Brasil leva delegação recorde à SIAL Shanghai 2026 com 182 empresas expositoras e cinco pavilhões

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participa, nos dias 18 e 20 de maio, da SIAL China 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais vitrines globais do setor. Realizada anualmente em Xangai, a feira reúne mais de 5 mil expositores de 125 países e recebe cerca de 180 mil visitantes, entre compradores, distribuidores, investidores e representantes da indústria alimentícia internacional.

O ministro da Agricultura, André de Paula, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão e o Cônsul-Geral Augusto Pestana estarão presentes no evento, além do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Participação recorde

Nesta edição, o Brasil participará com uma delegação recorde de 82 empresas expositoras, distribuídas em cinco pavilhões nacionais organizados pela ApexBrasil e por entidades parceiras. O número supera as 54 empresas presentes na edição anterior e reforça o avanço da presença brasileira no mercado asiático. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

A participação brasileira será composta por empresas dos segmentos de alimentos processados, cafés especiais, frutas amazônicas, bebidas, proteínas animal e vegetal, mel, castanhas e produtos da sociobiodiversidade brasileira. Os pavilhões contarão com ações de degustação, encontros com compradores internacionais, fóruns empresariais e rodadas de negócios ao longo da feira.

Um dos destaques da participação brasileira será a presença inédita do programa Cooperar para Exportar na China. Após estrear internacionalmente durante a Gulfood 2026, em Dubai, o programa chega agora à SIAL Shanghai com um pavilhão exclusivo dedicado à agricultura familiar, reunindo 10 cooperativas de diferentes regiões do país.

Na SIAL China, o pavilhão do programa contará com cooperativas como CooperCaju, Coopercuc, Cooperativa Grande Sertão, Unicafes Bahia, AmazonBai, Nova Aliança e Vinícola Aurora, levando ao público chinês produtos como cafés especiais, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas, derivados de açaí e alimentos típicos da biodiversidade brasileira.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Estudo da ApexBrasil sobre comércio e investimentos identifica 385 oportunidades para exportações brasileiras na China

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou um novo estudo de inteligência comercial sobre a China, principal parceiro comercial do Brasil e um dos mercados mais estratégicos do mundo. O Perfil de Comércio e Investimentos China apresenta um panorama atualizado das relações econômicas bilaterais, identificando oportunidades para exportações, investimentos e diversificação da pauta brasileira no mercado chinês.

Com população de 1,4 bilhão de habitantes e Produto Interno Bruto estimado em US$ 19,5 trilhões em 2025, a China consolidou-se como o principal destino das exportações brasileiras. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 170,9 bilhões, sendo a China responsável por 28,7% das exportações do Brasil e por 42,6% do superávit comercial brasileiro.

O levantamento mostra que a pauta exportadora brasileira para o mercado chinês permanece concentrada em commodities. Soja, petróleo bruto e minério de ferro responderam juntos por 74,2% das exportações brasileiras para a China em 2025. Também se destacam produtos como carne bovina, celulose, açúcares e melaços, algodão e carnes de aves.

Oportunidades na exportação de produtos de maior valor agregado

Ao mesmo tempo, o estudo aponta espaço para ampliação e diversificação da presença brasileira no país asiático. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 187 oportunidades de abertura e consolidação para produtos brasileiros na China, abrangendo desde setores tradicionais até segmentos de maior valor agregado, como máquinas e equipamentos, medicamentos, aeronaves, produtos químicos e manufaturados. Nichos como gergelim, amendoins, óleos essenciais e minerais específicos também aparecem como promissores para empresas brasileiras.

“Em 2025, a China foi o segundo maior importador mundial de bens, com importações totalizando US$ 2,6 trilhões. As exportações do Brasil para o mercado chinês atingiram, pela segunda vez, a marca de US$ 100 bilhões, ficando atrás apenas das exportações para o país em 2023 (US$ 104 bilhões). Nos primeiros quatro meses de 2026, o valor exportado estabeleceu um novo recorde (US$ 35,6 bilhões), um crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a China como primeiro destino das exportações brasileiras, com contínuo desafio de diversificação.” afirma o gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ribeiro.

Na área de investimentos, o levantamento destaca a relevância crescente da China no Brasil. O estoque de investimentos chineses no país alcançou US$ 41 bilhões, com presença significativa nos setores de energia elétrica, petróleo e gás, transporte e logística, infraestrutura e indústria. Empresas chinesas também ampliam aportes em segmentos como veículos elétricos, mineração e derivados de soja.

Atualmente, a ApexBrasil mantém 18 projetos setoriais com foco no mercado chinês, abrangendo áreas como alimentos e bebidas, agronegócio, moda, tecnologia e saúde, casa e construção, economia criativa e serviços.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Diplomacia da urgência – Agenda tenta conter desgaste político

Márcio Coimbra (*)

A diplomacia, por vezes, assemelha-se a um tabuleiro de xadrez jogado em meio a um terremoto. A visita de Lula à Casa Branca é a prova de que a necessidade política ignora afinidades ideológicas. O encontro, adiado por meses devido a atritos sobre Venezuela e Irã, ocorreu sob o signo do improviso e da urgência. Em um cenário onde nada ocorre no vácuo, o aperto de mãos entre Lula e Donald Trump é menos sobre amizade e mais sobre sobrevivência — tanto interna quanto global.

O pano de fundo imediato não está em Washington, mas em Pequim. Com uma viagem à China no horizonte, Trump busca “munição econômica”, e o Brasil detém aquilo que interessa aos americanos: a abundância de minerais críticos. Diante da tentativa chinesa de monopolizar as cadeias produtivas de energia limpa, o Brasil se consolida como um ativo estratégico. Para Lula, negociar o acesso a esses recursos não é apenas uma transação, mas o reconhecimento de uma relevância estratégica mútua com os Estados Unidos, oferecendo ao Brasil a chance de se consolidar como pilar da economia global.

Além disso, fica evidente que a principal razão para essa visita é a eleição de outubro. Com um Brasil rachado e o bolsonarismo ganhando força, Lula parece ter suavizado o discurso de esquerda em favor de uma estética de centro. A ida à Casa Branca é uma tentativa de convencer o eleitor moderado de que ele é o único capaz de manter o país relevante, independentemente de quem ocupe o Salão Oval. Entretanto, a manobra pode ser interpretada como sinal de fraqueza, pois ao buscar a validação de Trump para “furar a bolha”, Lula admite que sua base original já não basta. É um jogo perigoso que pode alienar a militância sem necessariamente converter moderados e o agro, setor que permanece vinculado à oposição.

Na economia, o cenário é de um otimismo modesto. Se o petróleo em alta favorece a balança comercial, o custo dos fertilizantes drena a vitalidade do campo. Lula tentou impedir novas tarifas americanas, tema que Trump confirmou ser central em seu perfil oficial, classificando o líder brasileiro como “dinâmico”. Embora o encontro tenha sido considerado positivo, os resultados concretos foram empurrados para o futuro, com representantes agendados para discutir “elementos-chave” nos próximos meses.

A segurança transnacional também pairou sobre a agenda. A tendência de Washington em designar facções criminosas como terroristas, algo necessário para enfrentar o crime, preocupa o Itamaraty por um suposto risco de intervenções em ativos financeiros que afetem a soberania bancária nacional. Infelizmente nada parece ter avançado neste ponto.

O saldo da visita é um misto de alívio momentâneo e incerteza. Lula conseguiu a foto, o adjetivo elogioso e uma agenda de trabalho, operando em um modo de gestão de danos. O presidente brasileiro saiu de Washington com promessas de diálogo, mas sem garantias sólidas contra o protecionismo. A visita mostrou um líder que, acuado pela polarização, está disposto a jogar o jogo transnacional de Trump. Se essa aposta resultará em votos, só o tempo dirá. Por ora, o que se vê é uma aliança que, embora nascida da conveniência, abre portas necessárias para o Brasil, dependendo agora da habilidade de Brasília em transformar a cortesia de Trump em benefícios permanentes. A conferir.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

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Acordo Mercosul–União Europeia marca início de uma nova era para o agro brasileiro

Hugo Centurion e Patrícia Cesarino (*)

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia finalmente entrou em vigor, ainda que de forma provisória, em 1º de maio de 2026, marcando um dos movimentos mais relevantes da história recente do comércio internacional agrícola. Para o agronegócio brasileiro, o impacto é imediato, mas, sobretudo, estrutural

O acordo inaugura uma transição que começa agora e se estende por até 10 anos para exportações à UE e até 15 anos para abertura total do Mercosul, período necessário para que a liberalização tarifária alcance seu pleno potencial. É um acordo que já começa forte e cresce com o tempo.

Já no primeiro dia de vigência, mais de 80% das exportações brasileiras para a União Europeia passaram a contar com tarifa zero, abrangendo milhares de produtos, segundo o governo brasileiro. No agro, o impacto inicial também é significativo. A CNA avalia que 39% dos produtos agropecuários brasileiros podem entrar sem tarifa no primeiro ano. A União Europeia eliminará tarifas para até 92% das exportações do Mercosul, o que equivale a mais de US$ 60 bilhões.

No total, cerca de 95% dos produtos do Mercosul terão tarifas eliminadas pela União Europeia em prazos que podem variar de forma imediata até 12 anos A redução das tarifas será gradual e seletiva, com prazos diferenciados conforme a sensibilidade dos setores. O acordo começa relevante, mas seu verdadeiro impacto será percebido na consolidação de cadeias exportadoras ao longo dos próximos 5 a 10 anos.

O setor de frutas é, possivelmente, o maior beneficiado imediato do acordo pela baixa proteção europeia combinada com alta demanda por produtos tropicais. Diversas frutas brasileiras terão acesso ampliado com eliminação total de tarifas, muitas sem cotas. A uva de mesa tem tarifa zerada imediatamente. O abacate terá taxas zeradas em até 4 anos; limão, lima, melancia e melão em até 7 anos; e maçã em até 10 anos

Frutas como abacate, melão, uva e maçã não estarão sujeitas a cotas, o que elimina uma das principais barreiras históricas ao crescimento das exportações. O Brasil possui vantagens estruturais como produção contra-estação em relação à Europa, custos competitivos e ampla diversidade climática. O acordo, portanto, não cria competitividade, libera um potencial que já existia, mas estava travado por tarifas.

No caso do café, o impacto é ainda mais direto. O produto está entre aqueles com tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Isso beneficia especialmente café solúvel, industrializado e produtos com maior valor agregado porque o acordo estimula a exportação de produtos processados e não apenas de commodities. Em um mercado europeu sofisticado, com forte demanda por cafés especiais e industrializados, o Brasil pode ampliar margens, diferenciar produtos e consolidar marcas.

Embora menos evidentes, os hortícolas e produtos derivados também ganham espaço relevante. O acordo prevê redução de tarifas para vegetais processados, sucos e óleos, e estímulo à exportação com maior valor agregado. Esse movimento favorece cooperativas, agroindústrias e cadeias integradas.

Mas se o acordo abre portas, ele também eleva o nível de exigência. A União Europeia é um dos mercados mais rigorosos do mundo em rastreabilidade, resíduos químicos, sustentabilidade e certificações. O acesso ampliado vem acompanhado de regras mais rígidas e fiscalização intensificada.

Para transformar o acordo em resultado concreto, produtores e empresas do agro precisam agir desde já em cinco frentes estratégicas. A profissionalização e rastreabilidade exige que compliance agrícola, monitoramento de resíduos e certificações internacionais deixem de ser diferenciais e passam a ser pré-requisito. A adoção de tecnologia e manejo eficiente deve fortalecer a adoção de produtos mais modernos e sustentáveis, manejo integrado de pragas e, novamente, redução de resíduos. A competitividade virá da combinação entre produtividade e conformidade.

Os produtores também devem ampliar o foco pensando em valor agregado para potencializar ganhos com processamento, branding e diferenciação, particularmente em café e hortícolas. O planejamento de médio prazo é fundamental para garantir competitividade, é preciso se posicionar agora para conquistar mercados. Os próximos 3 a 5 anos serão decisivos. Finalmente, a integração com a cadeia fortalece produtores, cooperativas, exportadores e indústria para atuarem de forma coordenada com objetivo de ganhar escala, reduzir custos logísticos e atender a padrões internacionais.

O sucesso não será automático, dependerá da capacidade do produtor brasileiro de evoluir tecnicamente, comercialmente e estrategicamente. Mais do que vender mais, o desafio será vender melhor.

(*) Patrícia Cesarino é engenheira agrônoma e gerente de marketing da Ascenza Brasil.

Hugo Centurion é engenheiro agrônomo e head da Ascenza Brasil

 

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CNI defende implantação de 30 medidas estratégicas para fortalecer parceria entre Brasil  e EUA

Divididas em nove temas, propostas são fundamentais para avançar na agenda bilateral e ampliar investimentos, reduzir barreiras, fortalecer cadeias produtivas e impulsionar a competitividade

Da Redação (*)

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta segunda-feira (11), um documento com mais de 30 medidas estratégicas para fortalecer a parceria entre Brasil e Estados Unidos. A Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos será levada hoje aos debates entre setores público e privado do Brasil U.S. Industry Day, em Nova York. Para o setor produtivo, é fundamental avançar em uma agenda estruturada de cooperação para fortalecer a relação bilateral, considerada uma das mais relevantes e estratégicas para a economia brasileira.

Os EUA são o maior investidor estrangeiro no Brasil e o principal destino das exportações industriais do país. Segundo a CNI, a complementaridade produtiva, a integração de cadeias de valor e o potencial de cooperação em áreas como energia, transformação digital, saúde, defesa e tecnologias avançadas reforçam a importância do aprofundamento do diálogo econômico bilateral.

As recomendações da indústria foram divididas em nove temas: comércio e acesso a mercado; transformação digital; investimentos e ambiente de negócios; minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas; segurança energética e indústria de baixo carbono; complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial; defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual; formação de capital humano em altas tecnologias; e governança e diálogo institucional.

Destaques da agenda:

Comércio e acesso a mercado
O setor defende a eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias, além da negociação de acordos setoriais e mecanismos de cooperação regulatória que diminuam custos e aumentem a competitividade das exportações do Brasil. Propõe também modernização aduaneira, digitalização de processos e maior interoperabilidade regulatória para facilitar o comércio entre os países.

Transformação digital
As propostas incluem programas bilaterais de inovação para conectar empresas, universidades e centros de pesquisa, além de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias emergentes aplicadas à produtividade, descarbonização e inserção do Brasil em cadeias globais de alto valor.

Investimentos e ambiente de negócios
Entre os destaques estão a negociação de um acordo para evitar dupla tributação (ADT) e fortalecer a parceria econômica, o fortalecimento dos mecanismos de proteção a investimentos e a harmonização de regras de propriedade intelectual

Minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas
O objetivo é fomentar investimentos, inovação tecnológica e integração de cadeias produtivas ligadas à exploração, ao processamento e à transformação de minerais essenciais à transição energética, à segurança alimentar e à produção industrial com alto valor agregado.

Segurança energética e indústria de baixo carbono
A CNI quer aprofundar parcerias em hidrogênio de baixa emissão, biocombustíveis e soluções de captura e armazenamento de carbono (CCUS). A proposta inclui coordenação regulatória internacional, fortalecimento da liderança dos dois países no mercado global de biocombustíveis e ampliação do financiamento para projetos de resiliência energética.

Complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial
A intenção é ampliar a cooperação em pesquisa e produção local de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos (IFAs), aproximar Anvisa e FDA em questões regulatórias e estimular investimentos em manufatura farmacêutica, biotecnologia e dispositivos médicos.

Defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual
O destaque é o fortalecimento da cooperação em tecnologias avançadas e setores de uso dual – civil e militar – como comunicações, biotecnologia, drones, segurança cibernética, sistemas autônomos e materiais avançados. A proposta inclui ampliar parcerias em defesa, desenvolver soluções conjuntas para segurança de fronteiras e aprofundar a cooperação aeroespacial – além de assinar o Acordo de Aquisição de Defesa Recíproca (RDPA).

Formação de capital humano em altas tecnologias
A proposta central é aproximar instituições do Brasil e dos EUA de ensino técnico, tecnológico e universitário para formação de profissionais com foco na indústria avançada. A agenda prevê o intercâmbio de pesquisadores, programas de atração de talentos e criação de centros binacionais em áreas como IA, computação quântica, materiais avançados e biotecnologia.

Governança e diálogo institucional
A CNI que um plano bilateral anual, com metas, indicadores e acompanhamento contínuo do setor público e privado. É importante reativar mecanismos de alto nível para garantir coordenação contínua em temas como defesa, energia, inovação, finanças e economia digital.

(*) Com informações da CNI

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“Relação entre Brasil e EUA é estratégica para a indústria brasileira”, diz presidente da CNI em Nova Iorque

Ricardo Alban abriu reunião do Conselho Empresarial dos dois países; agenda faz parte da programação da Semana do Brasil em Nova Iorque

Da Redação (*)

Brasília –  O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse nesta segunda-feira (11) que o fortalecimento da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos é fundamental para o setor industrial brasileiro, e a CNI está empenhada em estreitar os laços entre os dois países como forma de buscar benefícios mútuos. De acordo com o dirigente, a importância estratégica dessa relação foi o que motivou a CNI a organizar, pela primeira vez, o Dia da Indústria Brasil-EUA, evento específico do setor que integra a programação da Semana do Brasil em Nova York.

“Reafirmamos aqui o compromisso de trabalhar em favor de um ambiente de negócios que beneficie tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e em busca de soluções e com foco em entregas que reforcem a parceria bilateral e ajudem a construir um futuro mais próspero, inovador e sustentável para os dois países”, disse Ricardo Alban.

O dirigente abriu, nesta segunda-feira, em Nova York, evento promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu). O encontro discutiu geopolítica e comércio internacional, prioridades do G20 e do B20 e estratégias para a construção de uma agenda comum na área de investimentos, transformação digital e minerais críticos.

Preocupação com política errática dos EUA

Alban destacou que a CNI tem acompanhado com atenção e preocupação as mudanças ocorridas na política comercial dos EUA, especialmente no último ano. E que, diante do impacto que as medidas tarifárias, o aumento de barreiras comerciais e as incertezas no ambiente de negócios têm provocado em setores relevantes da indústria, é imprescindível haver coordenação e atuação conjunta reforçando o trabalho integrado entre a CNI, a U.S. Chamber of Commerce e a Amcham Brasil.

“Precisamos olhar para a complementaridade entre nossas economias como uma oportunidade concreta para aprofundar as parcerias produtivas, as relações comerciais e a cooperação tecnológica. Devemos nos unir e desempenhar um papel mais agregador para definir prioridades e ampliar o engajamento do setor privado em ações que tragam resultados efetivos”, destacou o presidente.

Alban informou ainda que, como este é um ano de eleições presidenciais no Brasil, a CNI apresentará aos candidatos à Presidência da República um conjunto de recomendações para promover o crescimento econômico e a inclusão social no país. Segundo ele, as propostas destacam a importância da construção de uma agenda de integração com os Estados Unidos, refletindo a prioridade que a CNI atribui às relações entre os dois países a médio e longo prazo.

“Esperamos que os governantes possam dar passos concretos para a adoção de medidas que reflitam os interesses empresariais e permitam uma maior aproximação entre as duas economias”, pontuou o presidente da CNI.

(*) Com informações da CNI

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Rússia domina mercado brasileiro de óleo diesel e responde por 89,84% das importações em abril

Importação russa quase dobrou e domina mercado brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses.

Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total.

Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual.

Principais números

  •    US$ 1,76 bilhão em diesel importado em março e abril
  •    81,25% do total vieram da Rússia
  •    US$ 924 milhões importados da Rússia apenas em abril
  •    89,84% de participação russa nas compras de abril

Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Balança comercial registra superávit de US$ 2,7 bilhões na primeira semana de maio; no ano, saldo já supera US$ 27 bilhões

No ano, as exportações totalizam US$ 125,6 bi e as importações, US$ 98,1 bi, com saldo positivo de US$ 27,5 bi e corrente de comércio de US$ 223,68 bi

Na 1ª semana de maio, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 125,6 bilhões e as importações, US$ 98,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 223,68 bilhões. Esses e outros dados foram divulgados nesta segunda-feira (11), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de maio/2026 (US$ 1,807 bilhão) com a de maio/2025 (US$ 1,424 bilhão), houve crescimento de 26,9%. Em relação às importações houve crescimento de 16,1% na comparação entre as médias até a 1ª semana de maio/2026 (US$ 1,263 bilhão) com a do mês de maio/2025 (US$ 1,088 bilhão).

Assim, até a 1ª semana de maio/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 3.071,55 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 544,39 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2025, houve crescimento de 22,2% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 134,64 milhões (38,1%) em Agropecuária e de US$ 264,32 milhões (36,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 19,15 milhões (5,7%) em Indústria Extrativa.

No acumulado até a 1ª semana do mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 187,83 milhões (18,6%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,41 milhões (1,7%) em Agropecuária e de US$ 11,1 milhões (24,5%) em Indústria Extrativa.

(*) Com informações da Secex/MDIC

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Exportações para os EUA e América Latina têm forte alta e trazem otimismo ao setor calçadista

 

Da Redação (*)

Brasília – O quarto mês do ano trouxe uma notícia positiva para os calçadistas brasileiros. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex),  em abril foram embarcados 8,2 milhões por US$ 73,5 milhões, incremento de 9% em volume e queda de 7,3% em receita no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do quadrimestre, as exportações somaram 34,5 milhões de pares e US$ 284,44 milhões, quedas de 11,7% e 18,5%, respectivamente, ante mesmo ínterim de 2025.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que abril trouxe sinais de recomposição das exportações de calçados em mercados estratégicos, especialmente Estados Unidos e países latino-americanos. “O crescimento dos embarques para os Estados Unidos indica, além da recomposição, uma antecipação de embarques ao destino após o alívio tarifário, uma vez que deixou de incidir a tarifa adicional de 50% e os calçados brasileiros passaram a competir sob alíquota isonômica de 10%”, diz.

Já o acumulado do ano, segundo o dirigente, segue refletindo os impactos do primeiro trimestre, marcado pelo choque tarifário norte-americano, pela perda de dinamismo em mercados tradicionais e por menores preços médios, associados à mudança de composição da pauta exportadora por produtos e destinos.

Outro fator que impulsionou o resultado das exportações de abril foram os embarques para os países da América Latina. Excluindo a Argentina, as exportações para os países latino-americanos cresceram 24,6% em valor e 53% em pares, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Diante da melhora do cenário para as exportações, Ferreira ressalta o potencial da BFSHOW, maior feira calçadista da América Latina que acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo/SP, entre os dias 18 e 20 de maio. “Neste contexto, a feira ganha ainda mais importância para garantir a recuperação dos embarques a partir do segundo semestre”, diz. Na mostra são esperados mais de 1,2 mil importadores dos principais mercados do mundo.

Ranking de destinos

Em abril, as exportações para os Estados Unidos contabilizaram 842,9 mil pares e geraram US$ 14,72 milhões, incrementos de 16,5% e 40,5%, respectivamente, ante o quarto mês do ano passado. Já no acumulado do quadrimestre, as exportações para lá somaram 3,8 milhões de pares e US$ 54,5 milhões, alta de 7,8% em volume e queda de 18,9% em receita no comparativo com o mesmo intervalo de 2025. “Apesar do otimismo na recuperação para os Estados Unidos, permanecem incertezas quanto aos desdobramentos da investigação da Seção 301 relacionada ao Brasil”, comenta Ferreira.

No mês quatro, os embarques para a Argentina contabilizaram 474,82 mil pares e US$ 7,6 milhões, quedas de 55,4% em volume e de 55% em valor na relação com o mês correspondente do ano passado. “A retração dos embarques para o destino segue como o principal fator negativo para o desempenho externo do setor, sob um contexto de menor atividade econômica e consumo pressionado”, avalia o dirigente. No acumulado do quadrimestre, as exportações para a Argentina somaram 2 milhões de pares e US$ 31,3 milhões, quedas de 56,7% e 59,8%, respectivamente, ante o mesmo período de 2025.

No terceiro posto entre os destinos aparece o reflexo do melhor desempenho das exportações nos países latino-americanos. O Equador importou, no mês, 868,5 mil pares, pelos quais foram pagos US$ 6,64 milhões, altas de 11,3% e 57,1%, respectivamente, no comparativo com abril do ano passado. No acumulado do quadrimestre, o Equador somou a importação de 1,72 milhão de pares e US$ 14,55 milhões, incrementos de 22,6% e 24,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Exportações por estados

Seguindo como maior exportador de calçados do Brasil, no mês de abril o Rio Grande do Sul contabilizou o embarque de 2,73 milhões de pares, que geraram US$ 36,95 milhões, quedas de 6% e 6,6%, respectivamente, ante o mesmo mês do ano passado. Já no acumulado do ano, as exportações gaúchas somaram 10,9 milhões de pares e US$ 142,73 milhões, quedas de 4,9% e de 13,7% em relação ao mesmo ínterim de 2025.

O segundo exportador do País foi o Ceará. No mês de abril, partiram das fábricas cearenses 2,52 milhões de pares e US$ 11,4 milhões, incrementos de 76% e 5,6%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do quadrimestre, as exportações do Ceará somaram 10,68 milhões de pares e US$ 53,44 milhões, quedas de 21,4% e 27,3% ante o mesmo intervalo do ano passado.

Completando o ranking aparece São Paulo. Em abril, as fábricas paulistas embarcaram 585,47 mil pares por US$ 8,8 milhões, queda de 7,4% em volume e aumento de 0,1% em receita no comparativo com o mês correspondente do ano passado. No acumulado do ano, as exportações paulistas somaram 1,88 milhão de pares e US$ 27,95 milhões, quedas de 21,1% e 18,1%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.

(*) Com informações da Abicalçados

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