com riscos relevantes de oferta e encarecimento logístico, diretamente influenciados pela instabilidade no Golfo.

Para as commodities energéticas, o componente geopolítico permanece como força dominante de curto prazo. As consequências da guerra sobre a capacidade produtiva e as rotas comerciais dificilmente serão dissipadas rapidamente, mantendo o mercado sensível a qualquer novo desdobramento. “Mesmo em cenários de trégua, os efeitos estruturais sobre logística e custos tendem a persistir, prolongando restrições de oferta”, destaca Andrioli.

Entre as soft commodities, Andrioli destaca que o algodão caminha para um rebalanceamento com redução da sobreoferta, enquanto o café pode enfrentar pressão adicional com a entrada da safra brasileira em ano de bienalidade positiva. No cacau, a recomposição da oferta global, especialmente na África Ocidental, sugere continuidade na trajetória de acomodação dos preços.

Nos metais, o início do ano trouxe sinais mistos. A restrição de oferta sustenta parte das cotações dos metais de base, mas o ambiente de política monetária mais apertada e a busca global por liquidez em dólar, intensificada pelo conflito, contribuíram para a recente correção em metais preciosos como ouro e prata.

Em relação ao câmbio, o real brasileiro tem demonstrado resiliência, apoiado pela posição exportadora líquida de petróleo do país. “Ainda assim, a moeda segue exposta à combinação entre diferencial de juros, dinâmica eleitoral doméstica e evolução do conflito no Oriente Médio, fatores que devem compor a conjuntura para o par real/dólar nos próximos meses”, finaliza Andrioli.

Serviço:

Produzido desde 2015 pela Inteligência de Mercado StoneX, com insights elaborados por analistas do Brasil, em parceria com analistas no Reino Unido, Paraguai, Argentina, China e Estados Unidos, o Relatório Trimestral de Commodities traz análises objetivas e de abrangência global, destacando fatores que podem influenciar, no curto prazo, os mercados de produtos agrícolas, energia, metais e moedas emergentes. A publicação reflete a amplitude da cobertura global da StoneX e as capacidades da área de Inteligência de Mercado em apoiar decisões estratégicas com informação relevante e acionável.

(*) Com informações da StoneX

 

 

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Brasil tem melhor primeiro primeiro trimestre da história nas chegadas de turistas internacionais

1,05 milhão desembarcaram no país no terceiro mês do ano e 3,74 mi visitaram os destinos nacionais no trimestre; por estados, o Rio de Janeiro assumiu a dianteira entre os que mais receberam viajantes de outros países

Da Redação (*)

Brasília – O número de turistas internacionais que entraram no Brasil em março de 2026 é 13% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O país recebeu, nesses 31 dias, 1.053.098 viajantes de outros países contra 929.096 registrados no período anterior. O bom resultado dá continuidade à série de recordes que o país acumulou de janeiro a dezembro de 2025. Os números são da Embratur com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal.

O turismo internacional também cresceu no Brasil no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de janeiro a março deste ano, os destinos nacionais receberam 3,74 milhões de viajantes de outros países. O Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar entre os estados que mais receberam turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Foram 884.535 chegadas no período, seguido por São Paulo (866.751), Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).

Diante de mais um resultado histórico, o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, destacou o fortalecimento e qualificação do turismo internacional no país e o papel fundamental do Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico, para os avanços que o mercado turístico brasileiro tem alcançado.

Resultados históricos

“O turismo internacional brasileiro mostra sua força e resiliência, mesmo diante de instabilidades no contexto geopolítico mundial. Reposicionamos o país no mercado global e isso nos levou aos resultados históricos de 2025 e a este movimento de consolidação com o melhor primeiro trimestre da história em 2026. Seguiremos o trabalho com uma estratégia de promoção norteada pelo Plano Brasis, baseada em dados e inteligência de mercado. Sustentar esse crescimento e ampliar nossa competitividade significa também manter aquecida essa grande cadeia produtiva que gera receitas, emprego e renda para o país”, afirmou Reis.

Já para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números indicam que o Brasil deve, facilmente, atingir a meta definida no Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que ordena e orienta ações governamentais e a utilização de recursos públicos para o desenvolvimento do setor. “Só no primeiro trimestre já atingimos a metade da meta. O presidente Lula sabe da importância do turismo na geração de renda para o país, e por isso, o governo tem apoiado todas as ações que visam transformar nossas belezas naturais, nossa diversidade, culinária e cultura, em riqueza para os nossos cidadãos”, acrescentou o ministro.

Principais emissores

A Argentina segue em primeiro lugar na lista dos países que mais enviam turistas internacionais para o Brasil. No primeiro trimestre deste ano, os argentinos foram responsáveis por 1.648.213 de chegadas. Na sequência, vem o Chile (324.193), os Estados Unidos (231.767), o Uruguai (230.498), o Paraguai (222.474) e Portugal (114.572).

(*) Com informações da Embratur

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