Lançada parceria para ampliar uso de seguro de crédito chinês em operações de empresas brasileiras

Axton Global e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China firmam parceria a fim de facilitar importações da China, maior parceiro comercial do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Empresas brasileiras que importam da China passarão a ter acesso facilitado a mecanismos de seguro de crédito do governo chinês e a prazos de pagamento estendidos. A Axton Global, que atua como facilitadora do acesso à Corporação Chinesa de Seguro de Crédito à Exportação (Sinosure)), acaba de firmar parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), a principal associação que apoia empreendedores e empresas brasileiras na conexão com companhias chinesas.

A colaboração entre as organizações tem como foco ampliar e dar maior recorrência às importações da China realizadas por empresas brasileiras, por meio de soluções de seguro de crédito à exportação que contribuem para a otimização do fluxo de caixa e aumentam a segurança das operações internacionais — especialmente para as empresas de médio porte, que enfrentam maiores restrições de crédito no Brasil.

Desde 2004, a China é a principal origem das importações do Brasil, de acordo com dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-China 2024. Entre 2019 e 2023, as compras brasileiras do país asiático registraram crescimento médio anual de 10,2%, evidenciando o fortalecimento contínuo das relações comerciais entre as duas economias. Nesse sentido, a parceria entre as organizações chega em um momento de intensa colaboração bilateral.

Apoio ao vasto potencial de negócios Brasil-China

Igor Sokolov, Sócio-Diretor da Axton Global, afirma que “a cooperação entre a Axton Global e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China vai contribuir para criar condições mais estruturadas para que ambos os países aproveitem melhor o potencial de negócios”.

Nesse contexto, a partir dessa parceria, a atuação conjunta ampliará o acesso de empresas brasileiras às soluções da Sinosure, que se apresentam como uma alternativa aos créditos oferecidos por bancos tradicionais, frequentemente associados a maior burocracia e custos financeiros.

O seguro de crédito chinês surge como uma estratégia mais sustentável, permitindo que importadores tenham mais fôlego no fluxo de caixa e menor pressão sobre o capital de giro ao acessar prazos de pagamento diferidos. Com esse movimento, a expectativa é que a ferramenta se torne mais reconhecida e adotada no mercado brasileiro.”

Além disso, a parceria não se limita às soluções de financiamento à importação: ela busca igualmente ampliar o conhecimento do mercado brasileiro sobre alternativas de financiamento à exportação, estimulando um crescimento mais sustentável nas relações comerciais entre os dois países.

Além do forte foco em auxiliar empresas importadoras brasileiras, a iniciativa contempla ainda o credenciamento de exportadores brasileiros interessados em fortalecer sua reputação junto a compradores chineses, com ferramentas como o Sinosure Credit Report — relatório de análise emitido pela Sinosure que avalia a capacidade financeira e a confiabilidade das empresas, reduzindo riscos e aumentando a credibilidade nas transações.

(*) Com informações da Axton Global

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ApexBrasil abre inscrições para participação de empresas brasileiras em feiras internacionais de ingredientes e alimentos

Empresas do setor de alimentos, ingredientes e nutracêuticos podem participar de eventos estratégicos na África, Ásia, Europa e Estados Unidos por meio do programa Mais Feiras da ApexBrasil

Da Redação (*)

Brasília – Empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença internacional já podem se inscrever em diversas feiras globais do setor de alimentos, ingredientes e nutracêuticos com apoio da ApexBrasil. As oportunidades fazem parte do Programa Mais Feiras, iniciativa que viabiliza a participação de empresas em grandes eventos internacionais por meio de um estande básico individual, permitindo presença autônoma e independente nos mercados-alvo.

O programa busca ampliar o acesso das empresas brasileiras a feiras de negócios no exterior, oferecendo suporte para que possam apresentar seus produtos, prospectar clientes e acompanhar tendências globais do setor. A iniciativa complementa o calendário de ações realizado em parceria com entidades setoriais e amplia as oportunidades de promoção comercial em diferentes mercados. Atualmente, estão abertas inscrições para feiras relevantes em diferentes regiões do mundo, reunindo compradores, distribuidores e especialistas da indústria de alimentos e saúde.

Food Ingredients Africa

A Food Ingredients Africa é um dos principais encontros da indústria de ingredientes alimentícios no continente africano. O evento reúne fornecedores globais, fabricantes de alimentos e bebidas, pesquisadores e profissionais de P&D interessados em soluções inovadoras para o setor.

A feira oferece sessões de matchmaking entre compradores e vendedores, além de oportunidades de networking e atualização sobre tendências do mercado africano de ingredientes.

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Health Ingredients – Food Ingredients China

Realizada na China, uma das maiores plataformas globais do setor, a feira conecta fabricantes de ingredientes, suplementos e alimentos funcionais com empresas que atuam na indústria de nutrição e saúde. O evento é referência para quem busca acesso ao mercado asiático e parcerias estratégicas na cadeia de ingredientes alimentícios.

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Food Ingredients India

A Food Ingredients India reúne fornecedores globais e empresas do setor de alimentos e bebidas interessadas no mercado indiano. Durante três dias, a feira promove encontros de negócios, networking e debates sobre inovação na indústria de ingredientes.

O evento conecta expositores a profissionais de áreas como pesquisa e desenvolvimento, compras, marketing e garantia de qualidade, além de distribuidores e fabricantes locais.

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Vitafoods Thailand

A Vitafoods Thailand integra uma das principais redes globais de eventos dedicados à nutrição, suplementos e ingredientes funcionais. A feira atrai empresas que atuam com nutracêuticos, alimentos saudáveis e ingredientes voltados à saúde e bem-estar, com forte presença de compradores da região Ásia-Pacífico.

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Food Ingredients Indonesia

A Food Ingredients Indonesia é uma importante vitrine para ingredientes utilizados na indústria alimentícia asiática. O evento reúne fornecedores, fabricantes e distribuidores interessados em soluções inovadoras para alimentos funcionais, bebidas, suplementos e produtos à base de plantas.

Entre os segmentos presentes estão proteínas, extratos vegetais, especiarias, sabores, nutracêuticos e bebidas funcionais.

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Health Ingredients Japan

Voltada ao mercado japonês de alimentos saudáveis e ingredientes funcionais, a Health Ingredients Japan conecta fornecedores globais a compradores interessados em ingredientes para panificação, bebidas, laticínios, produtos orgânicos e superfoods.

O evento também promove rodadas de networking e oportunidades de parceria com empresas japonesas do setor de nutrição e alimentos saudáveis.

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SupplySide Global

Realizada nos Estados Unidos, a SupplySide Global é uma das principais feiras mundiais voltadas à indústria de saúde, nutrição e ingredientes. O evento reúne mais de 20 mil participantes, incluindo empresas de suplementos dietéticos, alimentos e bebidas, nutrição animal e cuidados pessoais.

Além da exposição de produtos e soluções, a feira oferece conteúdos estratégicos sobre inovação e tendências que moldam o futuro da indústria global de nutrição e bem-estar.

Inscreva-se

Food Ingredients Europe

Considerada uma das maiores feiras do mundo para ingredientes alimentícios, a Food Ingredients Europe reúne empresas líderes, compradores e especialistas da indústria global de alimentos. As inscrições para a participação com apoio da ApexBrasil serão abertas em breve.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Websérie Destino Exportação estreia nova temporada e reforça apoio à internacionalização de empresas brasileiras

 

Websérie apresentada pela ApexBrasil e Sebrae retorna com novos episódios, especialistas convidados e orientações práticas para empresas que desejam se preparar para exportar e expandir seus negócios no exterior

Da Redação (*)

Brasília – Após o sucesso da primeira temporada, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), lança a segunda temporada da websérie Destino Exportação, iniciativa voltada a apoiar empresários brasileiros interessados em expandir seus negócios para o mercado internacional.

Mantendo o formato dinâmico e a linguagem acessível que marcaram a produção, a nova temporada apresenta as soluções da ApexBrasil e do Sebrae para que os empresários brasileiros conquistem o mundo! A proposta é mostrar para o público que para exportar ele pode contar com ajuda qualificada de ambas as instituições em todas as fases do processo!

Para a coordenadora de comunicação da ApexBrasil, Fernanda Cornils, a nova temporada reforça o papel das instituições no incentivo à internacionalização das empresas brasileiras:

Segundo Fernanda, “a segunda temporada do Destino Exportação reforça o compromisso da ApexBrasil em apoiar cada vez mais empresas brasileiras no processo de expandir fronteiras. Queremos mostrar que exportar é possível quando o empresário tem acesso à informação, planejamento e ao suporte adequado, e é exatamente isso que buscamos oferecer com a webserie”.

Trocas de experiências sobre oportunidades e desafios

Apresentada pela atriz e influenciadora Luana Xavier, a série reúne especialistas, consultores e representantes de instituições ligadas ao comércio internacional. Ao longo dos episódios, os convidados compartilham experiências e orientações sobre oportunidades, desafios e caminhos para que empresas brasileiras possam ampliar sua presença em mercados globais.

A nova temporada também aprofunda discussões sobre planejamento estratégico, posicionamento internacional e preparação para atuar em diferentes mercados, reforçando a importância da informação e da capacitação para o sucesso das empresas que buscam exportar.

Segundo coordenadora de negócios internacionais, Roberta Aviz, a iniciativa contribui para aproximar o tema da exportação da realidade dos pequenos negócios. “Nessa segunda temporada, o Destino Exportação vem para avançar ainda mais na jornada do empreendedor brasileiro rumo à internacionalização. Vamos detalhar os apoios concretos que podem fazer a diferença na trajetória de quem quer levar seu negócio para além das fronteiras”, destaca.

Com episódios curtos e conteúdo direto ao ponto, a websérie foi pensada para se adaptar à rotina dos empreendedores, oferecendo orientações que podem contribuir para a tomada de decisões e para a construção de estratégias de internacionalização mais consistentes.

Assista à segunda temporada

Os episódios estão disponíveis gratuitamente na playlist oficial da websérie no YouTube.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Os reflexos do conflito Irã-Estados Unidos no agronegócio brasileiro

Paula Cristiane Oliveira Braz (*)

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã não é apenas mais um capítulo de instabilidade no Oriente Médio: trata-se de um episódio com efeitos econômicos e geopolíticos globais, inclusive para o agronegócio brasileiro. De acordo com a BBC News, a tensão envolvendo ataques e retaliações reacendeu temores sobre a segurança no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, um dado que, por si só, explica a imediata reação dos mercados internacionais.

O impacto não se limita ao petróleo. Segundo análises da Reuters, crises na região costumam pressionar preços de energia e gerar volatilidade cambial, fortalecendo o dólar em relação a moedas emergentes. Para o Brasil, isso representa uma equação ambígua: ao mesmo tempo em que encarece fertilizantes e combustíveis, insumos fundamentais ao agro, também aumenta a competitividade das commodities brasileiras no exterior.

O elemento novo nesse cenário é o papel do BRICS. Em 2024, o grupo passou a incluir países estratégicos do Oriente Médio, entre eles o próprio Irã, além de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O BRICS, que já reunia Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tornou-se ainda mais heterogêneo, econômico e politicamente.

Essa heterogeneidade aparece agora. Enquanto Rússia e China adotam discurso crítico à escalada militar, defendendo negociações, países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos mantêm relações estreitas com Washington. A Índia, por sua vez, equilibra interesses energéticos no Oriente Médio com parcerias estratégicas com os Estados Unidos. O bloco, que não é uma aliança militar, revela-se palco de divergências diplomáticas.

A China ocupa posição central. Como maior importadora global de energia e principal parceira comercial do Brasil, Pequim tem enfatizado, segundo a Reuters, a necessidade de estabilidade e solução diplomática. É improvável que adote alinhamento militar direto; sua prioridade tende a ser a proteção de rotas comerciais e o controle de impactos econômicos que possam afetar seu crescimento.

O Brasil, fiel à tradição de política externa voltada ao multilateralismo, tem defendido a resolução pacífica de controvérsias. Dados do Ministério da Agricultura mostram que o agronegócio representa parcela expressiva das exportações nacionais, o que explica a cautela brasileira: romper pontes comerciais em um ambiente polarizado poderia custar mercados estratégicos.

Ao mesmo tempo, surgem oportunidades claras, pois em momentos de crise países importadores buscam fornecedores estáveis de alimentos, e o Brasil pode reforçar sua imagem de parceiro confiável, ampliando exportações para Ásia e Oriente Médio. Mas, ainda assim, os receios permanecem, já que a alta nos fertilizantes, o aumento do diesel e a instabilidade cambial pressionam custos internos.

O conflito, portanto, testa não apenas a coesão do BRICS, mas a habilidade diplomática brasileira de navegar em um mundo multipolar. Para o agronegócio, mais do que escolher lados, o desafio será manter mercados abertos enquanto administra riscos crescentes.

(*) Paula Cristiane Oliveira Braz é administradora, especialista em Agronegócios e tutora dos cursos de pós-graduação na área de Agronegócios do Centro Universitário Internacional UNINTER.

 

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MDIC e BID lançam parceria estratégica para ampliar exportações e facilitar atração de investimento estrangeiro

Geraldo Alckmin e Ilan Goldfajn lançam plataforma para investidores e programa de apoio a empresas no âmbito do Acordo Mercosul-UE

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formalizaram nesta terça-feira (17) parcerias estratégicas para impulsionar as exportações brasileiras e os investimentos estrangeiros no país.

As iniciativas incluem o lançamento da Janela Única de Investimentos – plataforma que reúne tudo o que o investidor estrangeiro precisa saber para aportar recursos no Brasil – e um programa que visa ampliar o acesso de empresas brasileiras aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia.

Os anúncios das novas parcerias foram feitos durante reunião entre o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e o presidente do BID, Ilan Goldfajn, em Brasília.

“A Janela Única de Investimentos é o Poupatempo do investidor”, resumiu Alckmin após a reunião, fazendo uma analogia com o programa que funciona em São Paulo há 30 anos e que reúne em um mesmo lugar centenas de serviços para o cidadão.

“Esse Poupatempo é muito importante. É uma forma de trazer mais investimento privado para o Brasil”, comentou na sequência o presidente do BID. “A Janela Única reduz custo e a gente tem o prazer de ter contribuído desde o começo”.

Participaram da reunião, entre outras autoridades, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), Márcio França; a embaixadora Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Ministérios das Relações Exteriores; Flávio José Roman, advogado-geral da União substituto; e os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf, da Indonésia, Andhika Chrisnyudhanto, e da Arábia Saudita, Faisal Ghulam.

Parceria

O apoio geral do BID ao MDIC consiste em um pacote de até R$ 11,5 bilhões em financiamentos e até R$ 14,5 milhões em cooperação técnica. Em financiamentos, R$ 11 bilhões são direcionados aos esforços dos Estados em melhoria de ambiente de negócios e atração de investimentos; e R$ 526 milhões para reformas institucionais conduzidas pelo Ministério.

Na cooperação técnica, estão, entre outras iniciativas, a Janela Única de Investimentos, com R$ 2 milhões aportados pelo BID; melhorias na plataforma Monitor de Investimentos, com mais de R$ 2,5 milhões; e a incorporação do Novo Processo de Importação no Portal Único de Comércio Exterior, com R$ 5 milhões.

Abaixo, um resumo das ações anunciadas nesta terça:

Janela Única de Investimentos

Coordena e construída pela Camex, com apoio do BID e diversos órgãos públicos, a Janela Única de Investimentos facilitará a vida de investidores ao reunir em um só portal dados e informações antes dispersos em vários locais.

Trata-se de uma plataforma estruturada em três pilares: serviços, informações e promoção. Sua implantação será feita por módulos. Nesse primeiro módulo, já estão disponíveis gerais de abertura de empresas, vistos para investidores e auxílio ao investidor, e os serviços setoriais para quem deseja investir em biocombustíveis e infraestrutura.

Entre os serviços da Janela Única está a nova versão da Plataforma Monitor de Investimentos, que permite acompanhar projetos e fluxos, com destaque para soluções inovadoras, como um geoportal e avaliação de sustentabilidade de projetos de infraestrutura. O Monitor foi reformulado e, entre outras novidades, passará a incluir projetos dos estados e do Distrito Federal.

Para saber mais sobre a Janela Única de Investimentos, clique aqui

Para saber mais sobre o Monitor de Investimentos, clique aqui

Mercosul-União Europeia

Também durante a reunião desta terça, será assinado Protocolo de Intenções entre MDIC e BID para construção de um programa de apoio que visa ampliar e qualificar o acesso dos exportadores brasileiros aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia, com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O plano de trabalho prevê, entre outras iniciativas, assistência para adaptação comercial; capacitação sobre normas de sustentabilidade da UE; apoio à adaptação de modelos de negócios a indicações geográficas; e estudo sobre certificações e normas técnicas para setores exportadores prioritários.

Esta ação é parte da cooperação técnica regional de US$ 850 mil (cerca de R$ 4,4 milhões) que inclui o governo brasileiro entre os beneficiários, e novas cooperações técnicas possam ser firmadas para esta ação.

Para saber mais sobre o Programa de Apoio, clique aqui

Mais competitividade

Por fim, foi lançada durante a reunião nova consulta pública para melhoria da competitividade no país, dentro da Redução do Custo Brasil – ciclo 2026–2027.

A consulta busca a colaboração da sociedade para identificar e eliminar obstáculos regulatórios, promover a desburocratização e a simplificação de processos. As propostas poderão ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo, ambiente digital do governo federal voltado à participação social na formulação de políticas públicas.

Para saber mais sobre a consulta a Agenda, clique aqui

(*) Com informações do MDIC

 

 

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MTur amplia para 90 dias o prazo mínimo para municípios pedirem renovação no Mapa do Turismo Brasileiro

Portaria publicada em fevereiro ampliou de 60 para 90 dias prazo mínimo para solicitação

Da Redação (*)

Brasília – Quem faz a gestão do turismo nos municípios ganhou mais fôlego para se organizar. Com a atualização das diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) e do Mapa do Turismo Brasileiro no mês passado, o Ministério do Turismo ampliou de 60 para 90 dias o prazo mínimo para que os municípios solicitem a renovação do cadastro no Mapa.

Com a ampliação do prazo para 90 dias, o Ministério do Turismo busca apoiar uma gestão mais estratégica e planejada. O objetivo é garantir que os municípios estejam preparados para aproveitar as oportunidades do setor, mantendo o turismo como um importante vetor de desenvolvimento econômico e social nos territórios.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o fortalecimento da política pública para construção de um setor mais estruturado. “Com a ampliação do prazo para 90 dias, queremos dar mais condições para que os municípios se organizem e façam uma gestão do turismo cada vez mais estratégica. O Mapa do Turismo Brasileiro é uma ferramenta fundamental para orientar políticas públicas, fortalecer a regionalização e garantir que o setor continue gerando emprego, renda e oportunidades de desenvolvimento em todo o país”, declarou.

Mais tempo para planejar e menos correria

Na prática, o novo prazo permite que os gestores municipais tenham mais tempo para reunir documentos, alinhar informações e planejar as ações do setor. A ideia é evitar improvisos e garantir que o turismo seja tratado como política pública estruturada, e não apenas como demanda pontual, dando mais previsibilidade, segurança jurídica e organização para o planejamento do turismo local.

Com regras mais claras e critérios objetivos, o Mapa do Turismo Brasileiro reforça seu papel como porta de entrada para políticas públicas, programas e investimentos federais voltados ao desenvolvimento do setor.

Governança regional ganha força

As novas diretrizes também fortalecem a atuação das Instâncias de Governança Regional (IGRs), que passam a ser reconhecidas oficialmente como representantes das regiões turísticas. Essas instâncias reúnem poder público, iniciativa privada e sociedade civil, promovendo decisões mais integradas e alinhadas à realidade dos territórios.

Para renovar o cadastro no Mapa, o município deverá comprovar participação ativa na IGR, por meio de uma declaração formal assinada pelo dirigente máximo da instância. Um ponto importante: a emissão da declaração não pode ter qualquer cobrança de taxa.

Conselho de Turismo em funcionamento

Outra exigência para manter o município regular no Mapa é a comprovação do funcionamento do Conselho Municipal de Turismo. Além disso, será necessário apresentar o plano de trabalho do conselho ou fórum, com ações previstas para todo o período de gestão.

E não se esqueça: o Ministério do Turismo recomenda que essas informações estejam disponíveis no site oficial da prefeitura, facilitando o acesso da população e ampliando a transparência sobre as ações do setor.

Contato direto com o MTUR

Com o compromisso de aprimorar a comunicação e garantir suporte mais rápido e eficiente aos parceiros do Programa de Regionalização do Turismo (PRT), o Ministério do Turismo lançou um canal exclusivo de atendimento via WhatsApp. A nova ferramenta, disponível no número (61) 2023-7261, vai centralizar informações e atender demandas relacionadas ao PRT, como o Mapa do Turismo Brasileiro, Categorização, Governanças e Planos de Desenvolvimento Territorial do Turismo.

O canal é destinado a interlocutores estaduais, Instâncias de Governança Regional (IGRs), Conselhos Municipais de Turismo, gestores municipais, representantes do trade turístico, organizações do terceiro setor e demais parceiros que atuam na implementação das políticas públicas do setor em todo o

(*) Com informações do MTur

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ESG já é prioridade máxima para 85% das empresas brasileiras, aponta estudo da RSM

- Brasil está entre os países da região com maior alinhamento regulatório, impulsionado por normas da CVM e do Banco Central;

- Apesar da alta priorização estratégica, somente 40% das empresas na América Latina possuem liderança dedicada em sustentabilidade;

- Na região, a prioridade para mudanças climáticas e gestão de emissões aumentou 16 pontos percentuais em 2025, alcançando 47%;

Da Redação (*)

Brasília – A agenda ESG no Brasil consolidou-se definitivamente como um pilar de compliance e estratégia corporativa. De acordo com a nova pesquisa ESG Latin America Landscape 2025, 85% das empresas brasileiras afirmam que avançar em governança corporativa e/ou gestão de riscos ESG é sua prioridade máxima para este ano.

O levantamento, realizado por uma das maiores redes globais de Auditoria, Consultoria e Impostos, com mais de 250 organizações em 18 países, cobre 24 setores da economia — com destaque para Serviços Financeiros (20,1%) e Indústria. Sendo o Brasil a maior fatia da amostra, o estudo revela um mercado nacional maduro na intenção, mas ainda em desafio na execução.

Quando analisados individualmente, os dados mostram a força da regulação financeira no país: 76,1% das empresas brasileiras citam especificamente a Governança Corporativa como foco, enquanto 39,1% destacam a Gestão de Riscos ESG. Esse movimento é impulsionado diretamente pelo alinhamento regulatório com normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Banco Central (BCB), que colocam o Brasil como referência técnica na região. Apesar de a governança estar no topo da pirâmide estratégica, o estudo aponta um descompasso estrutural. Em toda a América Latina, somente 40% das empresas possuem uma liderança dedicada à sustentabilidade.

“Isso gera um cenário onde a cobrança por conformidade é alta, mas a capacidade interna de entrega ainda está em formação. Sem uma liderança definida e dedicada nas empresas, muitas acabam tratando o tema apenas sob a ótica defensiva do risco e não da oportunidade de negócio”, analisa Marcelo Conti, sócio-líder de Consultoria e ESG da RSM no Brasil.

Esse gargalo se reflete nos desafios técnicos reportados: 50% das empresas brasileiras relatam dificuldades em medir KPIs ESG ou falta de capacidade técnica interna. Especificamente, 34,8% apontam a complexidade dos indicadores como barreira e 28,3% citam a falta de equipe qualificada.

Clima e IFRS

A pauta climática também ganhou tração significativa. No Brasil, 76% das companhias consideram prioritário reduzir as emissões de gases poluentes e no combate às consequências das mudanças climáticas. O foco prático é a mensuração: 34,8% das empresas nacionais já colocam a medição e redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) como meta central. Esse dado nacional supera a média regional (28,4%).

Na América Latina, a prioridade para gestão climática subiu 16 pontos percentuais em 2025, alcançando 47% das empresas.

Outro ponto de atenção trazido pelo estudo é a preparação para as normas internacionais de reporte financeiro de sustentabilidade (IFRS S1 e S2). Apenas 13% das empresas brasileiras se consideram preparadas para essas diretrizes, evidenciando que, mesmo com a priorização da governança, há um longo caminho de adaptação técnica a ser percorrido.

 

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Balança comercial acumula superávit de US$ 3,9 bilhões em duas semanas do mês de março

Em todo o mês corrente, as exportações somam US$ 14,7 bi e as importações, US$ 10,8 bi, com saldo positivo de US$ 3,9 bi e corrente de comércio de US$ 25,5 bi

Da Redação (*)

Brasília – Na segunda semana do mês de março, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 14,7 bilhões e as importações, US$ 10,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 65,6 bilhões e as importações, US$ 53,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 119,4 bilhões.

Esses e outros resultados, foram divulgados nesta segunda-feira (16/3), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,471 bi) com a de março/2025 (US$ 1,512 bi), houve queda de -2,7%. Em relação às importações houve queda de -1,9% na comparação entre as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,083 bi) com a do mês de março/2025 (US$ 1,104 bi).

Assim, até a 2ª semana de março/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.554 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 386,72 milhões. Comparando-se este período com a média de março/2025, houve queda de -2,4% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores: pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 54,55 milhões (19,2%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 42,2 milhões (-9,8%) em Agropecuária e de US$ 55,18 milhões (-7,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 8,5 milhões (17,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 6,44 milhões (-21,3%) em Agropecuária e de US$ 22,38 milhões (-2,2%) em produtos da Indústria de Transformação.

(*) Com informações da Secex/MDIC

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Populismo não gera produtividade

Ives Gandra da Silva Martins (*)

O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado. Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o desenvolvimento global.

O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o País ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial.

O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou serviços.

O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos sábados e domingos, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou nos serviços.

O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógica, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do País. É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação. Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educação, áreas onde o governo deveria concentrar seus maiores investimentos.

A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno. Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao País, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação.

Há uma necessidade premente de um projeto de País que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido. Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o País. Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência.

A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do País e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial. Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e sol o a no todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o País.(*) Ives Gandra da Silva

Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

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Nos EUA, Brasil debate desafios comerciais ao café e busca evitar novas tarifas sobre exportações

Cecafé participou da NCA Convention, onde realizou alinhamentos sobre as tarifas ainda vigentes ao café solúvel e o risco de novas taxações devido a investigações da Seção 301

Da Redação (*)

Brasília – O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, entre 12 e 14 de março, da “2026 NCA Convention”, em Tampa, Flórida, nos Estados Unidos, evento que reuniu aproximadamente 800 profissionais da cafeicultura global, entre líderes do setor e tomadores de decisão de toda a cadeia produtiva para networking, troca de informações e interação.

“Temos sincera gratidão à National Coffee Association (NCA) por organizar um evento excepcional, que destacou o melhor da indústria cafeeira americana. O Brasil teve um espaço de destaque, em posicionamentos e no estande na convenção. Estivemos com centenas de profissionais de todo o setor, promovendo discussões, networking e compartilhamento de conhecimento. Foi uma oportunidade fantástica para alinhar estratégias e explorar novas oportunidades”, destaca o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, que participou presencialmente junto com o presidente da entidade, Márcio Ferreira.

Mais do que estar no evento, a participação brasileira focou em conversas e alinhamentos com os pares americanos a respeito de desafios atuais à cafeicultura, como as taxas impostas pelo governo dos EUA sobre cafés a serem importados do Brasil, a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta pelo escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês), e outras investigações.

Segundo o diretor-geral do Cecafé, atualmente, os cafés verdes, torrados e torrados e moídos do Brasil estão isentos de taxas, mas o solúvel permanece com tarifas de 10% para ingressar nos EUA, que é superior, por exemplo, na comparação com o México, que possui tributo zero, é o maior fornecedor do produto aos americanos e vem tomando espaço do produto brasileiro naquele mercado.

“Há, ainda, os riscos que as investigações embasadas na Lei do Comércio e as denúncias relacionadas a questões trabalhistas feitas junto à Justiça norte-americana contra trazem aos cafés do Brasil. Por isso, em parceria com a NCA, em especial o staff de Washington, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), com participação da Associação Brasileira da Indústria de Café ( ABIC), estamos sendo proativos na defesa do nosso setor cafeeiro para nos anteciparmos aos riscos e trabalhar para que consigamos evitar que o produto receba novas tarifas”, completa Matos.

Esse alinhamento, focado em estratégias, desafios e oportunidades, conforme ele, ocorreu em oportunidades durante a NCA Convention e, principalmente, em uma reunião agendada pelo Cecafé com a NCA e seu time de Washington, com participação de ABICS e ABIC, em 12 de março, e em um encontro das entidades globais, no dia 14.

Cafés do Brasil
Na convenção, a delegação nacional contou com um estande, em espaço de destaque, onde expôs o inovador conceito “ESG+T”, que marca o reposicionamento setorial e a atualização da marca “Cafés do Brasil”, evidenciando a tecnologia como elemento central da tradição e da transformação com sustentabilidade da cafeicultura brasileira, por meio do respeito a meio ambiente e pessoas, e enaltece que essa tecnologia é a força motriz para a cafeicultura brasileira cultivar inovação e colher desenvolvimento.

“Nosso estande, que teve o Museu do Café como parceiro e patrocinador, foi um centro de atividades, com visitantes ansiosos para conhecer as inovações dos cafés do Brasil e, claro, provar nossos cafés excepcionais. Sua localização estratégica ao lado do salão principal, onde foram debatidos os temas-chave do evento, como economia, sustentabilidade e tendências de mercado, tornou o espaço brasileiro um local ideal para conexões”, revela Matos.

O trabalho de reposicionamento da marca “Cafés do Brasil” foi realizado pela agência Design Bridge and Partners e contou com contribuições de toda a cadeia produtiva, por meio de ABIC, ABICS, Cecafé, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

(*) Com informações do Cecafé

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