Curso gratuito do Programa Raízes Comex oferece mais 250 vagas para mulheres e negros

Parceria entre MDIC e Sindasp é voltada para qualificação pessoas com conhecimentos básicos sobre a área

Da Redação (*)

Brasília – Estão abertas as inscrições para a terceira turma de cursos online gratuitos da plataforma EduComex, iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp). Os cursos fazem parte Programa Raízes Comex e são voltados para mulheres e pessoas negras com conhecimentos básicos da área.

Nessa fase, serão disponibilizados 250 acessos gratuitos à plataforma. As inscrições tiveram início nesta terça-feira (26/5) e vão até 18 de junho. Eventuais vagas remanescentes serão destinadas ao público geral.

Programa diverso e inclusivo

“Com a abertura desta terceira turma, o curso se consolida como uma importante iniciativa do Programa Raízes Comex, que lançamos em 2024 para ampliar oportunidades para pessoas negras no comércio exterior. Estou certa de que um comércio exterior mais diverso e inclusivo é também mais forte e mais competitivo e é por isso que seguimos apostando na consolidação e ampliação do Raízes”, destacou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A EduComex é a plataforma de ensino a distância do Sindasp voltada à capacitação contínua de profissionais de comércio exterior. Com mais de 180 horas de aulas gravadas, o ambiente reúne cursos que vão desde os fundamentos da área até tópicos avançados, organizados em trilhas temáticas e desenvolvidos por especialistas do setor. Ao final dos cursos, os participantes recebem certificado de conclusão reconhecido pelo mercado.

Cronograma da 3ª turma de cursos online

  • Período de inscrição: 26 de maio a 18 de junho de 2026
    • Publicação dos resultados: 26 de junho de 2026
    • Validação e liberação dos acessos: 30 de junho de 2026
    • Período de realização do curso: 1º de julho a 30 de setembro de 2026, com possibilidade de renovação por mais três meses condicionada ao desempenho do estudante

(*) Com informações do MDIC

O post Curso gratuito do Programa Raízes Comex oferece mais 250 vagas para mulheres e negros apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordos comerciais ampliam mercados e fortalecem indústria brasileira, destaca o MDIC

Tatiana Prazeres, da Secex, falou no Senado sobre a importância dos tratados assinados com Singapura, EFTA e Mercosul

Da Redação (*)

Brasília – Ampliação de mercados, atração de investimentos, fortalecimento da indústria nacional e agregação valor às exportações brasileiras estão entre os objetivos dos acordos de livre comércio firmados pelo Mercosul nos últimos anos, segundo avaliação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante debate realizado no Senado nesta terça-feira (26/5).

“Os acordos com Singapura, União Europeia e EFTA representam a maior expansão da rede de acordos comerciais do Brasil e uma mudança histórica no perfil da inserção internacional brasileira. Em conjunto, ampliam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio do país coberta por acordos comerciais”, afirmou Tatiana.

Durante a apresentação, que ocorreu na Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, ela lembrou que o acordo com Singapura, assinado em 2023, foi o primeiro firmado pelo bloco em mais de dez anos, ressaltando ainda o potencial estratégico da parceria para ampliar mercados. Singapura é o sétimo principal destino das exportações brasileiras.

No caso do acordo entre Mercosul e EFTA, o entendimento prevê ampla cobertura tarifária e abertura gradual de mercado, incluindo a eliminação de tarifas para produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Esforço de neoindustrialização

Tatiana também relacionou os acordos à estratégia de neoindustrialização conduzida pelo governo federal e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, com reflexos diretos sobre o perfil das exportações do país.

“O esforço de neoindustrialização conduzido pelo governo federal busca promover uma indústria mais competitiva, inovadora e preparada para disputar mercados internacionais”, destacou.

A embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE), também participou do debate, conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia, e ressaltou o caráter estratégico dos acordos para a diversificação comercial brasileira.

Relação comercial e impactos econômicos

No caso de Singapura, o país asiático possui PIB de US$ 547 bilhões e importações de US$ 457 bilhões. A corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões em 2025, com exportações brasileiras de US$ 7,4 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2040, impacto positivo de R$ 28 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 11 bilhões em investimentos e crescimento de US$ 40 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

Já o Mercosul-EFTA envolve Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, mercado com cerca de 15 milhões de consumidores e PIB combinado de US$ 1,5 trilhão. O comércio do Brasil com esses países movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025. A Suíça é atualmente o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2044, impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

(*) Com informações do MDIC

O post Acordos comerciais ampliam mercados e fortalecem indústria brasileira, destaca o MDIC apareceu primeiro em Comex do Brasil.

MTur apresenta atrações turísticas do Brasil para mais de 3 mil agências de turismo da China

Iniciativa faz parte da agenda do ministro Gustavo Feliciano para consolidar o país como destino prioritário para viajantes chineses

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Turismo intensificou sua estratégia internacional para atrair turistas chineses ao Brasil. Em missão em Xangai, o ministro Gustavo Feliciano se reuniu, nesta terça-feira (26), com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil agências de turismo. A iniciativa faz parte de uma articulação do Ministério para consolidar o país como destino prioritário para viajantes daquele país.

A agenda ocorre em um momento em que o Brasil dispensou a exigência de visto para cidadãos chineses que desejam visitar o país, medida em vigor desde 11 de maio e que é considerada estratégica para impulsionar a entrada de turistas vindos da China. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.

Como parte dessa preparação, o ministério já credenciou, somente neste ano, 325 agências brasileiras aptas a receber turistas chineses, garantindo estrutura para atender às especificidades desse mercado.

Segundo Gustavo Feliciano, as ações adotadas pelo governo já começam a fortalecer a presença do Brasil no mercado chinês. “As medidas adotadas estão criando um ambiente favorável para atrair turistas chineses e posicionar o Brasil como destino competitivo no cenário internacional”, afirmou o ministro.

Mercado chinês em expansão

A diversidade natural, a riqueza cultural e a oferta de destinos têm sido apresentadas como diferenciais na promoção do Brasil no mercado chinês. Entre os locais mais procurados por visitantes do país estão a Amazônia, o Pantanal e os Lençóis Maranhenses, além de Rio de Janeiro, São Paulo e as Cataratas do Iguaçu.

Durante o encontro, o ministro destacou que o Brasil está estruturando uma política permanente de aproximação com o setor turístico chinês. A meta é estimular a inclusão de roteiros brasileiros nos catálogos das principais operadoras asiáticas.

“Nosso foco é tornar o país cada vez mais desejado por esse público. Esperamos que essas trocas resultem em aumento do fluxo desses turistas, consolidando o Brasil como uma das principais apostas do turismo internacional”, concluiu Gustavo Feliciano.

(*) Com informações do MTur

O post MTur apresenta atrações turísticas do Brasil para mais de 3 mil agências de turismo da China apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Gastos de turistas estrangeiros no Brasil totalizam R$ 20,2 bilhões no primeiro quadrimestre do ano

Resultado de abril também foi maior: R$ 4,19 bilhões, crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2025

Da Redação (*)

Brasília – Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil aumentaram no primeiro quadrimestre de 2026 e atingiram R$ 20,2 bilhões, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as despesas, de janeiro a abril, atingiram R$ 18,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Analisando apenas o mês de abril, os turistas internacionais injetaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 1,2% na comparação com abril de 2025, quando os valores alcançaram R$ 4,14 bilhões.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou os bons números. “O turismo brasileiro vive um momento especial, com estatísticas positivas em todos os segmentos. Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo brasileiro transforma a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirmou.

A divulgação do aumento dos gastos de turistas estrangeiros coincide com uma série de agendas do ministro na China, onde tem promovido ações em busca de atrair turistas chineses para o Brasil.

Aérea chinesa anuncia novas rotas para o Brasil

Nesta segunda-feira (25), em Xangai, Feliciano iniciou negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país, para a abertura de rotas entre as duas nações. Durante o encontro, ele também apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.

O ministro avançou ainda nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo, durante encontro com representantes da empresa, em Xangai. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil, principalmente após as oportunidades decorrentes da isenção recíproca de visto entre os dois países.

Ele também se reuniu com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil empresas. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.

(*) Com informações do MTur

O post Gastos de turistas estrangeiros no Brasil totalizam R$ 20,2 bilhões no primeiro quadrimestre do ano apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Petróleo, fertilizantes e carros lideram o ranking dos produtos mais importados em abril; confira o top 10 segundo a B2Gether

Pesquisa realizada pela B2Gether, por meio da plataforma Comex Stat, revela quais são os produtos mais importados pelo Brasil no mês passado

Da Redação (*)

Brasília – Os óleos combustíveis de petróleo formam a categoria de produtos com o maior volume de importações do Brasil no último mês. A compra desses materiais — que também envolve óleos de minerais betuminosos e não inclui os óleos brutos — registrou mais de US$ 1,5 bilhão (Valor FOB) em abril, representando 6,46% do total importado pelo país.

Outra categoria que se destacou no mês anterior foi a dos adubos ou fertilizantes químicos, com exceção dos fertilizantes brutos. A importação desses produtos envolveu um volume de US$ 1,26 bilhão, sendo responsável por 5,3% de todas as importações brasileiras no mês e ficando no segundo lugar do ranking.

Na terceira posição dos mais importados aparecem os veículos automóveis de passageiros, cuja compra do exterior movimentou US$ 1,24 bilhão com uma participação de 5,29% em relação ao total importado no período.

Os dados foram extraídos da pesquisa da empresa de câmbio B2Gether sobre os produtos mais importados no ano, realizada por meio da plataforma Comex Stat, do Governo Federal.

Veja, a seguir, o ranking dos 10 produtos mais importados pelo Brasil no mês de abril:

1 – Óleos combustíveis (refinados) | Valor FOB: US$ 1,5 bilhão

2 – Adubos ou fertilizantes químicos | Valor FOB: US$ 1,26 bilhão

3 – Veículos automóveis de passageiros | Valor FOB: US$ 1,24 bilhão

4 – Partes e acessórios dos veículos automotivos | Valor FOB: US$ 855 milhões

5 – Válvulas e componentes eletrônicos (diodos, transistores) | Valor FOB: US$ 812 milhões

6 – Outros medicamentos (incluindo veterinários) | Valor FOB: US$ 751 milhões

7 – Compostos químicos avançados | Valor FOB: US$ 733 milhões

8 – Medicamentos e produtos farmacêuticos | Valor FOB: US$ 692 milhões

9 – Óleos brutos de petróleo | Valor FOB: US$ 663 milhões

10 – Equipamentos de telecomunicações | Valor FOB: US$ 554 milhões

(*) Com informações da B2Gether

 

O post Petróleo, fertilizantes e carros lideram o ranking dos produtos mais importados em abril; confira o top 10 segundo a B2Gether apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Superávit comercial ultrapassa US$ 30 bilhões até a 3ª. semana de abril com alta nas exportações e importações

 

No mês, as exportações somam US$ 23,5 bi e as importações, US$ 17,8 bi, com saldo positivo de US$ 5,7 bi e corrente de comércio de US$ 41,3 bi

Da Redação (*)

Brasília – Na 3ª semana de maio de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 23,5 bilhões e as importações, US$ 17,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 41,3 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 140 bilhões e as importações, US$ 109,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (25/5), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de maio/2026 (US$ 1,565 bilhões) com a de maio/2025 (US$ 1,424 bilhões), houve crescimento de 9,9%. Em relação às importações houve crescimento de 9,2% na comparação entre as médias até a 3ª semana de maio/2026 (US$ 1,188 bilhões) com a do mês de maio/2025 (US$ 1,088 bilhões).

Assim, até a 3ª semana de maio/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.754,6 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 376,79 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2025, houve crescimento de 9,6% na corrente de comércio.

Exportações importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 65,17 milhões (18,5%) em Agropecuária e de US$ 111,89 milhões (15,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 37,56 milhões (11,1%) em Indústria Extrativa.

No acumulado até a 3ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 1,37 milhões (3,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 98,79 milhões (9,8%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 1,31 milhões (5,5%) em Agropecuária.

(*) Com informações da Secex/MDIC

O post Superávit comercial ultrapassa US$ 30 bilhões até a 3ª. semana de abril com alta nas exportações e importações apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Pirataria marítima registra 137 casos em 2025 e acende alerta no comércio global, diz ICC

Ataques contra navios e mudanças de rota ampliam custos logísticos em um setor que movimenta mais de 80% do comércio mundial 

Da Redação (*)

Brasília – A pirataria moderna deixou de ser um problema restrito à segurança naval e passou a afetar diretamente a logística internacional, os custos de transporte e a previsibilidade das cadeias de suprimentos. O International Maritime Bureau, da International Chamber of Commerce (ICC), registrou 137 incidentes contra navios em 2025. Do total de ocorrências, 121 embarcações foram abordadas, quatro foram sequestradas e dez foram alvo de tentativas de ataque.

Os dados dimensionam o problema, já que foram reportados 116 casos em 2024 e 120 em 2023, indicando aumento progressivo. Os ataques em alto-mar geram prejuízos milionários, elevam custos de seguro e frete e obrigam empresas a rever rotas para proteger cargas, navios e tripulações.

A pirataria contemporânea envolve grupos organizados, com uso de embarcações rápidas, armamentos e tecnologia de rastreamento, de acordo com o portal especializado Modal Connection. Além do roubo de mercadorias, combustíveis e cargas de alto valor, há casos em que o próprio navio e a tripulação passam a ser usados como instrumentos de extorsão.

Embora a maior parte dos casos de 2025 tenha sido classificada como de baixo nível, a violência contra tripulantes é um ponto de atenção. De acordo com o ICC, 46 tripulantes foram mantidos reféns, 25 foram sequestrados, dez foram ameaçados, quatro ficaram feridos e três foram agredidos. O relatório também indica aumento no uso de armas de fogo, registradas em 42 incidentes no ano passado.

As áreas de risco também explicam por que o tema preocupa operadores logísticos, seguradoras e empresas de comércio exterior, com impacto direto nos custos. Os Estreitos de Singapura concentraram o maior número de ocorrências, com 80 incidentes, representando 58% dos casos do ano passado, segundo o ICC.

Transporte marítimo responde por 80% do comércio mundial

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) aponta que o transporte marítimo movimenta mais de 80% do comércio mundial de mercadorias. Os redirecionamentos de longa distância provocados por tensões geopolíticas mantiveram os navios por mais tempo em operação, com crescimento de quase 6% em toneladas-milha em 2024. Os fretes também ficaram mais voláteis, de acordo com a UNCTAD, especialmente após a crise do Mar Vermelho em 2024.

Com isso, a proteção de carga deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a fazer parte da estratégia de competitividade da logística internacional, já que existe grande dependência do modal marítimo.

No Brasil, isso deve ser visto com atenção. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostram que o setor aquaviário movimentou 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, crescimento de 6,1% sobre o ano anterior. A navegação de longo curso, diretamente ligada ao comércio internacional, respondeu por 1,01 bilhão de toneladas no período.

(*) Com informações da ICC

O post Pirataria marítima registra 137 casos em 2025 e acende alerta no comércio global, diz ICC apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Porto de Santos segue sua rotina e bate novo recorde de movimentação de cargas: 59,3 milhões de toneladas no 1º. quadrimestre

Nos primeiros quatro meses do ano, houve crescimento de 6,6% ante o mesmo período do ano passado

Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos não para de registrar recordes. Em abril de 2026, a movimentação de cargas atingiu 16,5 milhões de toneladas, recorde para esse mês, com aumento de 11,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, foi registrado um crescimento de 6,6%, com 59,3 milhões de toneladas, a melhor marca para um primeiro quadrimestre da série histórica.

No último mês de abril, a movimentação de contêineres chegou a 508,7 mil TEU, aumento de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, também a melhor marca histórica para abril. No acumulado do quadrimestre, os 1,91 milhões de TEU representam um crescimento de 5,4% na comparação com 2025. TEU é a medida padrão para contêineres.

A movimentação de granéis líquidos acumulou 6,6 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses – um aumento de 10,1% comparado ao mesmo período de 2025 e novo recorde para um primeiro quadrimestre. Em abril, foi movimentado 1,7 milhão de toneladas. Os destaques do primeiro quadrimestre foram os aumentos do embarque de diesel, óleo combustível e gasolina: +27,9%, +23,9% e +15,8%, respectivamente.

Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 29,2 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026 (+8,2% sobre 2025), outro recorde para o período. Soja em grãos (54,8%), açúcar (+16%) e soja peletizada (12%) apresentaram os maiores crescimentos. No mês de abril, a movimentação de granéis sólidos avançou 16,2% ante abril de 2025.

Importância do Porto de Santos para o Brasil

A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28,5% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano. No período, a China ampliou a sua condição de principal parceiro comercial: cerca de 31,9% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro quadrimestre chegou a US$ 18,98 bilhões (ante US$ 6,27 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).

São Paulo foi o estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026. Foram US$ 30,3 bilhões, correspondentes a 50,9% do total.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

O post Porto de Santos segue sua rotina e bate novo recorde de movimentação de cargas: 59,3 milhões de toneladas no 1º. quadrimestre apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasil amplia presença no mercado latino-americano com inscrições abertas para a ExpoCruz 2026

 

Brasil amplia presença no mercado latino-americano com inscrições abertas para a ExpoCruz 2026

Empresas brasileiras interessadas em expandir negócios no mercado internacional poderão participar da maior feira multissetorial da América Latina com apoio financeiro, consultorias e espaço no pavilhão brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está com inscrições abertas para a participação de empresas brasileiras na ExpoCruz, a maior feira multissetorial da América Latina.O evento será realizado entre os dias 18 e 27 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, reunindo milhares de marcas e setores produtivos para rodadas de negócios e exposição de produtos.

A iniciativa pretende ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional, principalmente latino-americano, promovendo oportunidades de negócios, networking e visibilidade para marcas nacionais de setores como: alimentos, bebidas e agronegócio; indústria e serviços; máquinas e equipamentos; artigos para o lar, casa e construção; têxtil; artigos para mercado pet; beleza, higiene e cuidados pessoais; insumos agrícolas e setor varejista supermercadista. Para essa edição, empresas selecionadas pela ApexBrasil farão parte do pavilhão brasileiro com espaços para networking e geração de negócios, e vão participar de webinars de preparação e consultoria individual antes e depois da feira.

Além disso, micro e pequenas empresas contarão com apoio financeiro, que inclui passagem aérea e hospedagem. Serão contempladas até 10 micro, pequenas e médias empresas brasileiras com reembolso de até 20 mil reais, conforme categorias de despesas especificadas no regulamento. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas neste link, até o dia 14 de junho. Outros serviços e condições de participação podem ser consultados no Regulamento.

Com o objetivo de aumentar a participação feminina no mercado internacional e promover o reconhecimento de empresas lideradas por mulheres na base exportadora brasileira, a seleção de participantes contará com critérios que incentivam a diversidade e a inclusão, por meio de pontuação extra.

Resultados ExpoCruz 2025

Na edição anterior da ExpoCruz, a participação brasileira apresentou resultados expressivos, reforçando o potencial da feira como plataforma estratégica no contato das empresas com o mercado latino. Ao todo, 23 empresas participaram da iniciativa, gerando 1.198 contatos comerciais e uma estimativa de negócios de US$ 5,14 milhões. Os resultados evidenciam o alto nível de interesse dos compradores por produtos brasileiros e a efetividade das ações de promoção comercial conduzidas no âmbito evento.

Serviço – ExpoCruz 2026 
Local: Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
Data da feira: 18 a 27 de setembro de 2026
Prazo de inscrição: até 14 de junho de 2026
Público-alvo: micro, pequenas e médias empresas brasileiras dos setores elegíveis
Benefício: reembolso de até R$ 20 mil, conforme regulamento
Mais informações: Regulamento

IInscrições: clique aqui.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

O post Brasil amplia presença no mercado latino-americano com inscrições abertas para a ExpoCruz 2026 apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Da operação à estratégia: como a tecnologia redefiniu o supply chain

Alexandra Fuzari (*)

Como o Supply Chain deixou de ser apenas execução para virar o motor estratégico das empresas? Conheça o papel da tecnologia, os impactos do nearshoring e o novo baseline de decisão em tempo real.

Ao longo da minha carreira, vi o Supply Chain evoluir de uma função operacional para um diferencial competitivo estratégico. Nos últimos 30 anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma engrenagem de execução e se tornou um dos principais motores de vantagem nas organizações globais. A tecnologia não apenas acompanhou essa transformação, ela foi a protagonista.

Nos anos 90, com a abertura econômica e a expansão dos acordos comerciais, o comércio internacional cresceu aceleradamente. Foi o início da digitalização, onde os ERPs integraram compras, estoque e finanças, enquanto os documentos físicos começaram a ser substituídos por transmissões eletrônicas. Os ganhos de velocidade e controle foram claros, mas, naquele momento, o foco ainda era otimizar a execução e não a estratégia.

Na década de 2000, a globalização ganhou escala. As cadeias produtivas cruzaram continentes e ferramentas como MRP e APS passaram a orquestrar operações complexas. Pela primeira vez, era possível tomar decisões quase em tempo real, como programar a produção na Ásia com base na demanda da América do Norte. O efeito colateral foi a criação de cadeias eficientes, porém extremamente dependentes.

A complexidade aumentou com a multiplicação de fornecedores e lead times voláteis. Softwares como WMS e TMS surgiram para trazer controle logístico e rastreabilidade, mas a maioria das operações ainda trabalhava de forma reativa, sem conseguir se antecipar aos problemas.

Nos anos 2010, o avanço do e-commerce elevou o nível de exigência. Volume, velocidade e previsibilidade passaram a ser obrigações básicas. A rastreabilidade em tempo real se tornou essencial e as APIs permitiram integrar clientes, fornecedores e operadores, possibilitando a visibilidade de ponta a ponta. No entanto, visibilidade sem capacidade de decisão ainda não gera vantagem competitiva real.

Então veio 2020. A pandemia não criou fragilidades, ela apenas expôs as que já existiam. Em uma das operações que liderei, sofremos uma ruptura de planejamento por falta de um único componente eletrônico vindo da China. Um único item parou toda a cadeia.

Cadeias muito otimizadas colapsaram e a dependência de regiões específicas resultou em escassez e custos logísticos explosivos. Empresas focadas exclusivamente em eficiência pagaram um preço alto. Ficou claro que o sucesso não dependia de quem tinha o melhor plano, mas de quem conseguia se adaptar com mais agilidade. Analytics, simulação de cenários e dados em tempo real deixaram de ser diferenciais para virarem itens de sobrevivência. A lição foi direta: eficiência sem resiliência não se sustenta.

Embora vivamos uma clara reconfiguração das cadeias globais com a regionalização, o nearshoring e a diversificação de fornecedores, o maior desafio atual do Supply Chain não é a rede física, mas a qualidade e a velocidade da decisão baseada em dados. Equilibrar custo, risco e nível de serviço virou uma constante para os executivos da área, que não podem mais se guiar por intuição ou histórico, mas pela precisão de dados atualizados.

Nesse cenário, a automação deixou de ser apenas uma alavanca de produtividade para se tornar um mecanismo de inteligência. Hoje, automatizar significa:

  • prever rupturas antes que aconteçam
  • simular múltiplos cenários em minutos
  • tomar decisões com mínima intervenção humana
  • reagir à disrupção em escala global

Enquanto muitas empresas ainda operam com a mentalidade dos anos 2000, o mercado atual exige decisões no ritmo dos anos 2020, gerando uma perda de competitividade silenciosa que corre o risco de se tornar irreversível. A realidade é que a tecnologia deixou de ser um diferencial para virar o ponto de partida, mudando o valor real para a velocidade com que as organizações utilizam essas ferramentas para decidir melhor.

Não estamos mais competindo apenas por custo. Estamos competindo por velocidade de adaptação, qualidade da decisão e capacidade de antecipação.

É isso que define o novo papel do Supply Chain.

Fica a reflexão: sua operação está estruturada para executar com eficiência ou para decidir com inteligência em um ambiente de constante disrupção?

(*) Alexandra Fuzari – Embaixadora da Comunidade  Comex Pulse Comum

O post Da operação à estratégia: como a tecnologia redefiniu o supply chain apareceu primeiro em Comex do Brasil.