Turismo, câmbio e Copa: como a valorização do dólar impacta o consumo de brasileiros no exterior

Taisa Bilecki (*)

A relação entre turismo internacional e câmbio nunca foi tão visível quanto no atual ciclo econômico. À medida que a alta temporada de viagens se aproxima, impulsionada por grandes eventos esportivos, como a Copa, o comportamento do turista brasileiro no exterior se torna um termômetro claro da economia: quando o dólar sobe, o consumo muda; quando cai, ele explode.

Os números recentes ajudam a dimensionar esse fenômeno. Apenas no primeiro trimestre de 2026, os brasileiros gastaram cerca de US$6,04 bilhões em viagens internacionais, o maior valor da série histórica do Banco Central e uma alta de 21,9% em relação ao ano anterior. O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto: esse crescimento ocorreu em um momento de valorização do real frente ao dólar, o que aumentou o poder de compra dos viajantes.

Esse ponto é central. O turismo internacional brasileiro é altamente sensível ao câmbio, talvez mais do que em outros países. Quando o dólar recua, viajar deixa de ser exceção e volta a ser um projeto possível para a classe média. O resultado aparece imediatamente nas estatísticas: mais passagens compradas, maior permanência no destino e, principalmente, aumento no consumo.

Por outro lado, em cenários de dólar valorizado, como o que pode ocorrer em ciclos de instabilidade global ou eventos de grande demanda internacional, como a Copa, o efeito tende a ser o inverso: o brasileiro viaja, mas consome menos. A decisão de viajar já foi tomada, muitas vezes com antecedência, mas o comportamento no destino muda. Trocam-se restaurantes por mercados, hotéis por acomodações alternativas e compras por experiências mais controladas.

Outro aspecto relevante é a forma de pagamento. O avanço dos meios digitais transformou o padrão de consumo do turista brasileiro. Em 2025, os gastos com cartões no exterior ultrapassaram US$ 8,2 bilhões apenas entre janeiro e julho, com forte concentração na Europa e nos Estados Unidos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Além disso, contas internacionais em dólar e fintechs ampliaram o acesso à moeda estrangeira, permitindo planejamento cambial prévio, o que suaviza, mas não elimina, o impacto da valorização da moeda americana.

Esse movimento revela uma mudança comportamental. O brasileiro não apenas viaja mais, mas também está mais sofisticado financeiramente. Ele compara taxas, antecipa câmbio e diversifica meios de pagamento. Ainda assim, a elasticidade do consumo permanece evidente: o câmbio continua sendo o principal determinante do quanto se gasta no exterior.

Com a proximidade da Copa do Mundo, por exemplo, esse cenário tende a se intensificar. A combinação de alta demanda, preços inflacionados nos destinos e possíveis oscilações cambiais cria um ambiente desafiador para o turista brasileiro. Mais do que decidir viajar, será preciso decidir como viajar.

No fim das contas, o câmbio não define apenas o destino, define o comportamento. Entre duty free e controle de gastos, entre parcelamento e planejamento, o brasileiro segue adaptando seu consumo a uma variável que, embora externa, influencia diretamente suas escolhas. E, em tempos de Copa, essa equação fica ainda mais evidente: viajar continua sendo prioridade, mas gastar — isso depende do dólar.

(*) Taisa Bilecki – Head de Câmbio do Banco Braza

O post Turismo, câmbio e Copa: como a valorização do dólar impacta o consumo de brasileiros no exterior apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasil avalia que tarifaço dos EUA foi politizado mirando eleições; Alckmin critica Flávio Bolsonaro

Representantes de Brasília e Washington seguem negociando acordo

Da Redação (*)

Brasília – Em meio às tratativas sobre as taxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil, os negociadores brasileiros têm atuado levando em conta que as medidas foram politizadas em um contexto eleitoral no qual a Casa Branca tem interesse nos resultados do pleito presidencial de outubro de 2026, aqui no Brasil.

Ambos os governos seguem negociando um possível acordo comercial. O Brasil busca convencer os EUA de que um acordo seria mais vantajoso para os países do que as tarifas extras de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

Na última quarta-feira (24) o perfil do Itamaraty no X publicou a posição do governo brasileiro em relação ao tarifaço estadunidense, afirmando que a medida “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”. Na publicação, o Ministério das Relações Exteriores informou ainda que o Brasil segue atuando por meio dos canais oficiais de interlocução entre os governos para demonstrar que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

Alckmin critica ação de Flávio Bolsonaro

Após participar de evento sobre Mercosul-União Europeia nesta sexta-feira (26), em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pré-candidato à Presidência da República, em negociar a questão das tarifas com os EUA. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando remediar o que foi feito”, disse.

O prazo para definir a aplicação, ou não, das tarifas, é o dia 15 de julho. O governo brasileiro tem uma agenda de reuniões até lá com os representantes da Casa Branca e acredita que é possível, apesar de difícil, conseguir um acordo com os estadunidenses.

Ao mesmo tempo, existe a percepção de que o governo Trump deve evitar um acordo que possa favorecer o governo brasileiro diante a proximidade das eleições presidenciais no Brasil. Nesse contexto, essa não seria uma negociação estritamente comercial, até porque os EUA tem superávit com o Brasil, mas sim uma negociação inserida na nova política de segurança nacional de Donald Trump de buscar a reinserção dos EUA no mundo sobre novas bases.

A nova política de segurança nacional de Trump, publicada em dezembro de 2025, afirma que os EUA devem buscar a “proeminência” na América Latina enquanto área de influência de Washington, afastando atores de fora do Hemisfério da região, em um recado à China.

Nesta semana, Donald Trump compartilhou artigo que afirma que a eleição no Brasil é um dos “grandes testes” dos EUA na América Latina. O texto repercutido por Trump defende que a saída do “esquerdista” Luiz Inácio Lula da Silva favoreceria os interesses da Casa Branca.

A aplicação da Seção 301 e a reação do Brasil

A recomendação da USTR para taxar o Brasil é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Brasil avalia que tarifaço dos EUA foi politizado mirando eleições; Alckmin critica Flávio Bolsonaro apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Gastos de turistas internacionais no Brasil crescem 11%, batem recorde histórico e chegam a R$ 25 bilhões em 2026

Resultado de janeiro a maio é 11% maior em relação ao ano passado; só em maio, crescimento é de 19%

Da Redação (*)

Brasília – Os gastos de turistas internacionais atingiram em 2026 o maior valor da história entre janeiro e maio: R$ 25 bilhões. O valor é 11% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas atingiram R$ 22,6 bilhões.

Em maio, os gastos também foram recordes: R$ 4,08 bilhões e 19% maior que o valor registrado no mesmo mês de 2025, quando atingiram R$ 3,42 bilhões.

Os dados, analisados pelo Ministério do Turismo, foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central.

Para o ministro do turismo, Gustavo Feliciano, os números reforçam a confiança do turista internacional no Brasil.

“O aumento registrado em maio e no acumulado do ano mostram que o turismo está mais aquecido do que nunca. Isso significa mais hotéis cheios, mais restaurantes movimentados, comércio e serviços faturando mais. É o turismo gerando emprego, renda e se tornando um dos principais setores que impulsionam a economia brasileira”, afirmou.

O avanço das receitas acompanha o crescimento do fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil. Em maio, o país registrou o melhor desempenho da série histórica para o mês, com a entrada de 486.262 visitantes internacionais. O volume representa um aumento de 5,4% em relação a maio de 2025, quando 461.341 turistas desembarcaram em destinos brasileiros.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período do ano passado.

Fluxo de turistas chineses cresce 43% em cinco meses

O Brasil também registrou recorde histórico na chegada de turistas chineses em maio de 2026. No mês passado, 15.380 visitantes da China desembarcaram no país. O número é 75% maior em relação a maio de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses.

No acumulado do ano também houve aumento de chineses no Brasil. De janeiro a maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país – número 43% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 chegaram ao Brasil.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, cumpriu agenda recentemente na China, com objetivo de atrair mais turistas para o Brasil.

Ele participou da ITB China 2026, uma das principais feiras de turismo voltadas ao mercado asiático. A agenda ocorreu dias depois do Governo do Brasil anunciar a isenção de vistos para chineses que vêm ao país.

A medida, que passou a valer em 11 de maio, é válida até 31 de dezembro deste ano. A isenção engloba viagens para turismo ou negócios.

Na China, ele apresentou o potencial turístico do país à associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, intensificando a estratégia de divulgar os destinos brasileiros naquele mercado.

O ministro também negociou a abertura de novas rotas entre os dois países e articulou parceria com a gigante Trip.com, uma das maiores companhias digitais de viagem do mundo. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, numa ação em parceria com a Embratur.

Ainda em Xangai, o Ministério do Turismo lançou o guia de investimentos em mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões. O objetivo é ampliar a presença de turistas e investidores chineses no Brasil.

(*) Com informações do MTur

O post Gastos de turistas internacionais no Brasil crescem 11%, batem recorde histórico e chegam a R$ 25 bilhões em 2026 apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordo Mercosul-União Europeia: MDIC inicia agenda nacional para ampliar oportunidades de negócios

Primeira edição do Conexões Produtivas reuniu empresários, setor produtivo e autoridades em São Paulo e deu início a uma agenda nacional que percorrerá diferentes estados brasileiros

Da Redação (*)

Brasília – Três em cada dez empresas exportadoras brasileiras já vendem seus produtos para a União Europeia. Em 2025, foram 8.769 empresas. Para ampliar ainda mais as oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia, o governo brasileiro lançou, nesta sexta-feira (26/6), o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que percorrerá diferentes regiões do país para aproximar o setor produtivo das oportunidades abertas pelo acordo comercial.

A primeira edição foi realizada em São Paulo e marcou o início da agenda nacional, que terá sua próxima etapa no Acre, em 1º de julho.

O encontro contou com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; do ministro MDIC, Márcio Elias Rosa; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; do presidente da ABDI, Olavo Noleto; além de empresários, representantes da indústria, especialistas e lideranças do setor produtivo.

Alckmin: “acordo é uma vitória do diálogo”

“O Acordo Mercosul-União Europeia responde às necessidades e às potencialidades do Brasil. Ele amplia oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece nossa política industrial, impulsiona a integração produtiva e aproxima o setor produtivo de um dos maiores mercados do mundo”, destacou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Estudos da ApexBrasil identificaram 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata em 25 países da União Europeia, abrangendo setores como alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, artigos manufaturados e segmentos da indústria de transformação.

” O Acordo Mercosul-União Europeia é uma vitória do diálogo. Agora, o desafio é fazer negócios, ampliar vendas e aproveitar as oportunidades. Em um cenário internacional cada vez mais complexo, ampliar exportações e diversificar mercados é fundamental. “, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Painel: Oportunidade por Estados

Durante o evento, foi lançado o Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado, plataforma desenvolvida pela ApexBrasil com dados do MDIC que permite identificar, por unidade da Federação, os produtos brasileiros que poderão se beneficiar da redução e da eliminação gradual das tarifas previstas no acordo. A ferramenta amplia o acesso das empresas à inteligência comercial e facilita a identificação de oportunidades de negócios em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

A iniciativa integra a estratégia do governo brasileiro de apoiar a implementação do Acordo Mercosul-União Europeia, ampliar o acesso das empresas à inteligência comercial e transformar as oportunidades abertas pelo acordo em resultados concretos para o setor produtivo.

“O Acordo Mercosul-União Europeia é uma das grandes ferramentas para ampliar e diversificar as exportações brasileiras. Vamos realizar 150 ações voltadas ao mercado europeu, com investimento de R$ 130 milhões, beneficiando cerca de 2.600 empresas brasileiras, para transformar as oportunidades abertas pelo acordo em resultados concretos para as empresas”, ressaltou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

“O trabalho conjunto da ABDI, da ApexBrasil e do MDIC busca aproximar o setor produtivo brasileiro das oportunidades abertas pelo acordo, preparando nossas empresas para ampliar sua competitividade, gerar mais empregos e fortalecer a indústria nacional”, disse o presidente da ABDI, Olavo Noleto.

O Conexões Produtivas – Rotas de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia integra a estratégia do governo brasileiro para aproximar empresas das oportunidades abertas pelo acordo comercial, ampliar o acesso à inteligência de mercado e fortalecer a inserção internacional do setor produtivo. A iniciativa percorrerá diferentes estados brasileiros, levando informações, ferramentas e oportunidades para empresas de todas as regiões do país.

(*) Com informações do MDIC

O post Acordo Mercosul-União Europeia: MDIC inicia agenda nacional para ampliar oportunidades de negócios apareceu primeiro em Comex do Brasil.

eComex chega à Argentina com plataforma em nuvem e IA para transformar gestão de comex

Com o lançamento do eComex Pulse Edition Argentina, a companhia consolida sua expansão internacional e leva ao mercado argentino uma solução nativa, integrada à aduana local e equipada com o AI Digital Army

Da Redação (*)

Brasília –  A eComex, empresa especializada em tecnologia para gestão de comércio exterior, anuncia o lançamento do eComex Pulse Edition ARG, nova versão de sua plataforma desenvolvida para atender às exigências regulatórias e operacionais do mercado argentino. O movimento consolida a presença da companhia no país e amplia sua estratégia de expansão na América Latina, com uma solução em nuvem integrada à aduana local e equipada com inteligência artificial para automatizar processos e apoiar a gestão das operações.

Embora já atue na Argentina há vários anos, com hub e equipe local, a empresa formaliza agora sua entrada no mercado com uma oferta estruturada para atender às particularidades do comércio exterior do país. A plataforma já está em operação em grandes indústrias e responde à demanda por modernização tecnológica em um mercado ainda marcado pelo uso de sistemas legados.

“A Argentina é uma das economias mais relevantes da América Latina e um mercado regulado, que exige soluções atualizadas e alinhadas às demandas locais. Estamos ampliando nossa atuação com uma plataforma desenvolvida para atender essa realidade e apoiar as empresas na gestão de suas operações de comércio exterior”, afirma André Barros, CEO da eComex.

O eComex Pulse Edition ARG conta com integração com os sistemas aduaneiros locais e atualização contínua conforme mudanças legais e operacionais do país. A solução foi preparada para atender particularidades regulatórias do mercado argentino, incluindo processos vinculados ao KIT María, rastreabilidade documental e exigências específicas de controle e compliance das operações de importação e exportação.

Gestão de operações de importação e importação em um único ambiente

Desenvolvida especificamente para o país, a plataforma possui estrutura própria, equipe dedicada e arquitetura baseada na Oracle Cloud Infrastructure. A eComex é parceira ISV (Independent Software Vendor) da Oracle na América Latina e foi reconhecida pela companhia com um prêmio latino-americano de inovação.

A plataforma reúne, em um único ambiente, gestão das operações de importação e exportação, acompanhamento de processos, dashboards personalizados, integração com ERPs, gestão financeira e de fornecedores, além de recursos de compliance e suporte ao usuário.

Entre os diferenciais está o AI Digital Army, conjunto de agentes de inteligência artificial voltados ao comércio exterior. As ferramentas apoiam tarefas como leitura, inserção e validação de documentos, auditoria de processos, identificação de inconsistências e classificação fiscal.

“O Pulse Edition chega à Argentina acompanhado do nosso ecossistema de inteligência artificial, que contribui para automatizar etapas operacionais e permitir que as equipes atuem de forma mais estratégica”, destaca Barros.

Inicialmente, o foco comercial da empresa está nas grandes indústrias importadoras e exportadoras, perfil que já compõe sua principal base de clientes no Brasil. A companhia também prevê oportunidades entre despachantes aduaneiros, operadores logísticos e outros prestadores de serviços ligados à cadeia de comércio exterior.

Segundo André Barros, o lançamento representa mais um passo na estratégia regional da companhia. “A Argentina marca uma nova etapa da nossa expansão internacional e abre caminho para avançarmos em outros mercados da América Latina.”

 

O post eComex chega à Argentina com plataforma em nuvem e IA para transformar gestão de comex apareceu primeiro em Comex do Brasil.

AEB promove webinar para debater a Seção 301 e seus impactos no comércio internacional

Workshop on-line e gratuito da AEB terá palestra de especialista na legislação americana 

Da Redação (*)

Brasília – A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) realiza o Diálogos AEB Section 301 em Foco: Consequências para Exportadores, Importadores e Cadeias Globais, nesta terça-feira (23), às 17h, de forma virtual e gratuita, mediante inscrição prévia. O workshop abordará os impactos do instrumento da legislação comercial dos Estados Unidos que tem sido utilizado como base para a adoção de medidas tarifárias e restrições comerciais com reflexos diretos sobre empresas, fluxos de comércio e cadeias globais de suprimentos.

Dispositivo da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, a Seção 301 autoriza o governo americano a investigar e adotar sanções contra práticas comerciais de outros países consideradas discriminatórias, injustas ou que afetem os interesses da sociedade estadunidense. O tema ganhou ainda mais relevância diante das recentes discussões envolvendo novas sobretaxas sobre produtos importados e seus possíveis efeitos para o comércio internacional.

O Diálogos AEB Section 301 em Foco, contará com a palestra de Fernando Merino, advogado do escritório internacional Steptoe, baseado em Washington, Estados Unidos, especialista em comércio internacional e temas regulatórios relacionados às políticas comerciais dos Estados Unidos, com forte atuação executiva na América Latina.

O debatedor será o advogado Luis Carlos Szymonowicz, presidente da Comissão de Comércio Exterior e Negócios da Ordem dos Advogados do Brasil seccional São Paulo (OAB/SP), consultor da FIA Business School e superintendente de Compliance, Governança e Risco da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex).

O debate contará ainda com a participação de Arthur Pimentel, presidente do Conselho de Administração da AEB, que fará a abertura, e de Roberta Portella, professora de Regulação do Comércio Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV) e vice-presidente da Comissão de Comércio Exterior e Negócios da OAB/SP.

Efeito cascata da Seção 301

“O atual cenário do comércio internacional exige que as empresas brasileiras acompanhem de perto as mudanças regulatórias das grandes potências. A aplicação da Seção 301 pelos Estados Unidos gera um efeito cascata nas cadeias globais de suprimentos. O papel da AEB com este evento é antecipar esses impactos e munir nossos exportadores e importadores com informação estratégica de alto nível, garantindo que mantenham sua competitividade diante das novas regras do jogo”, avalia Arthur Pimentel, presidente do Conselho de Administração da AEB.

Durante o encontro, os participantes terão a oportunidade de compreender os fundamentos da Section 301, seus desdobramentos práticos para exportadores e importadores e os possíveis impactos das medidas adotadas pelos Estados Unidos sobre a competitividade das empresas e a dinâmica do comércio global.

O evento é voltado a empresários, executivos, profissionais de comércio exterior, advogados, acadêmicos e demais interessados em acompanhar os desafios e tendências que influenciam o ambiente internacional de negócios.

As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas. As inscrições devem ser efetuadas pelo site.

(*) Com informações da AEB

 

O post AEB promove webinar para debater a Seção 301 e seus impactos no comércio internacional apareceu primeiro em Comex do Brasil.

O papel dos bancos de câmbio na competitividade de exportadores e importadores

Murilo Freymuller (*)

Quando falamos sobre operações de comércio exterior, é comum que muitas empresas enxerguem o câmbio apenas como uma etapa necessária para concluir pagamentos ou recebimentos internacionais. No entanto, essa visão limitada faz com que diversas organizações deixem de explorar oportunidades importantes de ganho financeiro, previsibilidade e proteção. Em um ambiente de negócios cada vez mais globalizado e sujeito a oscilações constantes, a forma como uma empresa administra sua exposição cambial pode influenciar diretamente seus resultados.

Embora existam diferentes instituições autorizadas a operar câmbio no Brasil, nem todas oferecem o mesmo nível de conhecimento e suporte para empresas que importam ou exportam. A diferença entre um banco múltiplo, uma corretora e um banco de câmbio vão muito além da estrutura regulatória. Ela está relacionada à capacidade de compreender as necessidades do cliente, acompanhar os movimentos do mercado e oferecer soluções alinhadas à realidade de quem negocia internacionalmente.

O banco de câmbio se destaca justamente por sua especialização. Ao concentrar sua atuação exclusivamente no mercado cambial, consegue direcionar recursos, tecnologia e conhecimento para um único objetivo: atender empresas e pessoas que precisam realizar operações em moeda estrangeira de forma eficiente e estratégica. Essa dedicação exclusiva cria um ambiente mais preparado para lidar com as particularidades do comércio exterior e com os desafios que surgem em momentos de maior volatilidade dos mercados.

Na prática, isso significa contar com profissionais que acompanham diariamente os fatores que influenciam as taxas de câmbio, desde indicadores econômicos até eventos geopolíticos capazes de impactar moedas em escala global. Mais do que executar uma transação, esses especialistas ajudam as empresas a entender cenários, avaliar riscos e tomar decisões mais conscientes sobre suas operações internacionais.

Para exportadores e importadores, essa diferença é particularmente relevante. Uma variação cambial aparentemente pequena pode representar um impacto significativo sobre margens de lucro, custos de produção ou competitividade comercial. Em muitos casos, o resultado financeiro de uma negociação internacional não depende apenas do preço acordado entre as partes, mas também da estratégia adotada para administrar a exposição ao câmbio ao longo de todo o ciclo da operação.

É nesse contexto que a especialização faz diferença. Quando o câmbio passa a ser tratado como parte do planejamento financeiro da empresa, e não apenas como uma obrigação operacional, surgem oportunidades de proteger resultados, reduzir incertezas e melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa. O acesso a ferramentas adequadas e a uma assessoria especializada permite que decisões sejam tomadas com mais segurança e alinhamento aos objetivos do negócio.

A experiência mostra que empresas que incorporam a gestão cambial à sua estratégia tendem a construir operações internacionais mais resilientes e eficientes. Em um cenário marcado por transformações econômicas constantes, contar com um parceiro especializado pode representar muito mais do que agilidade operacional: pode significar uma vantagem competitiva real.

O câmbio continuará sendo um elemento inevitável para quem atua no comércio exterior. A diferença está em como cada empresa escolhe lidar com ele. Quando existe conhecimento, planejamento e suporte especializado, o que antes era visto apenas como um risco passa a se transformar em uma ferramenta importante para geração de valor e crescimento sustentável.

(*) Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate, Moneycorp

 

O post O papel dos bancos de câmbio na competitividade de exportadores e importadores apareceu primeiro em Comex do Brasil.

A política monetária com características chinesas

Allan Gallo (*)

Quando nós, brasileiros, acompanhamos a economia chinesa, costumamos procurar o que seria equivalente à Selic. É uma atitude compreensível, tendo em vista o papel central dela em nosso sistema, mas é um erro grosseiro. A China possui juros, compulsório e operações de mercado aberto, mas não possui a mesma concepção de política monetária que prevalece no Ocidente.

Durante boa parte das últimas décadas, o Banco Popular da China não utilizou os juros como principal instrumento de política econômica. Em vez disso, adotou metas para o crescimento da oferta monetária e do crédito, inspiradas em versões adaptadas da teoria quantitativa da moeda. Enquanto bancos centrais ocidentais migravam para regimes de metas de inflação, Pequim continuava monitorando agregados monetários, como o M2, e a expansão do financiamento da economia.

Nas economias desenvolvidas, a política monetária atua principalmente sobre o preço do dinheiro. Elevam-se os juros para conter a inflação e reduzem-se os juros para estimular a atividade econômica. Na China, no entanto, o objetivo sempre foi mais amplo. O Banco Popular da China procura influenciar simultaneamente o preço, a quantidade e a distribuição do crédito. Não basta determinar quanto custa financiar uma fábrica; também importa quais setores terão acesso preferencial ao financiamento.

Essa lógica ajuda a explicar por que Pequim continua recorrendo a instrumentos pouco usuais em economias avançadas. Além de administrar juros e liquidez, as autoridades utilizam compulsórios, programas de refinanciamento direcionado, orientações administrativas aos bancos, gestão cambial e controles de capitais para favorecer atividades consideradas estratégicas, como manufatura avançada, tecnologia, infraestrutura e transição energética.

É verdade que, nos últimos anos, a China modernizou parte de seu sistema monetário. Reformas fortaleceram o papel de taxas de mercado, como a Loan Prime Rate (LPR), e aprimoraram os mecanismos de transmissão da política monetária, mas, ainda assim, o país não abandonou os instrumentos quantitativos e administrativos que marcaram sua trajetória de desenvolvimento.

Os resultados desse modelo de condução de política monetária para a China são difíceis de ignorar, mas o desafio atual é particularmente complexo e envolve, em certa medida, um desgaste do sistema. Após décadas preocupado com a inflação, o Banco Popular da China enfrenta agora pressões deflacionárias associadas à crise imobiliária, ao envelhecimento populacional e à desaceleração da demanda doméstica. Isso tem obrigado as autoridades a buscar um delicado equilíbrio entre estimular a atividade econômica e evitar o acúmulo de novos desequilíbrios financeiros. Um delicado equilíbrio de pratos.

China não convergiu para o modelo americano nem preservou integralmente o sistema que construiu nos anos 1990. O retrato do resultado atual é um arranjo híbrido, no qual mecanismos de mercado convivem com uma forte capacidade estatal de coordenação econômica. Compreender essa política monetária exige certo traquejo de especialistas e curiosos que insistem, em vão, em tentar encontrar um equivalente perfeito chinês para a nossa Selic, pois a questão central não é qual é a taxa de juros da China, mas entender por que Pequim acredita que um banco central deve fazer muito mais do que apenas controlar a inflação.

(*) Allan Gallo é professor de Economia e Direito Internacional na Universidade Presbiteriana Mackenzie, pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber) e coordenador do Núcleo de Estudos sobre a China (NECH)

O post A política monetária com características chinesas apareceu primeiro em Comex do Brasil.

De janeiro a maio, Porto de Santos atinge recorde histórico de 2,4 milhões de TEUs na movimentação de contêineres

Resultado até maio segue com melhor marca histórica

Da Redação (*)
Brasília – A movimentação de contêineres no Porto de Santos segue em alta e marcou novos recordes no mês de maio. O resultado do mês superou 500 mil TEU (unidade padrão de contêineres) e, no ano, ultrapassou 2,4 milhões de TEU.
“São números que confirmam o que dizíamos no início da nossa gestão: que o Porto de Santos tem capacidade de absorver mais cargas, enquanto se prepara o leilão do Tecon 10, em um modelo que atenda ao mercado, mas, ao mesmo tempo, as necessidades do País e o melhor benefício ao Porto e à Baixada Santista”, analisa o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.
No movimento geral de cargas, o resultado dos cinco primeiros meses do ano também é recorde, com a marca de 75,65 milhões de toneladas, um crescimento de 4,7% em relação a 2025 e de 3,9% comparado ao recorde anterior, de 2024 (quando foram 72,84 milhões de toneladas).
Os destaques seguem sendo o complexo soja (grãos e farelo), que teve crescimento de 5,5%, superando 25,72 milhões de toneladas; e o açúcar, que cresceu 10,2% em relação a 2025 e movimentou quase sete milhões de toneladas.
Nos embarques, o total é de 55,95 milhões de toneladas (aumento de 4,3% em relação a 2025). Nos desembarques, o crescimento é de 5,7% e a marca alcançada é de 19,70 milhões de toneladas.
Movimento do mês
Em maio o resultado foi de queda em relação a 2025, devido a um ajuste na movimentação de celulose (que em maio do ano passado teve movimento fora do comum, com crescimento de 45,5% em relação ao ano anterior e queda de 34,8% este ano). Foram 16,37 milhões de toneladas no mês, recuo de 1,7% frente a maio de 2025.
O reflexo da movimentação de carga solta (na qual se inclui a celulose) é uma das causas do recuo nos embarques no mês, que foram 4,1% menores que em maio de 2025 (12,26 milhões de toneladas este ano contra 12,79 milhões no ano anterior). Houve queda expressiva também no embarque de açúcar (-13,9%) e leve de complexo soja (-0,6%).
Nos desembarques o resultado é de crescimento de 6,2% em relação a maio de 2025, com a marca de 4,11 milhões de toneladas. Neste fluxo, o destaque é o adubo, com 19,4% de crescimento e marca de 2,94 milhões de toneladas (contra 2,46 milhões em maio de 2025).
(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

O post De janeiro a maio, Porto de Santos atinge recorde histórico de 2,4 milhões de TEUs na movimentação de contêineres apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Webinar de comércio exterior debate drawback,  facilitação comercial, reforma tributária e exportações

Evento gratuito tratará de medidas de facilitação do comércio, estímulos às exportações e mudanças no ambiente regulatório

Da Redação (*)

Brasília – Exportadores, importadores e demais operadores de comércio exterior terão acesso a orientações e atualizações sobre temas estratégicos para seus negócios durante o Webinar de Operações de Comércio Exterior, que será realizado na próxima quinta-feira (18), das 9h às 12h, com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no YouTube.

A iniciativa busca compartilhar informações, esclarecer dúvidas e colher sugestões dos operadores privados sobre temas de grande relevância para o comércio exterior brasileiro.

“Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e desafiador, o diálogo entre governo e setor privado é indispensável para fortalecer a inserção do Brasil no comércio global. Ouvir quem exporta e importa é essencial para aprimorar políticas públicas, identificar oportunidades e garantir que nossas empresas estejam preparadas para competir em um ambiente de negócios em constante transformação”, destaca a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Programação amplia debate sobre temas relevantes

A programação inclui debates sobre o controle administrativo econômico-comercial exercido sobre importações e exportações no Portal Único Siscomex, os regimes de drawback suspensão e isenção, o Programa Acredita Exportação e os impactos da Reforma Tributária do Consumo sobre o comércio exterior.

“O evento amplia o diálogo realizado entre a Secex e os operadores privados sobre temas de grande relevância para o comércio exterior brasileiro no atual momento, a exemplo da operacionalização das cotas para exportação e para importação previstas no Acordo Mercosul-União Europeia, do programa Acredita Exportação, dos regimes de drawback suspensão e isenção e da reforma tributária do consumo”, afirma Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior.

O webinar é aberto a qualquer interessado, embora seja voltado principalmente para exportadores, importadores e seus representantes. Durante toda a transmissão, os participantes poderão encaminhar perguntas aos palestrantes por meio de QR Code disponibilizado na tela.

Programação:

Abertura

• Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior – Boas-vindas
• Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior

Painel 1 – Controle Administrativo Econômico-Comercial sobre Importações e Exportações no Portal Único Siscomex

• Luiz Carlos Amaral, coordenador de Importação
• Marcos Nakagomi, coordenador-geral de Operações

Painel 2 – Os Regimes de Drawback Suspensão e Isenção e a Competitividade das Exportações Brasileiras

• Mateus Esteves de Vasconcelos, coordenador substituto da Coordenação de Exportação e Drawback

• Perguntas sobre os painéis 1 e 2
• Intervalo

Painel 3 – O Programa Acredita Exportação como ferramenta de estímulo à inserção internacional de micro e pequenas empresas

• Marcelo Simões, coordenador-geral de Análise de Aspectos Tributários no Comércio Exterior

Painel 4 – Impactos da Reforma Tributária do Consumo sobre o Comércio Exterior

• Marcelo Simões, coordenador-geral de Análise de Aspectos Tributários no Comércio Exterior

• Perguntas sobre os painéis 3 e 4

Serviço: 

Webinar de Operações de Comércio Exterior

Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2026

Horário: 9h às 12h

(*) Com informações do MDIC

O post Webinar de comércio exterior debate drawback,  facilitação comercial, reforma tributária e exportações apareceu primeiro em Comex do Brasil.