Programa Raízes Negras inicia nova etapa de qualificação em comércio exterior com vagas gratuitas em SP, RJ e MG

Ação do programa Raízes Comex amplia oportunidades de formação profissional

Da Redação (*)

Brasília – Pessoas negras terão novas oportunidades de formação em comércio exterior em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais por meio de uma nova etapa do Programa Raízes Comex, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Senac. As primeiras turmas começam no próximo dia 25 de maio em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ao todo, serão ofertadas 160 vagas gratuitas para o curso de Assistente de Serviços de Comércio Exterior nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Uberlândia.

As primeiras turmas começam em Campinas (SP). Na sequência, novos cursos terão início em São Paulo (capital) e no Rio de Janeiro. Outras turmas estão previstas para o final de maio nas três cidades, enquanto Uberlândia (MG) terá início em junho.

Os cursos são voltados prioritariamente para pessoas negras (pretas e pardas), jovens a partir de 16 anos e e estudantes cursando no mínimo o 2º ano do Ensino Médio. A ação integra a estratégia do governo federal de ampliar oportunidades de qualificação e inserção profissional em áreas ligadas ao comércio internacional.

“O crescimento do comércio exterior brasileiro precisa ser acompanhado pela ampliação de oportunidades, inclusão e diversidade. O Raízes Comex é uma política pública voltada à formação de novos profissionais para atuar em um setor estratégico para o desenvolvimento do país. Ao promover maior diversidade no comércio exterior, a iniciativa também contribui para tornar as empresas mais inovadoras e resilientes”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As inscrições estão abertas.

Raízes Comex amplia inclusão e diversidade

Criado pelo MDIC para ampliar oportunidades no comércio exterior e promover maior diversidade no setor, o Programa Raízes Comex conecta qualificação profissional, inclusão produtiva e geração de emprego em uma das áreas mais estratégicas da economia brasileira.

A iniciativa prioriza a formação de pessoas negras (pretas e pardas), jovens e estudantes da rede pública, buscando ampliar o acesso de novos talentos ao comércio exterior.

Além da capacitação gratuita, o programa fortalece a presença de novos profissionais em áreas ligadas à exportação, logística, negócios internacionais e serviços de comércio exterior.

(*) Com informações do MDIC

O post Programa Raízes Negras inicia nova etapa de qualificação em comércio exterior com vagas gratuitas em SP, RJ e MG apareceu primeiro em Comex do Brasil.

O Brasil entre Washington e Pequim

Allan Augusto Gallo Antonio (*)

A presença econômica chinesa no Brasil deixou de ser periférica para ocupar posição estratégica em setores como energia, petróleo, portos, logística e infraestrutura. Em muitos casos, esses investimentos são vistos apenas como sinais positivos de crescimento, mas quando áreas essenciais passam a depender fortemente de capital, tecnologia ou infraestrutura controlados por agentes estrangeiros, surge uma discussão inevitável sobre soberania nacional.

O setor energético ilustra essa transformação. A estatal chinesa State Grid, maior concessionária de energia do mundo, controla a CPFL Energia desde 2017 e opera ativos ligados à Usina de Belo Monte. Recentemente, a empresa declarou interesse em ampliar investimentos no Brasil em redes inteligentes, energias renováveis e infraestrutura para veículos elétricos.

De modo semelhante, a China Merchants Port Holdings adquiriu 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá, estratégico para o escoamento do agronegócio brasileiro. No comunicado oficial da operação, a companhia afirmou que a entrada no Brasil era “crucial para a expansão global” de sua rede logística.

A aproximação também avançou no setor energético e financeiro quando a Petrobras assinou memorandos de entendimento com empresas chinesas para cooperação em petróleo, gás, refino, hidrogênio e infraestrutura, com participação do Bank of China e do China Development Bank.

Parte do debate internacional interpreta esse avanço por meio da chamada “diplomacia da armadilha da dívida”, tese segundo a qual a China utilizaria investimentos para ampliar influência política. O tema, porém, costuma ser tratado com certo padrão duplo. Investimentos ocidentais normalmente são apresentados como globalização e integração econômica, enquanto a presença chinesa frequentemente é vista apenas sob a ótica da ameaça estratégica. Ainda assim, independentemente da origem do capital, dependência econômica prolongada inevitavelmente produz influência política.

O verdadeiro desafio brasileiro talvez não seja escolher entre Washington e Pequim, mas evitar dependência excessiva de ambos. No século da Realpolitik, soberania também significa controlar infraestrutura, logística e fluxos financeiros estratégicos.

Em um mundo marcado pela disputa entre grandes potências, países que não formulam estratégia acabam se tornando parte da estratégia dos outros.

(*) Allan Augusto Gallo Antonio, professor de Economia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber)

O post O Brasil entre Washington e Pequim apareceu primeiro em Comex do Brasil.

A rejeição de Jorge Messias e o preço da rigidez institucional

Ives Gandra da Silva Martins (*)

Tenho a impressão de que a rejeição da indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte, pelo Senado Federal, por 42 votos contrários a 34, ocorrida em 29 de abril, representou uma derrota do presidente Lula, e não do Advogado-Geral da União.

A meu ver, o ponto fraco de sua defesa ocorreu quando, ao ser questionado sobre os episódios de 8 de janeiro, ele afirmou ter sido o autor da acusação, tratando aquela desordem como um golpe de Estado. Na verdade, tratou-se de uma baderna, pois, sem o uso de armas, não haveria como configurar um golpe. Certamente, tal posicionamento enfraqueceu a sua apresentação.

Por outro lado, sabe-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, juntamente com o Centrão, não desejava essa indicação e decidiu demonstrar sua força perante o presidente Lula. No Supremo Tribunal Federal, havia aqueles que eram favoráveis à indicação e aqueles que eram contrários.

A insistência do Executivo em pautas que ignoram a independência técnica das instituições tem gerado um desgaste desnecessário. Ao priorizar critérios de proximidade pessoal e ideológica em detrimento de uma articulação institucional sólida, o governo acaba por tensionar a relação com o Legislativo, evidenciando uma dificuldade crônica de diálogo que transcende a simples composição de maiorias parlamentares.

Isso me recorda que, pela primeira vez in 132 anos, vivemos uma rejeição semelhante. O fato remonta ao governo do segundo presidente da República, cujo mandato foi marcado por uma forte tendência ditatorial e sucessivas revoltas, chegando-se a defender, inclusive, a pena de morte.

Do ponto de vista jurídico, a maior derrota que um presidente da República pode sofrer é a rejeição da indicação de um ministro para o Supremo, o que, nos últimos 132 anos, nunca havia ocorrido.

Poucas semanas após a votação histórica no Senado, os reflexos imediatos desse episódio demonstram que o Palácio do Planalto ainda tenta digerir o recado. A rejeição de Jorge Messias abriu uma crise aguda na articulação política do governo Lula, evidenciando uma postura de recuo e perplexidade diante de um Congresso Nacional fortalecido. Essa paralisia momentânea e a dificuldade de reação contaminam o debate sobre as pautas econômicas urgentes, provando que o erro estratégico na escolha do indicado trava a governabilidade no presente.

Isso também demonstra a fragilidade do governo Lula e comprova que a gestão vai muito mal sob diversos aspectos: na economia, nas contas públicas, nos juros e no aumento da carga tributária. Além disso, a constante aposta em projetos populistas pode dificultar severamente o cenário para o governo sucessor.

Creio que essa mensagem enviada ao presidente Lula deve levá-lo à reflexão. Vencer eleições por meio de manipulações ou com a defesa de projetos populistas — em um país com as riquezas e a potencialidade que o Brasil possui — impede um crescimento robusto, resultando em índices pífios como os vistos nas gestões do PT. Todo esse cenário culminou nesta monumental derrota.

Minha crítica não recai sobre o Advogado-Geral da União, o indicado, mas sim sobre o presidente Lula, por não ter sabido indicar alguém que fosse de consenso entre os Poderes e perante a sociedade brasileira, em vez de optar por seu advogado pessoal.

(*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal) , presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

O post A rejeição de Jorge Messias e o preço da rigidez institucional apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Corrente de comércio totaliza US$ 236 milhões até a 2° semana de maio com saldo de US$ 28,9 bilhões

No mês as exportações somam US$ 16 bi e as importações, US$ 11,9 bi, com saldo positivo de US$ 4,2 bi e corrente de comércio de US$ 27,9 bi

Da Redação (*)

Brasília – Na 2ª semana de maio de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,02 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 16 bilhões e as importações, US$ 11,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 27,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 132,6 bilhões e as importações, US$ 103,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 28,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 236,2 bilhões. Esses e outros resultados foram apresentados, nesta segunda-feira (18/5), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de maio/2026 (US$ 1,6 bilhão) com a de maio/2025 (US$ 1,4 bilhão), houve crescimento de 12,4%. Em relação às importações houve crescimento de 8,9% na comparação entre as médias até a 2ª semana de maio/2026 (US$ 1,185 bilhão) com a do mês de maio/2025 (US$ 1,088 bilhão).

Assim, até a 2ª semana de maio/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.786,15 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 415,35 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2025, houve crescimento de 10,9% na corrente de comércio.

Exportações importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 85,68 milhões (24,3%) em Agropecuária, e de US$ 121,01 milhões (16,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 33,92 milhões (10,0%) em Indústria Extrativa.

No acumulado até a 2ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,81 milhões (3,4%) em Agropecuária; de US$ 3,37 milhões (7,4%) em Indústria Extrativa e de US$ 90,86 milhões (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

(*) Com informações da Secex/MDIC

O post Corrente de comércio totaliza US$ 236 milhões até a 2° semana de maio com saldo de US$ 28,9 bilhões apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Embratur comemora segunda melhor marca da história com chegada de turistas internacionais em um quadrimestre

De janeiro a abril, as entradas de viajantes de outros países nos aeroportos internacionais do Brasil foi 16% mais alta que no mesmo período do ano passado; total de desembarques em quatro meses foi de 4,3 milhões

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil registrou o segundo melhor quadrimestre da história na chegada de turistas internacionais. O acumulado de janeiro a abril de 2026 foi beneficiado por um crescimento de 16% nas chegadas aéreas, que concentram viajantes com um ticket médio diário mais alto e permanecem por mais tempo nos destinos. O total de chegadas nos quatro primeiros meses deste ano foi de 4.333.423, apenas 2% menor que o acumulado de janeiro a abril de 2025 e 48% maior que no mesmo período de 2024.

Para abril, o registro de chegadas ficou em 591.049. Em ambos os casos, os números indicam a tendência de alta em relação à média histórica. As informações de entradas são da Embratur em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal. Considerando o número de viajantes de outros países que chegaram ao Brasil por via aérea nos quatro primeiros meses, o volume saltou de 2.396.664 em 2025 para 2.789.817 este ano.

O presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou a importância dos resultados obtidos diante do cenário de instabilidade política e econômica global e da flutuação do preço do petróleo. “Observamos uma mudança qualitativa importante no fluxo turístico. Manter patamares superiores a 2024, com um salto expressivo no modal aéreo, demonstra que o Brasil mantém sua competitividade nos mercados de longa distância mesmo com o cenário de instabilidade global que estamos enfrentando este ano. Este desempenho é fruto de um trabalho estruturado nos últimos três anos junto a todo o trade, cujo pilar central é o Plano Brasis”, avaliou.

“Nossa estratégia de promoção internacional orientada por dados, inteligência de mercado e parcerias comerciais sólidas, nos possibilita atravessar momentos difíceis com resiliência. Estamos atraindo um turista que consome mais e permanece mais tempo no país, validando a eficácia das nossas ações de promoção”, acrescentou R

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou os resultados de abril e o consolidado no primeiro quadrimestre do ano. “Em apenas quatro meses já ultrapassamos metade da meta estabelecida para todo o ano de 2026, no que diz respeito ao recebimento de turistas internacionais. Foram mais de 4,3 milhões de estrangeiros chegando ao Brasil, o que representa 57,8% da meta definida para o ano no Plano Nacional de Turismo, que é de 7,5 milhões de turistas internacionais”, afirmou.

Principais estados e países emissores

Nos resultados do quadrimestre por estado, São Paulo ficou em primeiro lugar entre os que mais receberam turistas internacionais, com 1.071.368 de desembarques, 4,95% a mais que no mesmo período de 2025. O ranking segue com Rio de Janeiro em segundo lugar, com 1.065.011 chegadas e o maior crescimento percentual, 18,07%. O Rio Grande do Sul vem em terceiro, com 817.581 viajantes e queda de 28,57%; seguido por Santa Catarina, com 505.054 (+2,45%); e Paraná, com 456.129 (-14,13%).

Entre os países emissores, a Argentina ficou em primeiro com 1.807.639 turistas enviados aos destinos brasileiros; seguida pelo Chile (373.726); Estados Unidos (284.870); Uruguai (263.289); e Paraguai (255.165).

Turismo rodoviário

O cenário econômico na América do Sul também impactou na entrada de turistas internacionais. Houve um registro de queda nas chegadas por rodovias de países como Argentina e Uruguai. Somente em abril, por exemplo, na conta total, o Brasil ganhou 388 mil turistas aéreos a mais que em 2025, embora tenha perdido 446 mil turistas rodoviários.

(*) Com informações da Embratur

O post Embratur comemora segunda melhor marca da história com chegada de turistas internacionais em um quadrimestre apareceu primeiro em Comex do Brasil.

FGV/Ibre: China impulsiona superávit comercial brasileiro e exportações aos EUA desabam

China amplia participação nas exportações brasileiras enquanto comércio com os Estados Unidos perde força e acende alerta sobre dependência externa.

Estudo da FGV/Ibre projeta superávit de até US$ 75 bilhões em 2026, mas aponta riscos ligados à guerra comercial entre EUA e China e às tensões no Oriente Médio.

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior brasileiro vive um momento de contrastes. Enquanto as exportações para a China avançam em ritmo acelerado, as vendas aos Estados Unidos acumulam nove meses seguidos de queda, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira (15) pela FGV/Ibre.

Aposta no superávit
O estudo projeta superávit da balança comercial entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões em 2026, desde que o conflito no Oriente Médio não se prolongue e o presidente Donald Trump evite novas medidas que ampliem a instabilidade global.

Pressão americana sobre o Brasil
O relatório destaca que o governo brasileiro tenta negociar o fim de sobretaxas e de investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, envolvendo Pix, plataformas digitais, propriedade intelectual e etanol.

Além disso, Washington pressiona por concessões na área de minerais críticos, em meio ao avanço da disputa estratégica com a China.

China amplia protagonismo
O superávit brasileiro com os chineses chegou a US$ 11,6 bilhões entre janeiro e abril, o equivalente a 47% de todo o saldo comercial do país no período.

As exportações para a China cresceram 19,9% em volume, impulsionadas principalmente por soja e petróleo. Em abril, os chineses responderam por 34% das exportações brasileiras.

EUA perdem espaço
Na direção oposta, o déficit brasileiro com os Estados Unidos aumentou de US$ 1 bilhão para US$ 1,4 bilhão. O Icomex aponta redução tanto nas exportações quanto nas importações, sinalizando enfraquecimento das trocas comerciais entre os dois países.

Guerra e commodities no radar
A FGV alerta que a guerra envolvendo o Irã pode afetar exportações brasileiras de carnes, milho e compras de fertilizantes e combustíveis.

O petróleo segue como principal produto exportado pelo Brasil em 2026. Apenas em abril, o saldo comercial do setor alcançou US$ 4,1 bilhões.

Corrida pelos carros elétricos
Outro destaque foi o salto nas importações de veículos de passageiros, que cresceram mais de 100%. O movimento é atribuído à antecipação da entrada de carros elétricos antes da tarifa de importação subir para 35% em julho.

América do Sul ganha espaço
As exportações brasileiras também avançaram para países sul-americanos como Chile, Peru e Colômbia, com destaque para veículos, petróleo e carnes. Para a Venezuela, as vendas dispararam 34%, puxadas por arroz e milho.

(*) Com informações da FGV/Ibre

O post FGV/Ibre: China impulsiona superávit comercial brasileiro e exportações aos EUA desabam apareceu primeiro em Comex do Brasil.

EUA têm um dos piores desempenhos entre os grandes parceiros comerciais do Brasil, aponta Monitor da Amcham

Da Redação (*)

Brasília – O comércio entre Brasil e Estados Unidos segue em desaceleração em 2026, com retração tanto das exportações brasileiras quanto das importações originárias dos EUA, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham Brasil.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 10,9 bilhões entre janeiro e abril de 2026, uma queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa o menor valor exportado para o mercado americano desde 2023. No acumulado do quadrimestre, os Estados Unidos responderam por 9,4% de tudo o que o Brasil exportou para o mundo no período.

Na comparação com os principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos registraram um dos piores desempenhos entre os principais destinos das exportações brasileiras em 2026. Enquanto as exportações brasileiras para o mundo cresceram 9,2% no acumulado do ano, as vendas para os EUA recuaram 16,7%.

Fortes quedas nas exportações e importações

As importações brasileiras de produtos americanos também registraram retração no período. As compras originárias dos EUA recuaram 13% no acumulado do primeiro quadrimestre e 18,1% apenas em abril, influenciadas principalmente pela redução nas importações de motores e máquinas, aeronaves e partes e óleos combustíveis.

“A contração das trocas bilaterais em abril, com queda simultânea das exportações e importações, reforça a importância de aproveitar a janela de diálogo acordada entre os dois presidentes na semana passada para avançar rapidamente em negociações que evitem novas tarifas e permitam retomar o crescimento do comércio bilateral”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Apenas em abril, as exportações brasileiras aos EUA caíram 11,5%, alcançando US$ 3,1 bilhões — o nono mês consecutivo de queda nas vendas externas brasileiras para o mercado americano. Entre os principais fatores que pressionaram o desempenho estão a forte redução nas exportações de petróleo bruto (-45,6%) e café não torrado (-46,1%) no mês.

O levantamento da Amcham mostra ainda que os bens sem sobretaxas lideraram as perdas em abril, com queda de 25,2%, enquanto os produtos sujeitos à sobretaxa de 10% recuaram 7,6%. Já os itens impactados pela Seção 232 apresentaram crescimento de 22,5% no mês, puxados principalmente pelos embarques de aço e alumínio (+44,3%).

No acumulado do ano, tanto produtos sobretaxados quanto bens isentos apresentaram retração. Os produtos sujeitos à sobretaxa de 10% tiveram a maior queda entre os grupos analisados, com recuo de 23,7%. Com exportações em queda mais intensa do que as importações no acumulado de janeiro a abril, o déficit brasileiro na balança comercial com os Estados Unidos aumentou 35% no quadrimestre, alcançando US$ 1,3 bilhão. Em abril, no entanto, as importações recuaram em ritmo mais forte do que as exportações.

(*) Com informações da Amcham Brasil

O post EUA têm um dos piores desempenhos entre os grandes parceiros comerciais do Brasil, aponta Monitor da Amcham apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasil e Malásia projetam ampliar relações em setores estratégicos; MDIC defende diversificação das exportações

Da Redação

Brasília – Brasil e Malásia vão trabalhar para intensificar as relações bilaterais em setores estratégicos como semicondutores, petróleo e gás e também têm interesse em ampliar a cooperação tecnológica e empresarial. Essa disposição em reforçar o intercâmbio entre os dois países foi um dos temas tratados em reunião entre o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, e o embaixador da Malásia, Mohammad Ali Bin Selamat, no último dia 4 de maio, na sede da Associação, em São Paulo.

Segundo Humberto Barbato, “nesse encontro, demos continuidade a esse processo com a convicção de que o relacionamento entre a indústria brasileira de alta tecnologia e as empresas malaias pode gerar oportunidades concretas de inovação, investimento e integração produtiva, inclusive com vistas à inserção em cadeias globais de valor e no fortalecimento dos laços com a região da ASEAN”

O presidente da Abinee disse ainda que na reunião enfatizou-se a importância da transferência de tecnologia e o intercâmbio de conhecimento. Ele disse ainda que foram identificadas sinergias que se seguirão em encaminhamentos práticos para o desenvolvimento sustentável dos setores industriais de ambos os países.

Em sua visita a São Paulo, o Embaixador Selamat também participou de uma reunião com a CDIAL HALAL, certificadora considerada um marco importante na aproximação da Malásia com a indústria HALAL do Brasil.  A instituição vem desenvolvendo um trabalho fundamental dentro do marco segurança alimentar Brasil-Malásia.  Com certificado HALAL a agroindústria brasileira exporta hoje carne bovina, frango, açúcar e outros produtos para a Malásia.

Na reunião com a CDIAL HALAL, o Embaixador malaio ressaltou a importância do Brasil no ecossistema da indústria HALAL da Malásia, destacando que o Brasil é o principal parceiro comercial da Malásia na América Latina. O diplomata malaio convidou a CDIAL à reforçar a sua presença nas principais Feiras de Negócios na Malásia como #mihas #SIAL

Brasil quer ampliar comércio e diversificar pauta exportadora

A Malásia ocupa a 35ª. posição no ranking dos países de destino das exportações brasileiras e de janeiro a abril as exportações para o país asiático totalizaram US$ 783 milhões (com uma queda de 22,5% em comparação com o mesmo período de 2025. A Malásia foi o destino de 0,67% das exportações totais brasileiras no primeiro quadrimestre deste ano. Em contrapartida, as exportações malaias cresceram 5,6% para US$ 549 milhões. A corrente de comércio (exportações+importações) totalizou US$ 1,3 bilhão, com um superávit de US$ 235 milhões em favor do Brasil.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) o Brasil tem muito interesse em ampliar as trocas comerciais com a Malásia e, também, pretende trabalhar para que o aumento do intercâmbio bilateral se viabilize com uma mudança na pauta exportadora brasileira, fortemente concentrada em produtos básicos, de baixo valor agregado.

De janeiro a abril, essa continuou sendo a tônica no comércio malaio-brasileiro e os cinco principais produtos exportados foram commodities agrícolas e minerais. São eles minérios de ferro (US$ 313 milhões); minérios de cobre (US$ 110 milhões); milho não moído (US$ 89 milhões); açúcares e melaços (US$ 83 milhões); e algodão em bruto (US$ 43 milhões).

Por sua vez, a Malásia concentra suas exportações para o Brasil exclusivamente em produtos manufaturados. Os cinco itens mais vendidos ao Brasil no primeiro quadrimestre deste ano foram válvulas e tubos termiônicas (US$ 106 milhões); equipamentos de telecomunicações (US$ 36 milhões); máquinas automáticas de processamento de dados (US$ 36 milhões); obras de ferro ou aço (US$ 33 milhões); e margarina e reduções (US$ 32 milhões).

 

O post Brasil e Malásia projetam ampliar relações em setores estratégicos; MDIC defende diversificação das exportações apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Plataforma Brasil Exportação abre 30 vagas para prestadores de serviços de eventos, feiras e missões internacionais

Da Redação (*)

Brasília – A Plataforma Brasil Exportação, da ApexBrasil, está com 30 vagas abertas para prestadores de serviços especializados na organização de eventos, feiras e missões internacionais. O cadastro é gratuito e voltado a empresas interessadas em ampliar sua atuação junto ao ecossistema brasileiro de comércio exterior.

A proposta da plataforma é conectar fornecedores especializados a empresas exportadoras em um ambiente qualificado de negócios, fortalecendo a internacionalização de produtos e serviços brasileiros. Além da visibilidade nacional, os participantes passam a integrar uma rede estratégica voltada à geração de oportunidades comerciais e parcerias internacionais.

A Brasil Exportação reúne instituições como ApexBrasil, Sebrae, CNI, CNA, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), consolidando-se como um hub de apoio à internacionalização de empresas brasileiras.

A iniciativa busca ampliar o acesso das empresas exportadoras a soluções especializadas, contribuindo para tornar os processos de inserção internacional mais eficientes e conectados às demandas do mercado global.

Os interessados devem acessar o portal brasilexportacao.com.br para consultar o edital e realizar o cadastro.

(*) Com informações da ApexBrasil

O post Plataforma Brasil Exportação abre 30 vagas para prestadores de serviços de eventos, feiras e missões internacionais apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasil leva delegação recorde à SIAL Shanghai 2026 com 182 empresas expositoras e cinco pavilhões

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participa, nos dias 18 e 20 de maio, da SIAL China 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais vitrines globais do setor. Realizada anualmente em Xangai, a feira reúne mais de 5 mil expositores de 125 países e recebe cerca de 180 mil visitantes, entre compradores, distribuidores, investidores e representantes da indústria alimentícia internacional.

O ministro da Agricultura, André de Paula, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão e o Cônsul-Geral Augusto Pestana estarão presentes no evento, além do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Participação recorde

Nesta edição, o Brasil participará com uma delegação recorde de 82 empresas expositoras, distribuídas em cinco pavilhões nacionais organizados pela ApexBrasil e por entidades parceiras. O número supera as 54 empresas presentes na edição anterior e reforça o avanço da presença brasileira no mercado asiático. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

A participação brasileira será composta por empresas dos segmentos de alimentos processados, cafés especiais, frutas amazônicas, bebidas, proteínas animal e vegetal, mel, castanhas e produtos da sociobiodiversidade brasileira. Os pavilhões contarão com ações de degustação, encontros com compradores internacionais, fóruns empresariais e rodadas de negócios ao longo da feira.

Um dos destaques da participação brasileira será a presença inédita do programa Cooperar para Exportar na China. Após estrear internacionalmente durante a Gulfood 2026, em Dubai, o programa chega agora à SIAL Shanghai com um pavilhão exclusivo dedicado à agricultura familiar, reunindo 10 cooperativas de diferentes regiões do país.

Na SIAL China, o pavilhão do programa contará com cooperativas como CooperCaju, Coopercuc, Cooperativa Grande Sertão, Unicafes Bahia, AmazonBai, Nova Aliança e Vinícola Aurora, levando ao público chinês produtos como cafés especiais, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas, derivados de açaí e alimentos típicos da biodiversidade brasileira.

(*) Com informações da ApexBrasil

O post Brasil leva delegação recorde à SIAL Shanghai 2026 com 182 empresas expositoras e cinco pavilhões apareceu primeiro em Comex do Brasil.