Geopolítica redefine o jogo: conflito no Oriente Médio muda eixo das commodities no 2º trimestre de 2026, diz a Stonex

Relatório trimestral da StoneX mostra inflexão nas expectativas, com energia no epicentro e efeitos em fertilizantes, câmbio e alimentos

Da Redação (*)

Brasília – A escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã não apenas adicionou mais uma camada de complexidade a mercados financeiros e de commodities que já operavam sob elevada imprevisibilidade, ela redefiniu o mapa de riscos para este trimestre. Este é o ‘pano de fundo’ da 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado nesta terça-feira (14): a volta do risco como variável central, com transbordamentos que conectam geopolítica, energia, logística, custos de produção e, por fim, preços de matérias-primas e alimentos. O relatório pode ser baixado gratuitamente aqui.

De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a combinação entre tensões comerciais, escalada militar no Oriente Médio e ruídos macroeconômicos redesenhou os fundamentos de oferta e demanda e elevou a volatilidade em diferentes mercados. Desde abril de 2025, a economia global passou a conviver com uma política comercial mais incisiva e imprevisível dos Estados Unidos, que contribuiu para rearranjos nas relações internacionais e nas cadeias de suprimento, ampliando custos de produção e gerando impactos heterogêneos entre setores.

Paralelamente, o conflito no Oriente Médio extrapolava as fronteiras de Gaza e se converteu, mais recentemente, em uma guerra aberta envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, com ataques devastadores ao Líbano e a outros alvos na região, incluindo instalações petrolíferas e siderúrgicas.

Nesse contexto, o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transitam cerca de 20% da oferta global de petróleo e de GNL e parte expressiva das exportações de fertilizantes do Golfo Pérsico, desencadeou choques severos sobre a oferta de energia, logística marítima e custos da produção agrícola ao redor do mundo. O cessar-fogo de duas semanas, anunciado em 8 de abril, trouxe algum alívio imediato, mas o relatório observa que o acordo permanece frágil, o que limita as expectativas por uma resolução rápida do conflito e das projeções sobre a reabertura efetiva do Estreito e a normalização da navegação.

“O segundo trimestre de 2026 começa com uma mudança estrutural de premissas: o choque geopolítico não afeta apenas o petróleo; ele se espalha por fretes, fertilizantes, custos industriais e, no limite, por preços de alimentos. Isso recoloca a gestão de risco no centro das decisões e exige leitura integrada dos complexos de commodities”, afirma Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.

Andrioli ressalta que esses choques se somam a um ambiente macroeconômico já marcado por incertezas relevantes. As preocupações com a independência do Federal Reserve, que ganham tração com a aproximação do encerramento do mandato de Jerome Powell em maio e a expectativa de um sucessor mais alinhado à Casa Branca, adicionam uma dimensão extra de risco aos mercados globais de câmbio e renda fixa. Para o Brasil, em ano eleitoral e com vulnerabilidades fiscais próprias, a leitura do relatório é de que esse conjunto de fatores pode a amplificar a volatilidade cambial e tornar ainda mais desafiadora a administração de riscos nas cadeias de commodities.

“Quando a incerteza se espalha por juros, câmbio e energia ao mesmo tempo, o efeito sobre margens e decisões de compra e venda é imediato. Para o Brasil, o cenário exige ainda mais disciplina em estratégia comercial, hedge e planejamento”, complementa Andrioli.

Um breve olhar sobre as commodities

No complexo de grãos, o início do plantio no Hemisfério Norte coloca o clima dos Estados Unidos no centro da formação de preços, mas agora sob a conjuntura de custos mais elevados. A alta de energia e fertilizantes oferece suporte às cotações, ao mesmo tempo em que pressiona as margens dos produtores. Já no mercado de fertilizantes, o que tradicionalmente seria uma janela de compras mais favorável no segundo trimestre passa a conviver com riscos relevantes de oferta e encarecimento logístico, diretamente influenciados pela instabilidade no Golfo.

Para as commodities energéticas, o componente geopolítico permanece como força dominante de curto prazo. As consequências da guerra sobre a capacidade produtiva e as rotas comerciais dificilmente serão dissipadas rapidamente, mantendo o mercado sensível a qualquer novo desdobramento. “Mesmo em cenários de trégua, os efeitos estruturais sobre logística e custos tendem a persistir, prolongando restrições de oferta”, destaca Andrioli.

Entre as soft commodities, Andrioli destaca que o algodão caminha para um rebalanceamento com redução da sobreoferta, enquanto o café pode enfrentar pressão adicional com a entrada da safra brasileira em ano de bienalidade positiva. No cacau, a recomposição da oferta global, especialmente na África Ocidental, sugere continuidade na trajetória de acomodação dos preços.

Nos metais, o início do ano trouxe sinais mistos. A restrição de oferta sustenta parte das cotações dos metais de base, mas o ambiente de política monetária mais apertada e a busca global por liquidez em dólar, intensificada pelo conflito, contribuíram para a recente correção em metais preciosos como ouro e prata.

Em relação ao câmbio, o real brasileiro tem demonstrado resiliência, apoiado pela posição exportadora líquida de petróleo do país. “Ainda assim, a moeda segue exposta à combinação entre diferencial de juros, dinâmica eleitoral doméstica e evolução do conflito no Oriente Médio, fatores que devem compor a conjuntura para o par real/dólar nos próximos meses”, finaliza Andrioli.

Serviço:

Produzido desde 2015 pela Inteligência de Mercado StoneX, com insights elaborados por analistas do Brasil, em parceria com analistas no Reino Unido, Paraguai, Argentina, China e Estados Unidos, o Relatório Trimestral de Commodities traz análises objetivas e de abrangência global, destacando fatores que podem influenciar, no curto prazo, os mercados de produtos agrícolas, energia, metais e moedas emergentes. A publicação reflete a amplitude da cobertura global da StoneX e as capacidades da área de Inteligência de Mercado em apoiar decisões estratégicas com informação relevante e acionável.

(*) Com informações da StoneX

 

 

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Brasil tem melhor primeiro primeiro trimestre da história nas chegadas de turistas internacionais

1,05 milhão desembarcaram no país no terceiro mês do ano e 3,74 mi visitaram os destinos nacionais no trimestre; por estados, o Rio de Janeiro assumiu a dianteira entre os que mais receberam viajantes de outros países

Da Redação (*)

Brasília – O número de turistas internacionais que entraram no Brasil em março de 2026 é 13% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O país recebeu, nesses 31 dias, 1.053.098 viajantes de outros países contra 929.096 registrados no período anterior. O bom resultado dá continuidade à série de recordes que o país acumulou de janeiro a dezembro de 2025. Os números são da Embratur com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal.

O turismo internacional também cresceu no Brasil no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de janeiro a março deste ano, os destinos nacionais receberam 3,74 milhões de viajantes de outros países. O Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar entre os estados que mais receberam turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Foram 884.535 chegadas no período, seguido por São Paulo (866.751), Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).

Diante de mais um resultado histórico, o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, destacou o fortalecimento e qualificação do turismo internacional no país e o papel fundamental do Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico, para os avanços que o mercado turístico brasileiro tem alcançado.

Resultados históricos

“O turismo internacional brasileiro mostra sua força e resiliência, mesmo diante de instabilidades no contexto geopolítico mundial. Reposicionamos o país no mercado global e isso nos levou aos resultados históricos de 2025 e a este movimento de consolidação com o melhor primeiro trimestre da história em 2026. Seguiremos o trabalho com uma estratégia de promoção norteada pelo Plano Brasis, baseada em dados e inteligência de mercado. Sustentar esse crescimento e ampliar nossa competitividade significa também manter aquecida essa grande cadeia produtiva que gera receitas, emprego e renda para o país”, afirmou Reis.

Já para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números indicam que o Brasil deve, facilmente, atingir a meta definida no Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que ordena e orienta ações governamentais e a utilização de recursos públicos para o desenvolvimento do setor. “Só no primeiro trimestre já atingimos a metade da meta. O presidente Lula sabe da importância do turismo na geração de renda para o país, e por isso, o governo tem apoiado todas as ações que visam transformar nossas belezas naturais, nossa diversidade, culinária e cultura, em riqueza para os nossos cidadãos”, acrescentou o ministro.

Principais emissores

A Argentina segue em primeiro lugar na lista dos países que mais enviam turistas internacionais para o Brasil. No primeiro trimestre deste ano, os argentinos foram responsáveis por 1.648.213 de chegadas. Na sequência, vem o Chile (324.193), os Estados Unidos (231.767), o Uruguai (230.498), o Paraguai (222.474) e Portugal (114.572).

(*) Com informações da Embratur

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ApexBrasil promove Cúpula Empresarial Espanha-Brasil com presença do presidente Lula e de líderes empresariais em Barcelona

Evento promove o fortalecimento das relações econômicas bilaterais e a geração de oportunidades em setores-chave como energia, agronegócio e serviços financeiros

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE), promove, nesta sexta-feira (17), às 18 horas, em Barcelona, na Espanha, a Cúpula Empresarial Espanha-Brasil. O encontro será realizado no Hotel Melia Torre Melina e reunirá autoridades, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos dos dois países, com as presenças confirmadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

O evento integra a agenda de fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Espanha, com foco na construção de parcerias sustentáveis e na diversificação das trocas comerciais em um cenário global dinâmico. Buscando aproximar os ecossistemas empresariais e estimular a cooperação em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico, o evento visa ampliar o diálogo econômico e fomentar novas oportunidades de negócios, comércio e investimentos.

“A Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso do governo Lula com o fortalecimento de parcerias internacionais, promovendo uma agenda de desenvolvimento econômico e ampliação do comércio bilateral que impacta na geração de emprego e renda par ao nosso país. A Espanha é a nossa segunda principal parceira na União Europeia e a quinta no ranking global, um mercado que precisamos cultivar e estimular”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

A programação contará com a participação de representantes dos setores de alimentos, bebidas e agronegócios; telecomunicações; máquinas e equipamentos; transportes; energia; seguros; e serviços financeiros e relacionados. A diversidade setorial reforça o potencial de complementaridade entre as economias brasileira e espanhola, abrindo espaço para iniciativas conjuntas em inovação, infraestrutura, transição energética e integração produtiva.

Durante a cúpula, serão debatidos temas estratégicos voltados à ampliação do comércio bilateral, à atração de investimentos e à identificação de oportunidades em cadeias produtivas prioritárias. O encontro também será um espaço para troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e articulação entre empresas e instituições, com vistas à consolidação de parcerias de longo prazo.

A realização da Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, promover a inserção competitiva do país no mercado global e fortalecer a presença do Brasil em mercados estratégicos.

Relações comerciais Brasil e Espanha

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Espanha alcançou US$ 12,6 bilhões, com superávit de US$ 5,0 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras somaram US$ 8,8 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 3,8 bilhões, consolidando a Espanha como um parceiro estratégico no contexto europeu. A Espanha foi, no período, o 5º principal destino das exportações brasileiras no mundo e o 2º na União Europeia, representando 2,5% das vendas externas do Brasil. Já nas importações, ocupou a 13ª posição global e a 4ª entre os países europeus. Sob a ótica espanhola, o Brasil figura como o 13º fornecedor, com participação de 2,0% em seu mercado.

Em relação aos produtos, destacam-se óleos brutos de petróleo (36,8%), soja (18,2%), farelos e outros alimentos para animais (7,2%) e minérios de cobre e seus concentrados (7,2%), evidenciando o peso da indústria extrativa e do agronegócio. Do lado das importações brasileiras, predominam produtos da indústria de transformação, que representam cerca de 96% da pauta, com destaque para medicamentos (15,3%), óleos combustíveis (11,2%), compostos químicos (5,8%) e partes e peças de veículos (3,6%).

Considerando o potencial de diversificação de mercado, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 418 produtos com potencial de exportação para o mercado espanhol, incluindo itens como polietileno de alta densidade, abacates frescos ou secos, partes para motores e carne bovina desossada.

A relação bilateral também se destaca pela forte presença de investimentos espanhóis no Brasil, especialmente nos setores de energia, telecomunicações, infraestrutura e indústria. A Espanha é o 3º maior investidor da União Europeia no país, com estoque de US$ 56,5 bilhões.

No campo setorial, há convergência de interesses em áreas estratégicas como energia e transição energética — com protagonismo do petróleo nas exportações brasileiras — e agronegócio, com potencial de ampliação em produtos como frutas e carne bovina. Esse cenário reforça as oportunidades de aprofundamento da parceria econômica e de expansão do comércio bilateral.

Serviço

Cúpula Empresarial Espanha-Brasil

Data: 17 de abril de 2026
Horário: 18h
Local: Hotel Melia Torre Melina – Av. Diagonal, 671, Les Corts, 08028 Barcelona, Espanha

(*) Com informações da ApexBrasil

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Embratur aposta no fortalecimento do mercado turístico brasileiro e na geração de na WTM Latin America 2026

Com agenda estratégica, articulações internacionais e foco em sustentabilidade, Agência apresenta resultados recordes e projeta o futuro do turismo brasileiro no cenário global
Da Redação (*)

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur marca presença, a partir desta terça-feira (14), na 12ª edição da WTM Latin America, realizada até 16 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Em um dos principais encontros do setor na região, a Agência chega com uma atuação estratégica, com o lançamento da plataforma Desbrava, em parceria com o Sebrae, para democratizar o acesso do setor turístico brasileiro ao mercado internacional, e com o Hosted Buyers, que prepara operadores internacionais para venderem destinos brasileiros no exterior. A programação também conta com palestras e assinaturas de acordos de cooperação técnica (ACTs) que fortalecem o protagonismo do Brasil no mercado global.

De acordo com o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, a participação na WTM Latin America projeta o Brasil no cenário internacional com uma narrativa alinhada às transformações globais do turismo. “Nossa presença na WTM Latin America, com um conjunto de ações, reforça esse novo posicionamento que traduz o Brasil como um destino a ser vivido de forma consciente e regenerativa. Estamos mostrando ao mundo um país diverso e competitivo, que valoriza experiências que respeitam os territórios, as culturas locais e a biodiversidade. Trabalhamos para transformar nosso potencial em resultados concretos, ampliando conexões, atraindo investimentos e gerando oportunidades para todo o setor”, afirma.

Bruno Reis destaca momento excepcional do turismo brasileiro

Ainda conforme Bruno Reis, a presença da Agência ocorre em um momento particularmente positivo para o turismo brasileiro em que o país trabalha para diversificar mais e mais destinos nas prateleiras internacionais e alcançou, em 2025, a marca de 9,3 milhões de turistas internacionais, um crescimento expressivo de mais de 37% em relação ao ano anterior. As receitas com visitantes estrangeiros atingiram US$ 7,8 bilhões, o maior valor da série histórica.

“Os números refletem uma combinação de fatores, como a gestão por dados, geração de negócios, ampliação da conectividade aérea, o fortalecimento das ações de promoção internacional e o reposicionamento estratégico do Brasil no exterior, seguindo as diretrizes do Plano Brasis. Um trabalho que a Embratur vem fazendo em parceria com o Sebrae, com estados, municípios e o setor privado”, diz.

A feira, que reúne cerca de 29 mil profissionais e quase 800 empresas expositoras de mais de 40 países, consolida-se como um dos principais encontros B2B (empresas negociando com empresas) do setor, promovendo negócios, criação de redes de contato e troca de conhecimento entre os principais atores da indústria. Neste ano, o tema “Regenerar. Restaurar. Reconectar: Viajar com propósito” dialoga diretamente com a agenda que a Embratur constrói internacionalmente, posicionando o Brasil como destino alinhado às novas demandas de um turista mais consciente, exigente e conectado.

Participação

Neste primeiro dia de evento a Embratur e o Sebrae lançam o Desbrava, a primeira plataforma de internacionalização do turismo brasileiro, que foi pensada para democratizar o acesso de toda a cadeia turística nacional ao mercado internacional. O projeto acelera a profissionalização do setor turístico brasileiro e assegura que os usuários da plataforma atuem em uma única direção estratégica, com governança compartilhada e excelência no atendimento. Disponível via web e aplicativo, o sistema atuará simultaneamente como comunidade corporativa, rede social de negócios e ambiente de aprendizagem.

Outro ponto central da atuação da Embratur na WTM é preparar o mercado internacional para receber os destinos brasileiros. A Agência apresenta destinos estratégicos aos compradores estrangeiros, os chamados hosted buyers, além de disponibilizar espaços exclusivos para reuniões e ações de promoção do destino Brasil, fortalecendo o ambiente de negócios e ampliando oportunidades comerciais.
Além disso, a agenda focará na promoção do Brasil como um destino multiprodutos, capaz de oferecer experiências diversas que vão do turismo de natureza ao segmento de negócios, cultura, gastronomia e eventos. A estratégia também passa pelo fortalecimento do relacionamento com operadores, companhias aéreas, investidores, imprensa internacional e formadores de opinião, além da integração com estados e municípios para potencializar a oferta turística brasileira.A agenda da Agência inclui reuniões bilaterais com autoridades internacionais, encontros com empresas globais do setor e participação em painéis que discutem inovação, inteligência de dados e tendências do turismo. Um dos destaques é a

articulação institucional que envolve o Ministério do Turismo do Brasil e representantes de outros países para o fortalecimento da América Latina.

Afroturismo

Outra importante programação para a feira é a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Embratur e a Associação Brasileira de Afroturismo (ABRAFRO). A solenidade acontece durante a entrega do 4º Prêmio de Afroturismo, que tem patrocínio da Agência. O acordo estabelece a execução de ações conjuntas voltadas à promoção, no mercado internacional, de produtos e experiências que refletem a identidade afro-brasileira.

(*) Com informações da Embratur

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Importações crescem com invasão dos calçados chineses, acumulam altas desde 2021  e são pesadelo para indústria nacional 

Da Redação (*)

Brasília – Em crescimento desde 2021, as importações de calçados, em especial asiáticos, têm ampliado os desafios competitivos para a indústria nacional. O alerta é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Dados elaborados pela entidade, com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que, no trimestre, as importações somaram 15 milhões de pares e US$ 164,9 milhões, incrementos tanto em volume (+16,9%) quanto em receita (+15,9%) em relação ao mesmo período de 2025. No recorte de março, foram embarcados 5,36 milhões de pares por US$ 55,6 milhões, altas de 7% e 23,8%, respectivamente, ante o mês três do ano passado. Nos últimos cinco anos, as importações do setor já acumularam alta de 90%, em volume.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que os números vêm preocupando a entidade. “Em um cenário pouco aquecido no consumo doméstico, o incremento das importações de sapatos, principalmente aquelas realizadas com prática de dumping – com valores artificialmente mais baixos do que os praticados no mercado interno de origem -, em especial provenientes da Ásia, se torna ainda mais preocupante”, comenta.

Em março, a principal origem dos calçados importados foi a China, que embarcou ao Brasil 2,95 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 6,78 milhões, altas tanto em volume (+15,7%) quanto em receita (+46,3%) em relação ao mesmo mês de 2025. O preço médio foi de US$ 2,29 por par (em torno de R$ 11,60). Na sequência aparece o Vietnã, com embarque de 1,16 milhão de pares por US$ 27,38 milhões (altas de 35% e 57,8%, respectivamente).

No acumulado do trimestre, os dois países asiáticos também aparecem como destaques nas origens das importações. Entre janeiro e março, foram importados da China 6,13 milhões de pares por US$ 14,88 milhões, incrementos de 17% e 7%, respectivamente, no comparativo com o período correspondente de 2025. Na sequência, aparece o Vietnã (3,67 milhões de pares e US$ 85,64 milhões, altas de 9,8% e 26,6%).

Exportações em queda
O quadro para a indústria calçadista nacional se torna mais preocupante quando se verificam os números das exportações. Entre janeiro e março, foram exportados 26,32 milhões de pares por US$ 210,9 milhões, quedas tanto em volume (-16,6%) quanto em receita (-21,8%) em relação ao mesmo ínterim do ano passado. No recorte de março, as exportações somaram 9,23 milhões de pares e US$ 75,57 milhões, quedas de 12% e 21%, respectivamente, ante o mesmo intervalo de 2025.

Conforme a Abicalçados, os números negativos são reflexos das instabilidades na macroeconomia internacional, em especial nos Estados Unidos e na Argentina, os dois principais destinos das exportações brasileiras. No primeiro trimestre, foram embarcados para os Estados Unidos 2,96 milhões de pares por US$ 39,78 milhões, incremento de 1,2% em volume e queda de 27,1% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado. Já para a Argentina, foram exportados 1,54 milhão de pares por US$ 23,68 milhões, quedas de 57,1% e de 61,1%, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Estados
O principal exportador brasileiro do setor é o Rio Grande do Sul. No trimestre, partiram das fábricas gaúchas para o exterior 8,18 milhões de pares por US$ 105,77 milhões, quedas tanto em volume (-4,6%) quanto em receita (-15,9%) em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na sequência, aparecem o Ceará e São Paulo. O primeiro, no trimestre, embarcou 8,15 milhões de pares por US$ 42 milhões, quedas tanto em volume (-32,9%) quanto em receita (-32,9%), enquanto o segundo exportou 1,3 milhão de pares por US$ 19,15 milhões, reveses de 26% e 24,4%, respectivamente, ante o mesmo intervalo de 2025.

(*) Com informações da Abicalçados

 

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Malásia ganha força como  destino estratégico e porta de entrada para o Sudeste Asiático para turistas sul-americanos

Com isenção de visto, boa conectividade aérea e excelente custo-benefício, o país se consolida como destino estratégico para viajantes latino-americanos

Com uma malha aérea cada vez mais eficiente e isenção de visto para a maioria dos países latino-americanos, a Malásia se consolida como a porta de entrada mais acessível para o Sudeste Asiático.

Sob o slogan “Malaysia, Truly Asia”, o país faz jus à proposta. Trata-se de um verdadeiro mosaico cultural, único no mundo, onde comunidades malaia, chinesa, indiana e indígena convivem em harmonia. A Malásia proporciona uma imersão autêntica na diversidade asiática em um único destino: dos vibrantes mercados de rua de Kuala Lumpur aos templos históricos de Penang, passando por uma gastronomia rica, moldada por gerações de intercâmbio cultural.

No contexto da campanha Visit Malaysia 2026, o país reforça sua estratégia de atração do viajante internacional com infraestrutura moderna, custos competitivos e ampla conectividade aérea – fatores que tornam a viagem mais prática e acessível para o público da América Latina.

Kuala Lumpur: a principal porta de entrada para a Ásia

O Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur (KLIA) é um dos principais hubs do Sudeste Asiático e o ponto de chegada natural ao país. A partir dele, é fácil se conectar a destinos icônicos como Penang, Langkawi, Bornéu (Sabah e Sarawak) e Malaca, por meio de voos domésticos curtos.

Mas Kuala Lumpur vai além de um ponto de conexão – é um destino completo. Cosmopolita e cheia de contrastes, a cidade combina arranha-céus emblemáticos, como as Torres Gêmeas Petronas, com bairros tradicionais, mercados de rua e uma das cenas gastronômicas mais diversas da Ásia – tudo com preços mais competitivos em comparação a outros destinos da região.

Como chegar saindo da América Latina

Embora ainda não haja voos diretos, Kuala Lumpur é acessível por três principais rotas, com tempo total de viagem entre 20 e 26 horas:

Via Europa: conexões por Paris (Air France), Amsterdã (KLM), Londres (British Airways), Frankfurt ou Munique (Lufthansa), Roma (ITA Airways) e Madri (Iberia). Muitas dessas rotas permitem incluir stopovers, agregando valor à viagem. Destaque para a nova rota Frankfurt–Kuala Lumpur da Lufthansa, prevista para outubro de 2026.

Via Oriente Médio: conexões por Dubai (Emirates), Doha (Qatar Airways) e Istambul (Turkish Airlines), três dos hubs mais bem conectados do mundo, com voos diários para Kuala Lumpur.

Via Ásia: para quem deseja ampliar o roteiro, conexões por Singapura (Singapore Airlines) ou Bangkok (Thai Airways) permitem combinar a Malásia com outros destinos do Sudeste Asiático.

Os principais pontos de partida na América Latina – Cidade do México, Bogotá, São Paulo e Buenos Aires – têm acesso a essas rotas, com destaque para São Paulo e Buenos Aires, que oferecem maior variedade de combinações.

Penang: um dos destinos imperdíveis de 2026

Entre os destaques da Malásia, Penang se posiciona como um dos destinos mais relevantes do ano. A região foi incluída na lista “52 Places to Go in 2026”, do The New York Times, recomendada pela CNN Travel e apontada pela AFAR como um destino em ascensão.

O motivo é claro: George Town, capital de Penang e Patrimônio Mundial da UNESCO, é uma cidade compacta e ideal para explorar a pé. Em poucos quarteirões, o visitante transita entre templos chineses, mesquitas, murais de arte urbana e barracas tradicionais de char kway teow com décadas de história. Não à toa, Penang é considerada a capital do street food do Sudeste Asiático – uma experiência gastronômica que, por si só, já justifica a viagem.

Um destino multicultural, seguro e pronto para receber o mundo

Além da conectividade, a Malásia se destaca pela estabilidade e segurança. Em um cenário global desafiador, o país se posiciona como um destino confiável, com infraestrutura turística de alto nível, hospitalidade reconhecida e excelentes padrões de serviço.

Sua diversidade cultural também é um diferencial marcante: malaios, chineses, indianos e comunidades indígenas convivem em harmonia, refletindo-se na gastronomia, nos festivais, na arquitetura e no estilo de vida local.

Com isenção de visto, custos acessíveis, conexões aéreas eficientes e crescente reconhecimento internacional, a Malásia reúne todos os atributos para conquistar o viajante latino-americano. Das ruas vibrantes de Kuala Lumpur às praias de Langkawi, passando pela selva de Bornéu e pela cena gastronômica de Penang, o destino oferece a diversidade de um continente inteiro em uma única viagem – e, hoje, chegar lá está mais fácil do que nunca.

Para descobrir mais sobre a Malásia, acesse: https://www.malaysia.travel/

(*) Com informações da Turismo da Malásia

 

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O conflito no Irã como novo atoleiro para os EUA no Oriente Médio

Fernanda Brandão (*)

O envolvimento recente dos Estados Unidos no Oriente Médio tem sido marcado pela dificuldade de realização dos interesses apresentados para o início de intervenções e ataques na região. No início dos anos 2000, a “Guerra ao Terror”, com a invasão do Iraque e do Afeganistão, drenaram recursos financeiros e humanos dos Estados Unidos e implicaram em uma longa presença de tropas americanas na região. A guerra foi responsável pelo aumento expressivo do endividamento público do país. Ao mesmo tempo, a perda de soldados numa guerra longa e que não entregou os objetivos esperados deixou na população americana uma rejeição ao envio de suas tropas para a região.

O conflito no Irã já tem se mostrado mais complexo do que o esperado pelo governo americano. O regime dos Aiatolás tem se mostrado resiliente e sua capacidade de manter o estreito de Ormuz fechado frente às ameaças do Presidente Trump revelam que provavelmente houve um erro de cálculo ao se pensar a estratégia para o conflito. A princípio, o presidente americano afirmou que esta seria uma incursão rápida e que haveria rápida capitulação do regime iraniano. Contudo, o conflito já tem mais de um mês e o estreito de Ormuz continua fechado pela Guarda Revolucionária Iraniana.

O conflito e o fechamento do estreito de Ormuz trazem impactos importantes sobre a economia global, sobretudo sobre o mercado de energia. Passam pelo estreito de Ormuz cerca de 20% do petróleo global, além de outros produtos químicos e minerais importantes para a produção de fertilizantes, por exemplo. Nas últimas semanas, o preço do barril do petróleo tem flutuado de acordo com as perspectivas de manutenção do fechamento do estreito. O aumento do preço do petróleo tem impactos sobre o comércio internacional com aumento do frete causando elevação de preços generalizada sobre produtos importados.

Além da crise energética causada pela falta de abastecimento em decorrência do fechamento do estreito de Ormuz, a escassez de fertilizantes resultante do fechamento do estreito levante preocupações sobre a segurança alimentar uma vez que afeta a potencialidade de plantio durante a primavera no hemisfério norte e no hemisfério sul no segundo semestre deste ano.

As Nações Unidas têm trabalhado para criar uma iniciativa diplomática que garanta a livre passagem de navios carregados de fertilizantes e produtos químicos utilizados na produção de fertilizantes. O conflito também tem impacto sobre os gastos públicos americanos. A previsão do orçamento para o setor de defesa é de que ultrapasse US$ 1 trilhão de dólares, um aumento de 13% em relação ao orçamento previamente determinado. O uso de mísseis, aeronaves e porta-aviões no combate no Irã
tem um custo elevado.

O governo americano tem feito sucessivas ameaças para que haja a abertura do estreito, inclusive ameaçando a “destruição de uma civilização inteira em uma noite” caso as demandas americanas não fossem atendidas. Nesse tempo, as ameaças americanas em atacar infraestrutura importante de energia no Irã tem sido respondida pelo governo iraniano convocando sua população a criar escudos humanos em torno dessas instalações. Apesar do fim do prazo estabelecido, o governo americano estendeu mais uma vez por duas semanas a data supostamente final para a abertura do estreito.

Segundo Trump, há um cessar-fogo em vigor para continuidade das negociações com o Irã. Contudo, a continuidade dos ataques israelenses sobre o Líbano tem sido interpretada pelo Irã como uma violação do cessar-fogo e mantém o estreito de Ormuz fechado.

No meio tempo, o Paquistão tem se mostrado um ator mediador e no fim de semana foram realizadas conversas em Islamabad com o objetivo de que um acordo entre as partes fosse alcançado. O Irã tem como suas principais demandas a suspensão dos ataques ao Líbano, o descongelamento dos recursos iranianos, e demanda que o acordo final contemple pagamentos para a reconstrução do país, reconhecimento de sua soberania sobre o estreito, seu direito de enriquecer urânio seja garantido e o fim das agressões militares. Esses termos contradizem os interesses americanos no país que envolvem o fim total do programa de enriquecimento nuclear do país.

A não disposição das partes em ceder em suas demandas resultou na declaração por parte dos Estados Unidos de que as negociações realizadas no Paquistão não foram bem-sucedidas, levando Donald Trump a declarar um fechamento do Estreito de Ormuz para navios com destino ou de origem de portos iranianos. A manutenção da passagem de navios oriundos do Irã carregados de petróleo é um dos principais meios de sobrevivência econômica do regime iraniano. Ao mesmo tempo, a ação americana pode ser interpretada como ato de guerra por Teerã e contribuir para o escalonamento do conflito.

A resiliência do Irã diante do conflito coloca o presidente dos Estados Unidos em uma situação complexa. Domesticamente, sua popularidade tem sido negativamente afetada pelo envolvimento em um conflito que não é consenso entre a sua população. Para a maior parte da população americana, o envolvimento no conflito com o Irã atende mais aos interesses israelenses do que aos interesses americanos. Essa insatisfação pode se refletir nas eleições de meio de mandato que devem acontecer em novembro levando à perda da maioria republicana nas casas do Congresso americano.

Além disso, a imposição de ultimatos e a prorrogação desses prazos no último minuto podem acabar enfraquecendo a percepção internacional sobre a disposição do presidente americano em cumprir sua palavra. A elevação do tom contra o Irã cria a expectativa de que ou o governo iraniano terá que ceder e aceitar os termos impostos pelos EUA ou haverá uso mais intenso da força levando ao escalonamento do conflito. Ao não
cumprir suas ameaças, Trump deixa a impressão de que os Estados Unidos não cumprem suas promessas.

Assim, o conflito no Irã pode se tornar outro atoleiro, no sentido de que os Estados Unidos se envolveram em um conflito e não conseguiram alcançar seus interesses políticos, drenando recursos econômicos e militares do país. O envolvimento em um conflito sem perspectiva de fim no Oriente Médio também contraria as críticas feitas por Donald Trump a seus antecessores por terem se envolvido em conflitos na região. O contexto marcado pelo aumento dos gastos públicos e a inflação resultante do fechamento do Estreito de Ormuz pode dificultar o cenário para as eleições de meio termo e para a eleição de um sucessor ligado ao trumpismo.

(*) Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

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Embratur e Turismo de Portugal estreitam laços no Fórum Atlântico de Turismo em São Paulo

Agência brasileira apresentou indicadores recordes e discutiu a diversificação da oferta turística em segmentos de bem-estar e cultura para atrair mais portugueses ; voos entre as nações devem somar 6,4 mil operações este ano

Bruno Reis apresentou indicadores de crescimento do turismo internacional no Brasil, recorde em 2025 com 9,3 milhões de chegadas de viajantes de outros países

Da Redação (*)

Brasíia – A Embratur participou, nesta segunda-feira (13), do Fórum Atlântico de Turismo Brasil-Portugal, em São Paulo (SP). O encontro aconteceu no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel e debateu promoção internacional, fluxo turístico, o fortalecimento das relações entre os dois países, conectividade aérea e investimentos.

O diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, foi convidado para integrar o painel de abertura da conferência, com o tema “Portugal & Brasil: Viagens Que Nos Ligam”, ao lado da vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Lídia Monteiro, e moderação da jornalista especializada em turismo, Nathalia Molina, do Estadão.

Para estreitar o diálogo bilateral, o evento em formato de summit reuniu lideranças públicas e privadas dos dois países. A participação do Secretário de Estado do Turismo e Comércio de Portugal, Pedro Machado, marcou a reunião. Organizado pela Fundação Luso-Brasileira, o fórum também contou com a presença de mais de 90 participantes do setor de turismo brasileiro, além da imprensa.

A programação contou com cinco painéis de especialistas que discutiram o desenvolvimento de fluxos de viagens entre os destinos. Os debates também abordaram a diversificação da oferta brasileira em segmentos de alto valor agregado como inovação, bem-estar e cultura.

Bruno Reis destaca a Importância da aproximação Brasil-Portugal

Durante a conferência, Bruno Reis apresentou indicadores de crescimento do turismo internacional no Brasil, que foi recorde em 2025 com 9,3 milhões de chegadas de viajantes de outros países, um crescimento expressivo de mais de 37% em relação ao ano anterior, e estratégias para atrair mais europeus ao território nacional. Entre outras ações, a Embratur atuou para solidificar a imagem dos destinos brasileiros no exterior e ampliar rotas de voo em parceria com estados, municípios e o setor privado.

Para Bruno Reis, a aproximação entre os dois países se reflete nos bons números no turismo internacional. “Participamos de um painel com o Turismo de Portugal, para falar sobre esse crescimento de portugueses no território brasileiro nos últimos três anos e, também, nos dois primeiros meses de 2026, em que Portugal virou o nosso primeiro mercado emissor da Europa. Discutimos como a gente consegue crescer ainda para esse ano, falando sobre a atração de conectividade aérea e novos empreendimentos hoteleiros, para ampliar as relações comerciais entre os dois países”, explicou.

A representante do Turismo de Portugal destacou que “a cooperação entre o Turismo de Portugal e Embratur tem sido muito frutífera para os dois países”. “É certo que os portugueses gostam de visitar o Brasil, mas também os brasileiros são muito bem recebidos em Portugal. Temos que aprender juntos. Temos dois países extraordinários, raízes em comum e, por isso, eu acredito que é na cooperação que nós vamos conseguir crescer juntos”, afirmou Lídia Monteiro.

“Para os portugueses, o Brasil é sempre um país que significa alegria, boa comida, boa disposição, boa música e naturalmente um clima extraordinário. Os portugueses gostam de visitar o Brasil, gostam da cultura brasileira e gostam de viver junto com os brasileiros”, completou.

E na visão do presidente da Fundação Luso Brasileira, Paulo Campos Costa, “Portugal e Brasil, unidos pela história e pela língua, têm no turismo uma oportunidade única de crescimento conjunto, valorizando suas riquezas naturais, culturais e humanas”.

Os portugueses em números

A participação no fórum ocorre em um cenário de resultados históricos na chegada dos lusos ao país. Em 2025, o Brasil recebeu 273.483 turistas de Portugal, alta de 25% em relação ao período anterior. Esse volume posicionou a nação ibérica como o sétimo maior emissor global de visitantes para os destinos brasileiros.

Dados iniciais de 2026 indicam a continuidade da expansão, com aumento de quase 30% nas chegadas lusitanas nos primeiros meses. Para sustentar esse fluxo, a malha aérea prevê a operação de 6.460 voos e 15 rotas de conexão este ano. O gasto médio desses viajantes em solo brasileiro é elevado, atingindo a marca de US$ 1.955,30.

(*) Com informações da Embratur

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Conflito no Irã derruba exportações para países do Golfo em março, mas trimestre segue positivo, informa Câmara Árabe Brasileira

Vendas ao bloco recuam 31%, enquanto acumulado do ano avança 8,14% e soma US$ 2,41 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro, já impacta as exportações brasileiras para os países árabes do Golfo, importantes mercados para produtos do agronegócio e minerais.

As vendas para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã — que formam o bloco econômico conhecido como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — caíram 31,47% em março na comparação anual, para US$ 537,11 milhões, segundo dados da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Apesar do recuo no mês, o desempenho no trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as exportações para o CCG cresceram 8,14%, somando US$ 2,41 bilhões. Considerando todos os 22 países acompanhados pela entidade, incluindo as nações árabes do Levante e as africanas, a alta foi de 3,90%, para US$ 5,13 bilhões.

Segundo a Câmara Árabe, o fechamento do Estreito de Ormuz, que restringiu o acesso a portos estratégicos do Golfo, interrompeu uma trajetória de alta nas vendas brasileiras. O impacto ainda não compromete o resultado agregado, mas pode se intensificar ao longo do ano, dependendo da evolução do conflito.

Exportações caem com guerra no Irã

“As vendas para o CCG, que concentra os maiores mercados árabes e responde por 47% das exportações para o bloco de países, vinham em alta em janeiro e fevereiro na comparação com 2025, segundo melhor ano da série histórica”, afirma o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Mohamad Mourad. “O recuo de março decorre do conflito e, por ora, não afeta o acumulado, mas ainda pode trazer impactos”.

No agronegócio, que responde por cerca de 75% das vendas, as exportações para o CCG recuaram 25,38% em março, mas acumulam alta de 6,8% no trimestre, de US$ 1,44 bilhão, graças a ganhos em produtos importantes, contrabalançados por perdas em outros itens. Principal item da pauta agropecuária, o frango recuou 13,80% no mês, para US$ 185,50 milhões, mas só 2,32% no acumulado, para US$ 619,12 milhões.

O açúcar, segundo principal produto, recuou 43,37% em março, para US$ 54,07 milhões, mas avançou 26,41% no ano, para US$ 363,11 milhões. A carne bovina destoou, com alta de 23,87% no mês mais intenso do conflito, para US$ 47,75 milhões, além de avanço de 65,29% no trimestre, para US$ 194,56 milhões.

O milho praticamente deixou de ser embarcado ao CCG em março, com queda de 99,96%, para US$ 0,03 milhão, embora o recuo no acumulado ainda seja limitado a 5,8%, no total de US$ 61,22 milhões. Já o café registrou alta de 34,24% no mês de março, para US$ 9,97 milhões, e de 64,3% no trimestre, para US$ 49,58 milhões.

Outro ponto de atenção é o recuo nas importações brasileiras de fertilizantes provenientes do CCG, que caíram 51,35% no primeiro trimestre. A região responde por cerca de 10% do fertilizante adquirido pelo agronegócio brasileiro no exterior.

“Esse é um ponto que preocupa tanto o nosso agro quanto os países árabes, que dependem da capacidade do Brasil de disponibilizar alimentos excedentes”, pontua Mourad. “É preciso buscar formas de minimizar esses impactos”, finaliza.

Baixe a íntegra dos dados aqui.

(*) Com informações da Câmara Árabe-Brasileira

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Wine South America 2026 será realizada no mês de maio em Bento Gonçalves com expressiva participação internacional

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina

Da Redação (*)

Brasília – Em contagem regressiva: falta um mês para a Wine South America 2026, que acontece de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha, maior polo produtor de vinhos do Brasil. Consolidada como uma plataforma de negócios do setor vitivinícola na América Latina, a feira reunirá mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com rótulos de mais de 20 pWine South Americaaíses.

Ao longo de três dias, o evento deve concentrar milhares de conexões comerciais e reforçar seu papel como hub de negócios do vinho, reunindo produtores, compradores e especialistas em um ambiente voltado à geração de oportunidades e à troca de conhecimento. Tudo isso em um destino enoturístico que permite que compradores visitem in loco vinícolas e produtores, ampliando conexões e facilitando a geração de negócios.

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina, além de estreias como Nova Zelândia e Alemanha, ampliando a diversidade de origens e reforçando o interesse global pelo mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a feira evidencia a evolução da vitivinicultura nacional, reunindo vinícolas de diferentes regiões do país: além da Serra Gaúcha, ganham espaço novos terroirs como Santa Catarina, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco, refletindo a expansão e a diversidade do vinho brasileiro.

O credenciamento para a WSA 2026 está disponível no site da feira – winesa.com.br, bem como a programação completa.

Wine South America 2026 em números

+ de 400 marcas nacionais e internacionais,

+ de 20 países participantes,

+ de 5.000 rótulos de vinhos e espumantes,

+ de 2.000 reuniões de negócios.

(*) Com informações da Wine South America

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